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Os democratas sensatos perante o fascismo
Manuel Raposo — 23 Outubro 2018
Quando começou o processo de destituição de Dilma Russeff da presidência do Brasil, e mesmo quando ele se consumou, a direita portuguesa e os democratas-respeitadores-das-instituições disseram que não se tratava de golpe nenhum, mas apenas do normal funcionamento da ordem democrática. Quando se denunciou a mão invisível dos EUA a querer virar o rumo da América Latina, os mesmos disseram que isso era mais uma miragem da esquerda anti-imperialista.
Um sinal de putrefacção
Ainda o caso Khashoggi
António Louçã — 21 Outubro 2018
O comunicado saudita sobre o destino do jornalista Jamal Khashoggi admite que ele foi morto, porque era algo que toda a gente estava farta de saber. Mas não admite muita coisa que toda a gente já sabe. Com isso, cobre de ridículo os seus signatários sauditas e os seus co-autores ianques. Que outros políticos ocidentais irão deixar-se ridicularizar por proclamarem a sua própria credulidade perante este documento, é algo que ainda está para ser visto. E é algo que nos dará uma interessante unidade de medida para avaliar até que ponto apodreceu a democracia imperialista.
Um prémio à resistência
20 Outubro 2018

O 25.º Prémio Bayeux-Calvados dos correspondentes de guerra (em foto) foi atribuído ao fotógrafo palestino Mahmud Hams (AFP). Já premiado em 2007 em Bayeux (prémio de foto e prémio do público), Mahmud Hams, de 38 anos, viu de novo ser-lhe atribuído o prémio para “Confrontos na fronteira de Gaza”, uma foto realizada numa zona “de acesso muito difícil e muito perigosa”, que faz parte desses “lugares a cobrir sem sítio para se proteger”, sublinhou Thomas Coex, chefe da cobertura fotográfica de Israel e dos territórios palestinos da AFP.
Assassínio de Khashoggi: sinal dos tempos
António Louçã — 15 Outubro 2018
Jamal Khashoggi, um jornalista saudita exilado nos EUA, foi no final de Setembro ao Consulado do seu país em Istambul, para requerer uma certidão de divórcio de que necessitava para voltar a casar-se. Disseram-lhe que lá voltasse na terça-feira, 2 de outubro. Voltou e deixou a noiva à porta, com instruções para alertar as autoridades turcas se notasse algo suspeito. Foi filmado a entrar, mas ninguém mais o viu sair.
O produto da colaboração com o capital
Manuel Raposo — 10 Outubro 2018
Fernando Haddad, candidato do PT à presidência do Brasil, afirmou que a burguesia brasileira abandonou a social-democracia e apoia o fascismo. Sem dúvida. Mas interessaria também saber porque é que largas massas da população trabalhadora brasileira viraram costas à política social-democrata levada a cabo pelo PT nos anos em que esteve no poder. O fenómeno, de resto, é praticamente mundial, o que pode permitir tirar do caso brasileiro lições mais gerais.
O nervo da questão
1 Outubro 2018
Em debate com o governo, a 26 de Setembro, o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, defendendo o aumento do salário mínimo, afirmou que “Os baixos salários continuam a ser uma das principais causas de pobreza”. É uma forma nebulosa de pôr a questão. Os baixos salários são apenas o espelho da pobreza; são uma outra forma de dizer que os trabalhadores são pobres. A causa da pobreza é outra: é a exploração do trabalho pelo capital. Esta diferença tem consequências políticas. Se os baixos salários forem tidos como causa da pobreza, então basta lutar (interminavelmente) para que eles subam, basta a acção sindical-reivindicativa — que, na melhor das hipóteses, conseguirá apenas reduzir temporariamente o grau de exploração e atenuar a pobreza. Se, pelo contrário, os baixos salários
Porque são os gestores pagos a peso de ouro
Urbano de Campos — 29 Setembro 2018
O projecto de lei do BE que pretende impor um tecto às remunerações dos gestores de empresas não pode ambicionar senão “moralizar” o rega-bofe que por aí vai. Ou, quando muito, caso fosse levado a sério pelo poder, “acabar com a pouca vergonha”, como alguém, ingenuamente, disse. Mas não mais do que isso. De facto, querer pôr regras nos salários de privilégio — que, no caso das empresas mais importantes, chegam a ser 32 vezes superiores aos salários médios respectivos — pode disfarçar o escândalo, mas deixa intocadas duas coisas básicas: os lucros patronais e o seu reverso, os salários baixos.
Justiça burguesa, justiça de classe
A propósito da recondução ou não de Joana Marques Vidal
Pedro Goulart — 19 Setembro 2018
Nas últimas semanas tem-se intensificado as tomadas de posição — a argumentação e as exigências — de vários analistas e políticos de direita, assim como as insistentes perguntas, pressionantes, dos jornalistas de serviço visando a recondução de Joana Marques Vidal como Procuradora-Geral da República. O jornal online de uma certa direita mais radical, o Observador, faz uma defesa cerrada da sua recondução, destacando-se aí a argumentação de Luis Rosa, José Ribeiro e Castro e Rui Ramos.
Momento clarificador
14 Setembro 2018
Sobre a posição dos EUA acerca dos direitos da Palestina, diz a jornalista Dalia Hatuqa (Foreign Policy, 13 Setembro): “As políticas da administração Trump não representam uma mudança radical. A Casa Branca simplesmente abandonou a fachada de neutralidade e carimbou a agenda do governo israelita. Durante décadas, os dirigentes palestinos empenharam-se num processo de paz viciado, procurando levar a comunidade internacional a aceitar um estado palestino para a população da Cisjordânia e Gaza. Os EUA, por seu lado, foram mantendo a ficção de que eram um árbitro honesto e um mediador neutral.
O verão do nosso descontentamento
António Louçã — 11 Setembro 2018
Um outro Verão, de todos os perigos e de todas as promessas, foi quente e acabou mal. Agora, mesmo com alterações climáticas, todos são igualmente cinzentos e deprimentes e já antes de começarem tem um mau fim anunciado. Este, de 2018, não foi especialmente seco nem quente, mas como podiam faltar-lhe os incêndios? Onde em 2017 ardeu Pedrógão, agora ardeu Monchique. Empresários turísticos logo apareceram de mão estendida, a fixar prazos ao Estado para lhes restabelecer as condições do negócio.