Tópico: Trabalho

A quem serve a via seguida pela UGT?

Urbano de Campos — 23 Fevereiro 2012

É patético o esforço que João Proença tem feito para demonstrar as “vantagens” para os trabalhadores – e para o movimento sindical, como ele não se cansa de sublinhar – do aval que, por sua mão, a UGT deu à política do governo PSD/CDS no acordo firmado, em final de Janeiro, à sombra da famigerada “Concertação Social”. Na verdade, ninguém vê onde está a vantagem de assinar por baixo medidas de despedimento mais fácil e mais barato, menores subsídio de desemprego, mais horas de trabalho não pagas, menos dias de férias, etc. A evidência é outra: no ambiente de catástrofe e de corrupção em que o país vive, o governo e os patrões compraram, a custo zero, o voto da UGT para que o assalto aos bolsos dos trabalhadores pudesse parecer coisa consentida.


Há que lutar! O MV na manifestação de amanhã

10 Fevereiro 2012

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O Mudar de Vida, com a sua faixa “Contra o Capital”, vai participar na manifestação de amanhã, 11 de Fevereiro, em Lisboa, convocada pela CGTP. Convidamos os amigos e leitores do MV a reunirem-se na Praça dos Restauradores, junto ao elevador da Glória, pelas 14h30.

À margem dos intermináveis debates travados no parlamento ou nos meios de comunicação, o dia a dia dos trabalhadores torna-se um inferno mantido debaixo de silêncio. O Capital desencadeou uma guerra de classe contra o Trabalho. Isto exige do Trabalho nada menos do que uma guerra de classe contra o Capital. O movimento laboral, com destaque para o movimento sindical, precisa de uma capacidade de resistência acrescida, em número de lutas e em dureza – ao nível das medidas de terror que desabam sobre os trabalhadores. Só o medo pode fazer recuar os patrões e o governo.


Só lutando

3 Fevereiro 2012

Contra todos os anúncios do governo e dos propagandistas da situação, nem 2012 será o final da crise, nem 2013 o início da “recuperação”. Quem desconfiasse das vozes oficiais, já o sabia; mas agora são os próprios a dizê-lo.

Os oráculos do grande capital europeu dizem à boca cheia que Portugal não conseguirá cumprir o plano da troika e que vai precisar de novo “acordo” – significando isso medidas ainda mais brutais contra os assalariados.
Em consonância, o Banco de Portugal prevê uma profunda recessão e desemprego recorde, confirmando o caminho sem retorno do capitalismo português numa Europa em declínio e sugerindo o meio do costume: mais “austeridade”.
O governo admite que o défice teima em não baixar e, pelo processo da “fuga de informações”, sonda a reacção da opinião pública a novas penalizações sobre o trabalho.


A metade pobre dos EUA

Fred Goldstein, WW / MV — 28 Janeiro 2012

pobreza_usa.jpgEm Novembro último, o New York Times publicou os dados sobre a pobreza nos EUA, baseados num novo método de cálculo, e avançou que 100 milhões de pessoas, uma em cada três, eram pobres. O número foi chocante. No mês seguinte, a Associated Press revelou que 150 milhões, cerca de uma em cada duas pessoas, era pobre ou “quase pobre”. Isto foi ainda mais chocante. É da relação entre o aumento da pobreza e o crescimento capitalista que fala o artigo de Fred Goldstein, publicado em 21 de Dezembro no jornal Workers World.


Que rumo para a luta sindical na resposta à ofensiva capitalista?

Urbano de Campos — 23 Janeiro 2012

manifcgtp.JPGA ofensiva capitalista não tem dado descanso aos trabalhadores e, globalmente falando, as medidas que favorecem o patronato têm sido sucessivamente postas em prática. A resistência, portanto, não tem sido suficiente para travar o ataque. Mas reconhecer isso não significa considerar inútil a resistência que tem sido movida nem declarar o óbito dos sindicatos. Pelo contrário, a renovação da luta de classe dos trabalhadores implica reconhecer que tem sido ela, apesar de todas as fraquezas, a única a fazer frente, de forma continuada, aos ataques patronais. Longe de considerar ultrapassada a actividade sindical, acho que ela precisa de ser incrementada e renovada como luta de classe.


CGTP convoca manifestação para 11 de Fevereiro

15 Janeiro 2012

A CGTP anunciou que vai convocar uma manifestação nacional, a realizar em Lisboa, para o dia 11 de Fevereiro. Sob o lema “contra o medo e a resignação”, a manifestação tem por objectivo protestar contra o aumento do horário de trabalho, a carestia, o desemprego e os cortes nos salários.


Cresce a vaga de lutas

Manuel Raposo —

ceramica_valadares_72.jpgOs anúncios de fim da crise e de retoma económica estão a revelar-se como uma burla mais cedo do que se esperaria. A virtude da austeridade mostra ser apenas a de reclamar mais austeridade. Os resultados estão à vista, escassos dias depois da aprovação do Orçamento do Estado: mais défice que servirá para justificar mais medidas punitivas dos trabalhadores. Só uma resposta pode trazer resultados úteis: a luta de todos os sectores atingidos.


Há cada cristão

31 Dezembro 2011

António Pinto Leite, presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores, e também conhecido romeiro (a pé) nas peregrinações a Fátima, afirmou que a legislação laboral deveria ser alterada para permitir às empresas baixarem salários, com mútuo acordo. “Afinal, é o que já se passa na realidade. A realidade ultrapassa as leis”, sublinhou durante a Desconferência “O Fim da Crise”, recentemente realizada no Teatro São Luiz. Isto, para além de pedir ao governo que alargue o leque de motivos legais de despedimento. É mais um (neste caso, um devoto cristão) a aproveitar a maré de ataque aos direitos dos trabalhadores levada a cabo pela troika e pelos seus amigos do PSD/CDS.


Notas para uma crítica do sindicalismo

António Poeiras — 16 Dezembro 2011

trabalhadoresunidos.jpg1. A globalização, de velas enfunadas pelos ventos de Chicago e a ajuda à navegação da esquerda, sobretudo da esquerda social-democrata, completamente rendida aos cantos de sereia do capitalismo liberal, esvaziou a capacidade de acção dos sindicatos, os quais, por via do trabalho precário (recibos verdes, contratos a um mês…) têm cada dia menos membros e, por conseguinte, menos influência na definição das políticas sociais.

2. Outra contribuição importante para a inoperacionalidade dos sindicatos é o facto de permanecerem prisioneiros de direcções partidárias incapazes de acertarem o passo com as exigências da actualidade e cuja estratégia se reduz à colecção de umas migalhas de poder.


Braga: manifestação contra o desemprego

15 Dezembro 2011

O Movimento dos Trabalhadores Desempregados prepara uma manifestação contra o desemprego, a realizar na próxima sexta-feira, dia 16, na Av. Central de Braga. Num distrito que conta com mais de 54 mil trabalhadores à procura de emprego, a luta contra o trabalho precário, o desemprego e a meia hora de trabalho gratuito que o governo quer impor a quem trabalha (infringindo a legislação laboral e os direitos conquistados), são motivos mais que suficientes para trazer às ruas de Braga milhares de trabalhadores, que vêem agravar-se diariamente as suas já duríssimas condições de vida.


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