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Heitor da Silva, militante anticapitalista
4 Março 2018
Faleceu aos 79 anos, em 21 de Agosto de 2017, no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, vítima de cancro, o companheiro Carlos Alberto Heitor da Silva.
No 25 de Abril de 1974, então empregado do Hotel Ritz, em Lisboa, participou empenhadamente na fundação da Comissão de Trabalhadores e nas reivindicações dos empregados da indústria hoteleira. Como já havia sido, em Santo António dos Cavaleiros, um dos grandes dinamizadores da Associação de Moradores local.
Posteriormente, aderiu ao Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), estando envolvido nas diversas lutas então acompanhadas e desenvolvidas por este partido. Foi, e manteve-se sempre ao longo dos anos, um grande defensor do Poder Popular. Mais tarde, havia de participar nos Grupos Dinamizadores de Unidade Popular(GDUP´S). Mostrou sempre ser um militante empenhado, generoso e solidário.
A chave do “crescimento”
Manuel Raposo — 3 Março 2018
Os aleluias que o PS e apoiantes cantam ao crescimento da economia (2,7% em 2017 e 2,2% previstos para este ano) e à “convergência com a Europa” que esses números parecem apontar não conseguem esconder as enormes fraquezas, de condições de vida e de trabalho, em que permanece a população assalariada. Na verdade, o “êxito” assenta sobretudo no tremendo rebaixamento social que as classes trabalhadoras sofreram, não apenas nos anos da troika-PSD-CDS, mas nas últimas décadas — rebaixamento que persiste no essencial.
Um combatente que parte
Faleceu, com 93 anos, o coronel Varela Gomes
28 Fevereiro 2018
João Varela Gomes começou por se destacar no combate à ditadura ainda no tempo de Salazar. Nos anos de chumbo em que se inicia a guerra colonial, participa na revolta de Beja, na madrugada de 1 de Janeiro de 1962. O assalto ao Regimento de Infantaria 3 pretendia ser rastilho para que mais unidades militares se rebelassem; e, nesse aspecto, segue a linha de outras tentativas de subversão do regime que fazem do “acto exemplar” e do golpe militar a via para o derrube do fascismo. Isolada, a revolta fracassa, mas deixa o sinal de que a ditadura podia e devia ser enfrentada também à mão armada.
Espanha: repressão e censura
Pedro Goulart — 25 Fevereiro 2018
Em 22 de Fevereiro, em Madrid, os reis de Espanha inauguraram a conhecida feira de arte ARCO, envolvida este ano em grande polémica. A exposição de fotografias “Presos Políticos na Espanha Contemporânea” foi retirada por exigência dos responsáveis pela organização da feira, sob o pífio pretexto de que a peça iria prejudicar a visibilidade do conjunto dos conteúdos que reúne a Arco Madrid 2018.
Trabalhadores em luta
Liquidação e despedimentos no Grupo Ricon
Pedro Goulart — 19 Fevereiro 2018
A Ricon, um dos maiores grupos têxteis do País, também vai para liquidação. Mais uma empresa insolvente. Mais uma empresa em que as trabalhadoras fizeram vigilância contra a saída de valores da empresa. São cerca de 600 pessoas mandadas para o desemprego. Em 31 de Janeiro, o Tribunal de Comércio de Vila Nova de Famalicão decretou o encerramento e liquidação da Rincon Industrial SA.
AutoEuropa
Saúda-se o regresso da luta de classes
Manuel Raposo — 13 Fevereiro 2018
Paz social, pôr água na fervura, não ampliar o conflito — todos estes apelos têm servido para tentar acabar com a resistência dos trabalhadores da AutoEuropa à prepotência da administração da empresa. Somaram-se os agoiros de que a Volkswagen se iria embora e deixaria toda a gente no desemprego. Lançou-se o alarme de que o PIB do país viria por aí abaixo. Lamentou-se a falta de um dirigente “com carisma” como António Chora, que conseguiu a proeza de manter sossegados, durante 20 anos, milhares de trabalhadores, à custa de acordos com os patrões da VW sempre acertados à mesa.
Trabalhadores em luta
Autoeuropa: resistir ao aumento da exploração
Pedro Goulart — 10 Fevereiro 2018
Os trabalhadores da Autoeuropa iniciaram em 29 de Janeiro um novo horário imposto administrativamente pela empresa e que obriga a trabalhar aos sábados. Em Dezembro, após a rejeição de dois pré-acordos negociados com a Comissão de Trabalhadores, mas que foram rejeitados em votação pela esmagadora maioria dos trabalhadores, a Autoeuropa anunciou um novo modelo de trabalho de 17 turnos semanais.
Morreu Francisco Ribeiro, lutador antifascista
10 Fevereiro 2018

Com 101 anos de idade, morreu Francisco José Rebelo Ribeiro. Foi um lutador antifascista, residente durante muitos anos e até ao final na cidade de Aveiro, várias vezes detido e torturado pela PIDE. Depois do 25 de Abril, empenhou-se no apoio às candidaturas presidenciais de Otelo (1976 e 1980) e foi um activo organizador local da revista “Versus” (1983-1988).
Um dos filhos de Francisco Ribeiro, o capitão da Força Aérea Júlio Ribeiro, fora dos poucos que não abandonaram os paraquedistas da Base de Tancos aquando da deserção de 123 oficiais em vésperas do 25 de Novembro de 1975. Apareceu depois morto, em circunstâncias mal esclarecidas, que o pai sempre tentou investigar.
Trabalhadores das IPSS reclamam mais direitos
8 Fevereiro 2018
Os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) reúnem-se dia 26 de Fevereiro, em Lisboa, num encontro nacional para debater o papel destas instituições, desfilando depois até ao Ministério do Trabalho para entregar uma resolução com várias reivindicações.
No encontro, os trabalhadores vão defender que os protocolos de cooperação que o Governo faz com a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) passem a ter uma rubrica específica para os trabalhadores da IPSS. A grande maioria destes trabalhadores ganha o salário mínimo nacional e quer melhorar o contrato colectivo de trabalho no sentido de obter mais direitos, nomeadamente as 35 horas semanais.
Justiça de classe e justiça de clã
Carlos Completo — 6 Fevereiro 2018
Como já temos afirmado (nunca é demais repeti-lo), a justiça que se pratica num estado capitalista, como Portugal, é uma justiça de classe. Nela, os trabalhadores e os pobres não podem confiar. Segundo as leis das classes dominantes, os patrões podem continuar “legalmente” a explorar os trabalhadores e os explorados acabam geralmente a perder nos pleitos judiciais com o patronato.
Mas também há a justiça de uma ou mais fracções das classes dominantes contra outras, como actualmente acontece no Brasil. Ali, as classes trabalhadoras e os mais pobres ficam nitidamente a perder, além de, se confiarem nessa justiça, estarem, também, a alimentar o movimento fascizante a ela acoplada.