Tópico: Breves

Desemprego e altos salários

4 Junho 2012

Segundo afirmação da troika que veio inspeccionar Portugal, assim como de alguns membros das classes dominantes, a elevada taxa de desemprego verificada entre nós dever-se-ia a uma falta de flexibilidade na formação de salários e no mercado de trabalho, a que corresponderiam salários elevados. A realidade é que estamos num país de baixos salários médios – entre 700 e 800 euros mensais – com mais de 35% dos trabalhadores a receberem salários líquidos inferiores a 600 euros, e onde a percentagem dos que auferem o salário mínimo (485 euros) tem vindo a aumentar. Afirmar que o elevado desemprego em Portugal se deve a altos salários merece resposta contundente.


Milhões de oportunidades

27 Maio 2012

Nas teorias de Passos Coelho e da sua gente há milhões de oportunidades à espera dos portugueses: as dos mais de um milhão de desempregados, bem como de alguns milhões de pobres. Assim queiram eles aproveitar essas oportunidades, mudando de trajectória, alterando o rumo das suas vidas. De facto, nalguma coisa Passos Coelho tem razão: os portugueses podem mudar seriamente as suas vidas, mas a primeira coisa que têm a fazer é correr com a corja que nas últimas décadas tem governado o País. Dando-lhe, assim, a oportunidade de emigrar, de vigiar fogos e fazer a limpeza das florestas, de viver com o salário ou a pensão mínima ou, até, com o rendimento social de inserção.


Juízes europeus querem indulto para Garzón

26 Maio 2012

António Cluny, presidente da Associação de Magistrados Europeus para a Democracia e as Liberdades (MEDEL), afirmou que esta organização, que conta com 15000 membros, pede indulto para o ex-juíz Baltasar Garzón, condenado a 11 anos de inabilitação profissional, por ter ordenado escutas ilegais no caso Gurkel (escândalo de corrupção política ligado ao Partido Popular). Só se lamenta-se que o Supremo Tribunal espanhol e estes senhores magistrados tenham tido diferente atitude (calando-se) aquando dos atropelos aos direitos do povo basco e às autênticas torturas infligidas aos seus presos políticos, ordenadas ou validadas pelo então juiz Baltasar Garzón.


Especialistas/assessores com 25 anos

22 Maio 2012

O governo de Passos Coelho, dito tão amigo da austeridade e da transparência, tem vindo a nomear numerosos familiares, filhos de amigos e afilhados para cargos de especialistas/assessores nos seus vários ministérios. Estes “especialistas” (há listas
onde se podem ver os nomes dos contemplados) têm menos de 30 anos e em vários casos apenas 24/25 anos! E recebem, em geral, cerca de 3000 euros mensais, incluindo os subsídios de Férias e Natal, que tomam, por vezes, o nome de abonos suplementares.


Derrota dos EUA e da NATO

10 Maio 2012

A situação no Afeganistão complica-se para os EUA. Depois de um ataque dos talibã à capital Cabul, em Abril, ter tomado conta, durante horas, das zonas onde se situam as embaixadas, o parlamento e o quartel-general da NATO, o presidente Karzai acusou os serviços de informação da NATO de fracasso. Em 1 de Maio, poucas horas depois de uma visita relâmpago de Barack Obama a Cabul, para assinar um acordo de “cooperação” com… o regime imposto pelos EUA, explodiu um carro bomba perto de uma base da NATO. Somado a isto, o presidente francês eleito, François Hollande, declarou que as tropas francesas (3300 homens) sairão do Afeganistão até final de 2012. Cheira a derrota ao estilo do Vietname.


Católicos em queda

9 Maio 2012

Um estudo da Universidade Católica diz que menos de 80% de portugueses se declaram católicos, abaixo dos 86% de há 12 anos atrás. Cresceram os adeptos de outras crenças e cresceram também os crentes sem religião e os não crentes (14,2%), com destaque para os ateus. É sempre de saudar o advento da Razão, mas torna-se óbvio que o estudo não é inocente. A igreja católica tem todo o interesse em mostrar a sua hegemonia no ramo como argumento para justificar os privilégios de que goza junto do poder político. Sinal disso é o facto de o estudo insistir em que quase 50% dos portugueses (5 milhões!) vão à missa com regularidade, número que contraria todos os dados empíricos.


Economia dos EUA estagnada

8 Maio 2012

A anunciada retoma da economia dos EUA dá sinais de fraquezas. Os 3% de crescimento do último trimestre de 2011 desceram para 2%, no primeiro trimestre deste ano. Além disso, estão a ser criados menos empregos dos que os esperados pelos gurus da recuperação e a baixa da taxa de desemprego deve-se ao número crescente de pessoas que desistem de procurar trabalho, por ser inútil. O presidente do Banco Central norte-americano, que tinha lançado foguetes nos dois primeiros meses do ano, teve agora, diante dos dados de Março, de reconhecer que as coisas “permanecem longe do normal”. A estagnação prossegue, afinal; e o crescimento, quando há, é à custa do emprego.


Proença ameaça

23 Abril 2012

João Proença descobriu agora que o governo faz gato-sapato do acordo assinado com a UGT na chamada Concertação Social e ameaça rasgar o papel. Claro que não o vai fazer. O governo vai dar-lhe mais umas palmadinhas nas costas e Proença voltará a dizer que obrigou o governo a recuar. Até à próxima.


O teu nome é caridade

18 Abril 2012

A letra e o sentido do hino do Movimento Zero Desperdício, lançado “com o alto
patrocínio da Presidência da República” e que pretende “aproveitar os incontáveis
desperdícios de bens, produtos e recursos existentes, um pouco por todo o País”, são
deploráveis. Respeitando os sentimentos de quem sinceramente se empenha na luta
contra a fome, consideramos hipócrita o patrocínio de Cavaco Silva, alguém altamente responsável pela miséria do País. Alguns músicos alinham ingenuamente, outros praticam a caridadezinha. Contudo, em relação a vários, lamentamos que tenham dado cobertura a uma operação que escamoteia a verdadeira razão da pobreza e da fome – o capitalismo.


Ao serviço dos “mercados”

11 Abril 2012

Numa entrevista à RTP, em Maputo, Passos Coelho disse que a decisão de só repor parte dos subsídios de férias e Natal em 2015, se destina a dar boa imagem do país junto dos credores internacionais. Em 2013, sublinhou, “precisamos de uma preparação bem sucedida para regressar aos mercados”, pelo que repor os subsídios antes daquela data “poderia ser uma imagem precipitada que Portugal correria o risco de oferecer aos seus parceiros europeus e ao FMI”. Confirmou assim que o “regresso aos mercados” é sinónimo de arrasar os salários. As vigarices de Passos Coelho desmontam a sua fachada de “governante responsável” e revelam-no como mais um simples servidor do capital português e do imperialismo.


< Mais recentes Página 24 de 97 Mais antigos >