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Tópico: Sociedade
França
Altos e baixos voos da família Dassault
Manuel Vaz — 13 Novembro 2009
Para ganhar o apoio da populaça, Nero organizava festas e oferecia presentes ao seu redor. Suetónio (69-141 D.C.) na sua obra As vidas dos doze Césares, descreveu uma dessas festas oferecidas pelo imperador romano, nestes termos: “dia-a-dia chovia sobre a multidão uma braçada de presentes dos mais variados: diariamente um milhar de pássaros de todas as espécies, víveres diversos, cupões dando direito a sacos de farinha de trigo, muita roupa, oiro, prata, pedras preciosas, pérolas, quadros de pintura, outros cupões dando direito à aquisição de escravos, bestas de carga, e mesmo animais selvagens domesticados e, por último, navios, casas e propriedades agrícolas”.
O pai Dassault, Marcel (1892-1986), fabricante de aviões de guerra, também comprava a populaça como o fazia Nero; não dava tanto nem tão variado, mas o objectivo era o mesmo.
Corrupção e capitalismo
Pedro Goulart — 12 Novembro 2009
Os mais recentes acontecimentos públicos no domínio da corrupção envolvem António Godinho, um “dinâmico” empreendedor de sucatas, de Aveiro, cujos lucros se têm multiplicado nos últimos anos, Armando Vara, vice-presidente do BCP, já useiro e vezeiro nestas andanças, José Penedos, presidente da REN (o tal que dizia abrir champanhe sempre que privatizava uma empresa), Paulo Penedos, Lopes Barreira e mais de uma dezena de outros cidadãos, atingindo sobretudo gente da área do PS. Os dados apontam também para várias outras empresas (Carris, CTT, EDP, Empordef e Estradas de Portugal), assim como para diversas autarquias envolvidas no “negócio”.
A Igreja e a Escola
9 Novembro 2009
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou, em sentença, a exibição do símbolo de uma determinada confissão religiosa (no caso, o crucifixo cristão) em instalações públicas e “especialmente em aulas”. O Vaticano e a Igreja Católica portuguesa já reagiram, mal, a esta decisão. No que respeita à Igreja Católica portuguesa, que durante a ditadura fascista conviveu bem com a presença obrigatória da fotografia de Salazar ao lado do crucifixo, nas salas de aula, compreende-se que tal decisão não agrade. Pelos vistos, acha bem que se continue a impor a não crentes e a crentes de outras religiões a presença do crucifixo na escola pública. E o que faz o Estado português, dito laico?
Morte não é anomalia, anomalia é não pagar a renda de casa
Manuel Vaz — 6 Novembro 2009
Aconteceu em Poissy. José Gomes Macedo, 62 anos, português imigrado em França, operário da construção civil, apareceu morto em casa. Apenas deram por ele dois anos depois de ter morrido.
Poissy lembra imediatamente Peugeot, o grupo PSA Peugeot Citroën. Uma cidade na cidade: 180 hectares onde se fabricam 1500 automóveis por dia, onde trabalham 12 mil assalariados. Ao redor, as torres e as bandas de alojamentos sociais HLM para os operários da fábrica, desterrados dos quatro cantos do mundo. De permeio muitos imigrantes portugueses.
“Piratas” da Somália
Anónimo internet / MV — 5 Novembro 2009
Os “piratas” da Somália, nas suas embarcações precárias, são perseguidos por navios de mais de 12 nações, dos EUA à China. Aqueles que os governos “ocidentais” rotulam como “uma das maiores ameaças do nosso tempo” são oriundos de um dos países mais miseráveis do planeta.
O mundo ocidental encontrou nos mares da Somália o local ideal onde descarregar lixo nuclear. Além disso, a Europa, que esgotou os recursos naturais das suas águas, rouba anualmente milhões de euros de atum, camarão e lagosta, nas costas da Somália, enquanto os pescadores locais passam fome. Quando os “piratas” se intrometeram no caminho pelo qual passa 20% do petróleo do mundo… imediatamente a Europa despachou para lá os seus navios de guerra.
Alegre e a “Face oculta”
António Louçã — 3 Novembro 2009
O futuro dirá se o processo “Face oculta” seguirá a lei inexorável que parece determinar o curso de vários outros: a montanha a parir um rato. Assim tem sido no caso Casa Pia, no “Apito dourado”, no Freeport.
Para já, as acusações que pesam directamente sobre o ex-dirigente do PS e ex-ministro Armando Vara são graves: a troco de 10 mil euros, exigidos por ele próprio e pagos pelo “rei da sucata”, Manuel Godinho, Vara terá intercedido junto da administração da EDP para que o empresário aí obtivesse adjudicações importantes. Num outro caso, desmentido pelo ministro Mário Lino, Vara teria intercedido junto deste para fazer substituir a administração da Refer, mais uma vez no interesse de Godinho.
Acusação no caso “Verde Eufémia”
2 Novembro 2009
Em 2007, dezenas de activistas ambientais invadiram um campo, no Algarve, protestando e destruindo uma plantação de milho transgénico. O Ministério Público escolheu três deles e acusa-os agora de”promotores da acção e da prática de crimes de dano com violência”, com pena de um a oito anos de prisão, e de “desobediência qualificada”, com pena até dois anos. Mas o proprietário do campo quer ir mais longe, acusando mais activistas e atribuindo-lhes mais “crimes”: o de invasão de propriedade privada e de apologia e incitamento a crime com recurso a violência. Isto, na linha da histeria que, na altura, se apossou dos políticos do sistema e dos média ao seu serviço.
Praxe criminosa em Famalicão
MATA / MV —
Universidades públicas e empresas
27 Outubro 2009
A socióloga Gaye Tuchman, baseando-se no que conhece nos EUA, critica a crescente aliança entre as universidades públicas e as grandes empresas, pois afirma ser prejudicial à qualidade do ensino e da investigação desenvolvida, dada a influência dos administradores das empresas na elaboração dos currículos. Acrescenta a conhecida especialista norte-americana que a investigação “passou a ser mais orientada para uma investigação paga” e que esta aliança também “faz aumentar as propinas, levando a que muitos alunos de poucos recursos já não consigam frequentar o ensino público e, dessa maneira, se desperdice talento”.
Os “imprescindíveis”
14 Outubro 2009
Muito candidamente, o director-geral da Saúde disse à imprensa que, desde há meses, as empresas enviam à Direcção-Geral da Saúde listas de “funcionários imprescindíveis”, propondo-os como primeira prioridade na vacinação contra a gripe A. Não se trata de pessoas que, por motivos profissionais, estejam em contacto com gente contaminada (como sucede com médicos, enfermeiros ou bombeiros), mas sim de normais funcionários de qualquer tipo de empresa, a que os patrões atribuem um papel decisivo no funcionamento do respectivo negócio. Na emergência, é tão só a saúde empresarial que está em causa.
