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PS e PSD recusam reforma
1 Dezembro 2009
Estes partidos uniram-se na Assembleia da República contra as propostas do BE e do PCP relativas ao direito à reforma completa, para todos aqueles que tivessem trabalhado e descontado durante 40 anos. E fizeram-no a pretexto da “crise” e de que tal iria conduzir à “ruptura da Segurança Social”. Para quem tem os ordenados, as pensões e as regalias que têm os deputados portugueses, é preciso grande falta de vergonha quando se recusa um direito tão elementar aos trabalhadores. Mas a coisa tem lógica: é deste modo que tais senhores mantêm as diferenças de classe, asseguram os seus privilégios e arranjam dinheiro para gastar em casos como o do BPN ou em missões guerreiras como a do Afeganistão.
SOS Honduras
Organizações portuguesas exigem à Cimeira Ibero-Americana reunida em Lisboa condenação dos golpistas hondurenhos
29 Novembro 2009
Três dezenas de organizações portuguesas (cívicas, políticas, sindicais) lançaram um apelo aos chefes de estado e de governo reunidos em Lisboa na XIX Cimeira Ibero-Americana (que decorre neste fim-de-semana) para que, de forma clara e sem ambiguidades, condenem o golpe militar levado a cabo nas Honduras em 28 de Junho passado. A mensagem denuncia os preparativos dos golpistas para se legitimarem no poder através da convocação de eleições que não oferecem garantias de liberdade.
Em Julho deste ano, um mês depois do golpe, as mesmas organizações convocaram um protesto de repúdio pelo golpe militar, associando-se à movimentação internacional pelo restabelecimento pela legalidade nas Honduras. Na altura, o protesto apontou as responsabilidades dos EUA nos acontecimentos, mostrando que o golpe faz parte duma ofensiva das forças reaccionárias e imperialistas para contrariar os avanços de vários povos do continente americano na defesa da sua soberania e de sistemas sociais mais justos e igualitários.
Constâncio, ponta de lança
25 Novembro 2009
O governador do Banco de Portugal é um dos grandes responsáveis pela delapidação dos dinheiros públicos, quer pela sua incompetência (ou cumplicidade?) na fiscalização do sector financeiro (BPN, BPP, etc) quer, ainda, pelo chorudo ordenado que embolsa todos os meses. É este homem que, sem vergonha, vem agora afirmar que a médio prazo há que aumentar os impostos (provavelmente o IRS e o IVA) aconselhando, igualmente, os empresários a não aumentaram os salários dos trabalhadores mais do que 1 ou 1,5% e o governo a aumentar ainda menos do que isso os funcionários públicos.
Estado espanhol: repressão continua
25 Novembro 2009
Na vizinha Espanha, para além das altas taxas de desemprego e da exploração desenfreada de imigrantes, mantém-se elevada a repressão. Na mira, novamente os independentistas. Na madrugada do dia 24, mais de 650 polícias e magistrados desencadearam uma mega operação no País Basco e em Navarra, detendo 35 jovens e “visitando” 92 locais – residências e estabelecimentos diversos, incluindo associações de moradores. Segundo o governo espanhol (do “socialista” Zapatero) e o seu aparelho judicial, estes jovens estariam ligados à organização juvenil Segi, que por sua vez estaria ligada à Batasuna, que por sua vez estaria ligada à ETA.
Boicote e resistência: Israel e África do Sul
Nadine Rosa-Rosso — 25 Novembro 2009
O boicote a Israel é uma palavra de ordem muito antiga. Nos anos 80, os anti-imperialistas boicotavam tanto as toranjas de Jaffa ou os abacates de Carmel, como as laranjas de Outspan ou as maçãs do Cabo. O que hoje torna o boicote a Israel mais massivo e popular é acima de tudo o massacre selvagem da população de Gaza pelo Tsahal (as Forças armadas de Israel) e a resistência encarniçada dos combatentes palestinianos. A vitória da resistência libanesa de 2006, dirigida pelo Hezbollah, preparara já a mudança na opinião internacional.
A luta pela abolição do apartheid na África do Sul pode servir de referência à actual luta pela Palestina, na condição de que a respectiva história seja fielmente reconstituída. E, nessa história, o papel do boicote internacional deverá ser correctamente avaliado.
Cimeira da NATO em Edinburgo
Em busca de saída para o desastre no Afeganistão
Manuel Baptista — 24 Novembro 2009
No momento da cimeira parlamentar da OTAN/NATO em Edimburgo e à beira de um desastre militar, igual em repercussões à enorme derrota dos EUA no Vietname, os altos dirigentes do «império global» tentam desesperadamente uma solução.
É uma armadilha onde eles próprios se foram colocar e onde se enterraram ao longo de oito anos de guerra criminosa e que serviu exactamente o oposto do seu propósito declarado.
EUA: que Forças Armadas?
20 Novembro 2009
Não é apenas a destruição e a morte que as Forças Armadas norte-americanas levam a diversas partes do mundo. As consequências materiais e morais de tais actos atingem os próprios EUA e mesmo o interior das suas Forças Armadas. Só desde Janeiro de 2009, já se suicidaram nos EUA 140 militares no activo e 71 na reserva. E, por vezes, militares descontentes com as acções de guerra promovidas pelo seu país descarregam o descontentamento ou o desespero sobre os colegas. Foi, por exemplo, o que recentemente aconteceu com o ataque levado a cabo na base americana de Fort Hood, Texas, em que o major Nidal Hassan atirou sobre dezenas de pessoas, matando 13 delas.
A luta nacional dos ferroviários de 1969
Lições de um combate de classe com 40 anos
PG / sobre uma exposição de Carlos Domingos — 20 Novembro 2009
Em 28 de Outubro passado, decorreu na Câmara Municipal de Lisboa uma sessão comemorativa dos 40 anos da grande luta nacional dos ferroviários, travada em plena era marcelista. Carlos Domingos fez uma palestra em que relatou os acontecimentos da época, mostrando os processos de organização postos em prática, a união conseguida entre os trabalhadores e a vitória conseguida apesar das difíceis condições políticas da altura. É a sua exposição que aqui resumimos.
Fehst subcontrata
19 Novembro 2009
A Fehst é uma fábrica de componentes para a indústria automóvel, em Braga. Actualmente, com elevados níveis de produção, a administração da fábrica promoveu uma empresa paralela e recorre à subcontratação “colocando os próprios trabalhadores da Fehst numa situação de subocupação e até de paragem”. Na opinião das organizações representativas dos trabalhadores trata-se de “uma habilidade laboral que, se não for fiscalizada, pode afectar os trabalhadores do quadro permanente”. São muitos os truques a que recorrem os patrões. Há que denunciá-los e combatê-los.
Ao serviço da guerra e do imperialismo
17 Novembro 2009
Segundo Santos Silva, actual ministro da Defesa do governo de José Sócrates, em Janeiro aumentará para 150 militares o contingente português no Afeganistão. Conforme afirma o ministro, tal resultaria de uma decisão política já assumida na anterior legislatura. Entretanto, Marcos Perestrello, secretário de Estado da mesma pasta, aproveita ir à bola e passar revista aos militares portugueses estacionados na Bósnia. Para além do muito dinheiro mal gasto nestas andanças (que tão necessário seria para fazer face às graves questões sociais que afectam os trabalhadores), a participação portuguesa nestas guerras deve merecer o nosso mais vivo repúdio.