Tópico: Breves

E a seguir? Os talheres e os óculos escuros?

18 Agosto 2008

Ao reprimir um grupo de activistas climáticos que se manifestavam junto de uma central eléctrica em Kingsnorth, a polícia inglesa apreendeu, além de alguns objectos cortantes, um jogo de mesa humorístico chamado War On Terror [Guerra contra o Terrorismo], alegando que o jogo inclui capuzes de malha que podem ser usados para cometer crimes. O jogo apreendido, em que os participantes criam impérios rivais e fazem guerras entre si, é semelhante a outros jogos conhecidos, como o Risco, à venda em qualquer loja de brinquedos. A diferença principal é que, neste, os jogadores podem divertir-se ridicularizando a retórica de líderes mundiais, como Bush ou Blair.


Sete guerras em 21 anos

15 Agosto 2008

Segundo o jornal on-line russo Lenta.Ru, Sergey Shamba, ministro dos Negócios Estrangeiros da República Autónoma da Abekázia (que, como a Ossétia do Sul, faz parte da Geórgia mas é independente de facto) apelou à comunidade internacional para que proíba a Geórgia de ter forças armadas. “Nos últimos 100 anos, a Geórgia foi um Estado independente durante 21 anos: de 1918 a 1921, e de 1990 até agora. Nesses 21 anos, desencadeou 7 guerras”, disse.


Duplo emprego e duplo emprego

Segundo dados agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de trabalhadores que em Portugal desempenham uma segunda actividade atingiu 342 mil no segundo trimestre de 2008, o valor mais alto dos últimos 10 anos. Estas centenas de milhares de trabalhadores vêem-se obrigados a ter uma segunda actividade para poderem sobreviver, atendendo aos miseráveis salários que recebem. Será que este número do INE também inclui as poucas centenas de administradores de empresas públicas e privadas, que, do lado oposto da escala social, ocupam múltiplos cargos com enormes ordenados e, ao fim de alguns anos, se retiram com reformas milionárias?


Há um mês em greve da fome

O Ministério da Educação argelino abriu concurso para 27 mil colocações mas excluiu desse concurso os professores eventuais actualmente sem trabalho. Meia centena destes decidiram entrar em greve da fome em meados de Julho, reivndicando a integração no quadro de professores. No dia 4 de Agosto, após 21 dias de greve, 28 deles foram hospitalizados de urgência em estado comatoso. No dia 11, a polícia de Argel dispersou pela força uma concentração de apoiantes junto à Presidência da República. Os grevistas da fome declararam-se decididos a “ir até ao fim”. Sindicatos franceses e espanhóis estão solidários. O silêncio do governo argelino é total. O dos sindicatos portugueses também.


Isto não é sociedade que se apresente (VI)

8 Agosto 2008

Uma barcaça (que para a TSF é uma “lancha”) com 120 imigrantes clandestinos, entre os quais 25 mulheres e 6 crianças, anda há três dias à deriva no Mediterrâneo, a 60 milhas da costa da Líbia, sem água nem gasolina. Vários apelos por telemóvel de um dos náufragos foram captados na ilha de Lampedusa onde se encontra um dos maiores campos de concentração para imigrantes, dos muitos existentes na Europa. Aos sobreviventes será aplicado o retorno forçado, a “directiva da vergonha” recentemente aprovada na UE. Entretanto a SIC mostrava “pacotes de férias” em Vilamoura, a 12.400 euros por pessoa/semana, com direito, entre outras coisas, a passeios em carros topo-de-gama e iates de luxo.


Então e as regras do mercado?

7 Agosto 2008

“Haverá bancos que, no limite do crédito malparado, vão acabar a ser salvos pelos governos”, afirmou Alan Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos. Então o famoso mercado que tudo regulava, já não se aplica aos banqueiros? Regras do mercado só para despedir livremente trabalhadores, para encerrar empresas e para subir os preços dos bens de consumo. É claro que quando os governos intervêm para salvar os bancos privados o fazem com o dinheiro dos impostos pagos pelos trabalhadores. Maravilhoso mundo capitalista!


Multivending: trabalhadores resistem

O patrão da Multivending (ver notícia ao lado) entrou ontem nas instalações da firma e tentou sair, protegido pela polícia, com dinheiro que estava no cofre da empresa, cerca de 20 mil euros, ao que se julga. Mas os trabalhadores que faziam piquete formaram cordão e disseram que ele podia sair mas o dinheiro ficava. Perante a determinação mostrada, o patrão teve que deixar o dinheiro no cofre, o que para já representa uma pequena vitória. Entretanto, a SIC Notícias passou imagens no noticiário das 20 horas, facto que animou os trabalhadores por verem que a luta está a ser conhecida.


Poupar nos subsídios de desemprego

O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) costuma usar várias artimanhas para atenuar os números oficiais do desemprego e reduzir o montante dos subsídios que paga aos desempregados. Em auditoria da Provedoria de Justiça (que a CGTP agora divulgou) denuncia-se a situação de vários desempregados que perderam os respectivos subsídios, por, tendo sido convocados por carta, não comparecerem nos centros de emprego, devido a não terem recebido as notificações. E como nem sempre é fácil provar que não se recebeu…Fosse por falha dos correios ou por outra qualquer, o certo é que o MTSS fica a poupar nos subsídios.


A juíza racista

A juíza Ana Gabriela Freitas, do Tribunal de Felgueiras, na sentença proferida em 29 de Julho em que condenou cinco ciganos por confrontos com a GNR, acusou por junto os ciganos de serem “marginais” e “traiçoeiros”, de terem “pouca higiene” e de serem “integralmente subsídio-dependentes” do Estado. Estas apreciações provocaram, com razão, um coro de protestos e denúncias. Na Itália, esta juíza já estaria, por certo, a pôr em prática a base de dados racista anticigana do governo Berlusconi. Sendo os Tribunais um dos três poderes do Estado burguês, é um simples caso de “fugiu-lhes a boca para o que pensam”.


Para os israelitas vale tudo

6 Agosto 2008

Os habitantes de Gaza vivem em condições inimagináveis de cerco militar, de cortes à energia e aos produtos essenciais, de desemprego e carências de toda a espécie. Os doentes graves que precisam de cuidados de saúde especializados e urgentes têm de ter autorização de Israel para se irem tratar fora. Mas o Shin Bet, serviço secreto militar israelita, encontrou o método para lidar com esta situação: “Ou te ligas a nós, como informador regular do que se passa em Gaza, ou não te deixamos passar para o hospital”. A secção israelita dos Médicos Pelos Direitos Humanos fez a denúncia em recente relatório com base em entrevistas a 32 palestinianos vítimas da chantagem. (Ha’aretz / AP)


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