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Tópico: Breves
Presa por interpelar o general
24 Maio 2008
A activista estadunidense Toby Blome, do movimento Code Pink, foi presa por ter interpelado o general Petraeus durante uma audiência no Senado para o nomear como chefe do Comando Central. Toby, na assistência, desafiou o general a pôr termo imediato à guerra e à ocupação do Iraque. Por esta atitude, é julgada dia 23 no Tribunal Superior de Washington. Toby Blome já fora a julgamento, em finais de 2006, devido a um protesto em frente à residência do ex-secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, mas perante uma não-decisão do júri o governo não prosseguiu com a acusação. Os activistas antiguerra na capital dos EUA mobilizam-se para apoiarem Toby no seu novo julgamento. (Indymedia)
Mais um docente iraquiano assassinado
Segundo informação dada à CEOSI (Espanha) por fontes universitárias iraquianas, o cadáver de Taha Abdul Razak, professor de Estudos Islâmicos da Universidade de Tikrit, foi encontrado em 15 de Maio num veículo abandonado num subúrbio de Bagdade, juntamente com o do sheik Mahmud Talb Latif Al-Jumaily, membro da Comissão de Cientistas Muçulmanos. Com este novo caso, o número de professores universitários iraquianos assassinados desde o início da ocupação do Iraque eleva-se a 284. A lista completa dos docentes assassinados desde 2003, por comandos treinados e organizados pelos EUA, pode ser consultada em www.nodo50.org/iraq
(Iraq Solidaridad)
“Populismo” é que não
21 Maio 2008
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse que não cederia a “medidas populistas” e por isso não baixaria os preços dos combustíveis. Quis ele dizer, atendendo à alta contínua dos preços que se tem verificado (já por 18 vezes desde início do ano), que nada fará para controlar o custo dos transportes, do gás, da electricidade, do pão, do leite, da carne e de tudo o que directa ou indirectamente depende dos preços do petróleo. Portanto, baixar ou sequer controlar os preços de bens essenciais para aliviar um pouco os mais pobres – isso é “populismo”. Estamos entendidos. Os 25% de crianças portuguesas que vivem na pobreza percebem perfeitamente.
Falta de margem
Na mesma altura em que o ministro das Finanças se negava a travar a alta dos preços dos combustíveis, o presidente da Galp anunciava 175 milhões de euros de lucro no primeiro trimestre do ano, mais 23% do que no mesmo período do ano anterior, e declarava não haver margem para baixar os preços.
O país está no bom caminho
Esta a ideia expressa por um Sócrates cheio de bazófia, depois de saber que o desemprego descera umas décimas no primeiro trimestre de 2008, em relação ao ano anterior. Talvez tentando disfarçar a diminuição (de 2,2 para 1,5%) do crescimento económico, que o seu governo acabara de reconhecer. O que Sócrates não disse foi que grande parte dessa descida de desemprego se deveu ao aumento do trabalho precário, o que prenuncia mais desemprego. Também não disse que, entre 2005 e 2007, o número de desempregados a receber subsídios de desemprego, segundo o INE, passou de 72 para 56% do total dos desempregados. Particularmente afectados pela falta dos subsídios estão as pessoas com menos de 30 anos e os desempregados com mais de 45 anos.
Precários Inflexíveis
20 Maio 2008
O grupo Precários Inflexíveis, plataforma de luta contra o trabalho precário, vai juntar-se no café do Cinema São Jorge, em Lisboa, às 21h30 de 4a feira, dia 21 de Maio, para pensar e planear as próximas acções de intervenção. Em convocatória pela Internet faz um convite à participação dos interessados, anunciando “rebeldia e luta contra a precariedade”. O grupo prepara novas acções e denuncia o facto de a Concertação Social ser só para alguns. Com efeito, chama a atenção para o milhão de trabalhadores precários existentes no país e para os outros à beira de o ser e que não estão verdadeiramente representados nesses fóruns. O precariado já não é o que era…
Os números falam
O Diário de Notícias de hoje, 20 de Maio, dá conta de que 25 novos hospitais privados vão abrir no país até 2009. Na forja está ainda a regulamentação das Casas da Saúde que englobam a prestação de cuidados continuados e que se prevê venham a instalar-se nas capitais de distrito (22 no total). Nesta corrida às privadas muitos médicos abandonarão os hospitais do Estado, calculando-se que dentro de 3-4 anos faltem médicos nos serviços públicos de saúde. Se dúvidas houvesse sobre o propósito do governo, na linha dos anteriores, de entregar o negócio da doença nas mãos de capitais privados, os números aí estão para as desfazer.
Família Bush envolvida com o nazismo
19 Maio 2008
Há décadas que circulam rumores acerca de laços entre a família presidencial dos EUA e a máquina de guerra nazi. Agora o jornal britânico The Guardian revela como os processos baseados na Lei (estadunidense) dos Negócios com o Inimigo ainda se fazem sentir no presidente actual. O avô de George W. Bush, o antigo senador Prescott Bush, foi presidente e accionista de empresas que fizeram lucros com os apoiantes financeiros da Alemanha nazi. O Guardian obteve, por meio de dossiês recentemente revelados nos Arquivos Nacionais dos EUA, a confirmação de que uma empresa dirigida por Prescott Bush esteve relacionada com os arquitectos financeiros do nazismo.
Computador de esquerda, computador de direita
18 Maio 2008
Agências noticiosas dos EUA e britânicas deram grande destaque às declarações do director-geral da Interpol, que teria confirmado a existência de laços secretos entre o presidente venezuelano Hugo Chávez e a guerrilha colombiana (FARC). Mas a Interpol diz exactamente o contrário: o computador com as supostas “provas”, apreendido a um dirigente das FARC, foi manipulado pelo exército colombiano, sendo impossível autenticar os documentos lá encontrados. Em contrapartida, um paramilitar colombiano foi extraditado da Colômbia para os EUA, e o seu testemunho silenciado. O seu computador tinha provas, essas sim autenticadas, de assassinatos, fraudes eleitorais, compra de deputados e governadores; e da implicação do presidente colombiano Álvaro Uribe, aliado dos EUA, nas acções dos paramilitares. (MV/VoltaireNet)
Não se pode exterminá-los?
13 Maio 2008
A EDP, uma empresa de serviço público, cumpre à risca as regras do capitalismo mais coerente. Aumento para os trabalhadores: 1,8%. Aumento para os administradores: 118%. Não, não é engano: cento e dezoito por cento! Com ar de gozo – um gozo criminoso, tendo em conta os aumentos miseráveis dos trabalhadores e as dificuldades de sobrevivência da grande maioria da população – o presidente da administração, António Mexia, declarou, quando interpelado pelos jornalistas: “Sobre o aumento de 118%? Não me queixo…”.