Os partidos da troika e da guerra

Pedro Goulart — 14 Junho 2011

libya_airstrikes.jpgO actual comando da NATO em Oeiras vai ser substituído por um outro comando, de nível inferior, com a instalação do quartel-general das forças navais de ataque e apoio de intervenção rápida – o STRIKFORNATO. Os ministros da Defesa dos 28 Estados-membros da NATO acabaram de chegar a acordo, em Bruxelas, sobre as alterações na estrutura de comandos daquela organização militar imperialista.
De salientar que o STRIKFORNATO, agora “ganho” por Portugal, é o comando de uma estrutura (assente nos meios navais dos EUA) e que essa estrutura é uma das responsáveis directas por várias agressões militares da NATO, nomeadamente nos casos do Afeganistão e da Líbia.


Primeiras impressões

Manuel Raposo — 8 Junho 2011

coelhoportas.jpgPassos Coelho não perdeu tempo: mal soube que ganhara as eleições, tratou de vincar, para quem o quisesse ouvir dentro e fora do país, que se comprometia a impor, não só os “sacrifícios” previstos pelo acordo firmado com a troika, como a “ir ainda mais além”. Entende-se o significado desta declaração de intenções: fazer sentir aos “mercados internacionais” e a todo o patronato nacional que o próximo governo está disponível para todas as medidas de penalização do Trabalho, as que já estão estipuladas e as que aí vierem.


O capital que pague a dívida e a crise

Colectivo de Comunistas Revolucionários / Colectivo Mudar de Vida / Colectivo Política Operária — 1 Junho 2011

arasca.jpgTrês colectivos políticos – de Comunistas Revolucionários, Mudar de Vida e Política Operária – tomam posição sobre a nova avançada da direita à sombra do acordo firmado com a troika FMI/BCE/UE. Denunciam aquilo que se torna claro: a linha de acção do próximo governo, seja ele qual for, é cumprir escrupulosamente os ditames do acordo, e as próximas eleições apenas servem para sancionar isso mesmo. Os três colectivos apelam a uma união de forças sociais à esquerda para fazer frente ao bloco da direita, exortam os trabalhadores a rejeitarem os custos da crise e propõem medidas para que seja o capital a pagar a dívida e a crise do capitalismo português.


País Basco: vitória do Bildu

26 Maio 2011

Nas eleições locais de 22 de Maio de 2011, enquanto os dois principais partidos da burguesia espanhola, PSOE e PP, trocavam de posições entre si (sendo o primeiro derrotado pelo segundo), a longa resistência e luta do povo basco obtinham uma assinalável vitória. A coligação Bildu – que PSOE e PP tentaram ilegalizar – tornou-se na primeira força, no País Basco, em número de eleitos, e na segunda força em número de votos. Obteve 1137 eleitos e um total de 313.151 votos (22%), tendo o Partido Nacionalista Basco sido a força mais votada com 327.011 votos (22,97%) e 881 eleitos. Só depois ficaram o PSOE (16%) e o PP (11,64%).


Bons ventos vindos de Espanha

Manuel Raposo — 23 Maio 2011

madrid.jpgMilhares e milhares de pessoas, sobretudo jovens, concentram-se desde há mais de uma semana em dezenas de cidades espanholas. Protestam contra um sistema social que os mantém sem trabalho e sem futuro e que faz deles meros joguetes de um regime político corrompido, dominado por poderosas cliques partidárias que dividem entre si o poder. “Vocês não nos representam” é uma das frases significativas que os manifestantes atiram à cara dos políticos do sistema.


Eles comem tudo

21 Maio 2011

“Cerca de 20 administradores acumulavam funções em 30 ou mais empresas distintas, ocupando, em conjunto, mais de mil lugares de administração, entre eles os das sociedades cotadas”, lê-se num relatório divulgado agora pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Os dados são de 2009 e demonstram que esta prática não é uma excepção: mais de 75% dos 426 administradores desempenhavam funções de administração em mais de uma empresa. E, por cada um destes lugares recebiam, em média, 297 mil euros por ano, ou, no caso de serem administradores executivos, 513 mil euros. Cúmplices: gestores e partidos políticos do chamado arco governativo.


Idade Média

16 Maio 2011

A 13 de Maio, em Fátima, um repórter da TSF assegurou que, no momento em que eram evocados passos da vida de João Paulo II, um arco íris rodeou o disco solar e “ouviu-se então entre a multidão a palavra: milagre! milagre!”. Para reforçar a “prova”, as televisões deram imagens dos rostos de gente apatetada a olhar para o ar, balbuciando coisas equivalentes. João Paulo II, que conseguiu o score mínimo de um milagre para ser beatificado, precisa urgentemente de um segundo milagre para chegar a santo. Se esse milagre fosse “português” talvez uma nova fonte de rendimentos do turismo religioso e uma nova arma de imbecilização do povo ajudassem a almofadar as agruras da crise. Força TSF, força TVs!


Derrapagens

15 Maio 2011

Só o valor das derrapagens (embrulhadas com corrupção) das obras públicas realizadas no país permitia pagarmos parte substancial do défice do Estado. FB


As malfeitorias do programa da troika e a necessária luta dos trabalhadores

Pedro Goulart — 15 Maio 2011

fmifora.jpgO Programa da troika (FMI/UE/BCE), além de constituir um violento ataque contra as classes trabalhadoras, representa, também, o ruir do pouco que ainda restava de independência nacional. Os homens da troika levam as suas duras exigências até ao pormenor, impondo-as aos futuros governos de Portugal.


Quem é Eduardo Catroga

13 Maio 2011

O actual, e arrogante, coordenador do programa eleitoral do PSD, foi ministro das Finanças de Cavaco Silva entre 1993 e 1995 e fez parte de conselhos de administração de várias empresas, destacando-se na repressão e despedimento dos trabalhadores, nomeadamente na Sapec. Quando se aposentou, em 2007, como professor catedrático do ISEG, passou a receber 9693 euros de reforma. Mas, como se isto fosse pouco, continuou como Presidente da Sapec, Administrador da Nutrinvest e do Banco Finantia, assim como Supervisor da EDP. Por aquilo que já fez e pelo que actualmente defende, como eventual ministro de Passos Coelho é de prever qual política que procurará levar à prática.


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