Tópico: Trabalho

Manifestação a 13 de Março

11 Março 2009

Hoje, 13 de Março, pelas 14h30, nos Restauradores, Lisboa. É uma manifestação organizada pela CGTP: pela defesa do emprego e dos direitos dos trabalhadores, assim como pelo aumento dos salários e pensões. Os trabalhadores da Administração Pública concentram-se nas Amoreiras e os do Privado nas Picoas. Numa altura em que o capital está na ofensiva, visando a sua indispensável reestruturação, e pretende fazê-lo à custa dos trabalhadores, é preciso resistir. A tua participação é importante.


Quando não há justiça social, cresce a caridade

Manuel Monteiro —

caridade.jpgDiz-se que o capitalismo está em crise, mas os capitalistas não estão. As fabulosas fortunas continuam, no essencial, intactas. A crise do capitalismo abate-se, sobretudo, sobre os trabalhadores. O desemprego cresce em ondas avassaladoras. E isto só agora começou. As grandes multinacionais anunciam milhares e milhares de despedimentos para, escudados na crise, se reestruturarem e retomarem os seus lucros fabulosos. No curso da crise surgem novas fortunas, sobretudo fortunas feitas com base na especulação e na miséria de milhões de seres que perdem trabalho e casa.


Lucros máximos, salários mínimos

Urbano de Campos — 9 Março 2009

cifrao.jpgEm meados de Fevereiro, a Fiequimetal (Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgica, Química, Farmacêutica, Eléctrica, Energias e Minas) acusou a EDP e a REN de quererem apressar a negociação da revisão salarial que estava em curso. A razão era fechar o acordo antes de serem conhecidos os lucros das empresas, que se imaginavam já de grande monta, evitando assim que os sindicatos ganhassem razão para maiores exigências. Os valores que estavam em causa na negociação eram bastante afastados: a comissão negociadora que representa os grupos EDP e REN propunha aumentos que iam de zero (para os escalões mais altos) a 1,6 por cento; enquanto os sindicatos exigiam 7 por cento.


Encontro Nacional de Professores em Luta

7 Março 2009

Realiza-se a 14 de Março, a partir das 10h, em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva.
É promovido por diversos movimentos de professores (MEP, MUP, APEDE, PROMOVA e CDEP) que se têm oposto à política de ensino deste governo. Trata-se de um encontro de professores resistentes nas escolas e que visa discutir, reflectir e dar perspectiva à luta dos professores até ao fim deste ano lectivo.


Professores fazem Cordão Humano, dia 7

6 Março 2009

No dia 7 de Março, pelas 15h, em Lisboa, a Fenprof organiza um Cordão Humano, que ligará o Ministério da Educação, a Assembleia da República e a residência oficial do primeiro-ministro. É uma manifestação enquadrada na luta dos professores contra o Modelo de Avaliação, assim como pela revisão do Estatuto da Carreira Docente. Há outras iniciativas dos professores em marcha.


Jotex em risco de encerrar?

4 Março 2009

A Jotex, fábrica de malhas, em Espinho, corre o risco de encerrar, colocando 60 trabalhadores no desemprego. O receio dos trabalhadores radica no facto de a administração ter decidido suspender o trabalho até 16 de Março e de ter retirado 21 máquinas da fábrica, com o argumento de que iria dar curso a uma reestruturação da empresa. O Sindicato dos Têxteis de Aveiro estranha a “reestruturação” e diz manter-se vigilante. A pressão dos oerários à porta da fábrica obrigou os patrões a reporem as máquinas, mas, como dizia à rádio uma trabalhadora: “Eles, assim como as tiraram uma vez, podem tentar fazê-lo segunda vez”.


Desemprego e luta dos professores

Pedro Goulart — 18 Fevereiro 2009

O governo de José Sócrates tem-se revelado useiro e vezeiro na arte de mentir. No que respeita a estatísticas (número de desempregados, número de grevistas, etc.), tanto o governo como os seus comissários políticos, têm demonstrado alguma elaboração na tortura dos números, falseando a realidade.


Coindu anuncia despedimento colectivo

16 Fevereiro 2009

A Coindu, a maior fábrica têxtil do país, que emprega quase 2 000 trabalhadores, anunciou que vai proceder a um despedimento colectivo. Esta empresa, que dispõe em Portugal de unidades fabris em Famalicão e em Arcos de Valdevez, produz assentos e acessórios para a indústria automóvel e já tem procedido a várias paragens da produção desde Setembro de 2008. Ainda se desconhece o número de trabalhadores que virão a ser afectados por este despedimento.


Amoníacos de Portugal despede 152

13 Fevereiro 2009

A empresa, do grupo Mello, vai fazer um despedimento colectivo de 152 trabalhadores (dos cerca de 240) de duas fábricas no Lavradio, Barreiro. A administração justifica este despedimento com a falta de competitividade, dizendo que a produção de amoníaco e ureia em Portugal deixou de ser viável. Por outro lado, mantém a produção de ácido nítrico e nitrato de amónio (assim como a logística de amoníaco), onde ficam apenas 85 trabalhadores. E diz que esta é a única solução capaz de “a médio e longo prazo salvaguardar o futuro das restantes actividades e respectivos postos de trabalho”. O desemprego soma e segue.


Fehst em lay-off

11 Fevereiro 2009

O lay-off está na moda. Triste moda. Muitas empresas servem-se do pretexto da crise para aplicar o lay-off. A fábrica de componentes e material eléctrica Fehst, em Braga, há mais de um mês (a partir de 6 de Janeiro) que impôs este processo a 169 trabalhadores, a aplicar durante três meses. Já então a CT da empresa dava o seu parecer negativo, considerando tal processo inadequado. Desde essa altura que os trabalhadores desta empresa são obrigados a parar às segundas e terças-feiras, perdendo mensalmente 30 a 40% do seu salário.


< Mais recentes Página 29 de 46 Mais antigos >