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Depois de ponderarem regresso ao trabalho
255 operários da TOR suspenderam contratos
Celestino Braga — 29 Setembro 2008
Os 255 trabalhadores da empresa têxtil TOR, de Barcelos, analisaram, em plenário, a possibilidade de regresso ao trabalho, fazendo depender a resolução final do pagamento dos salários em atraso. A decisão definitiva foi tomada a 25 deste mês: como não receberam os seus salários, os operários recorreram ao mecanismo da suspensão do contrato de trabalho, para poderem aceder ao subsídio de desemprego.
Independência dos tribunais
29 Setembro 2008
Um tribunal de Catânia (Sicília, Itália) decidiu retirar a uma mãe a guarda do seu filho de 16 anos, e entregá-la ao pai. Motivo: este último encontrou, entre os pertences do rapaz, um cartão de filiado no Partido da Refundação Comunista e uma bandeira com a imagem do Che. O tribunal considerou que o rapaz faz parte de um “grupo extremista” e responsabiliza a mãe por esse e outros desvarios do adolescente: bebidas alcoólicas, drogas, etc. – factos estes desmentidos formalmente na audiência. O secretário-geral do PRC queixou-se ao Presidente da República por esta decisão “inconstitucional”. O juiz extremista de direita, esse, fica à vontade na sua independência de critério. (fonte: Lusa e SOL)
Suíça: Novo caso de espionagem praticado pela Securitas
Isabelle Paccaud (*) — 24 Setembro 2008
A cadeia de televisão suíça TSR revelou em 7 de Setembro um novo caso de espionagem e de infiltração conduzido pelo departamento da empresa Securitas, Investigation Services (IS), dentro de um grupo anti-repressão (GAR) no cantão de Vaud. Um novo caso, que, tal como o do Nestlégate (**), mantém importantes e inquietantes zonas de sombra: é de admitir que a infiltração em grupos de cidadãos, considerados como críticos, é uma prática corrente por parte da maior empresa de segurança da Suíça.
EUA: nacionalização dos prejuízos
24 Setembro 2008
Na continuação das intervenções governamentais em relação à crise que varre os EUA, Bush apresentou um novo plano que visa investir 700 mil milhões de dólares (cerca de 475 mil milhões de euros) em empresas à beira da falência. Trata-se de uma efectiva nacionalização dos prejuízos, à custa dos contribuintes. Se tal plano se concretizar, cada norte-americano (homem, mulher ou criança) terá de contribuir com cerca de 1.500 euros para mais este remendo no sistema económico e social dos EUA. Já não referindo o que habitualmente paga para as guerras em que o seu país se envolve pelo mundo fora.
Paralisação nos STCP
24 Setembro 2008
Os trabalhadores do SNM (Sindicato Nacional dos Motoristas) e do STRUP (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Urbanos de Portugal) decidiram, em plenário no dia 23, paralisar os STCP (Serviços de Transportes Colectivos do Porto) a 10 de Outubro. Fazem-no como protesto contra a discriminação promovida pela empresa contra os trabalhadores do SNM e do STRUP, no acordo recentemente realizado com outros dois sindicatos. São assim os patrões – dividir para reinar. Mas o caminho certo é a luta.
Uma semana "à moda antiga"
Ilegalizações no País Basco
Rui Pereira — 22 Setembro 2008
Sessenta e nove anos depois de ilegalizada por Francisco Franco (juntamente, então, com o Partido Socialista Operário Espanhol – PSOE -, hoje no poder), a Acção Nacionalista Basca (ANV) voltou esta semana a ser proibida e os seus bens patrimoniais e importantes arquivos históricos confiscados pelo Estado espanhol. Nesta mesma semana, os tribunais espanhóis ilegalizaram também uma outra formação política, o Partido Comunista das Terras Bascas, e a organização de apoio aos presos bascos e seus familiares, Gestoras Pró-Amnistia/Askatasuna.
Casas em leilão
22 Setembro 2008
Com as taxas Euribor a atingirem valores altíssimos, é cada vez maior o número de portugueses que se vêem obrigados a devolver as casas aos bancos. Isto tem ficado patente nos mais recentes leilões de casas. Tal não é de admirar, quando, em Portugal, mais de 1 milhão e 800 mil famílias estão endividadas à banca e, em 2008, terão de lhe pagar cerca de 5800 milhões de euros. A crise do capitalismo à escala mundial é um motivo de agravamento das já precárias condições vividas pela generalidade dos portugueses nos domínios do emprego, do consumo e da habitação.
Supremo decide
22 Setembro 2008
A cidadã X, acusada de fogo posto, ficou presa preventivamente durante 14 meses, até ao julgamento. Aí foi absolvida. Entretanto, tendo sido requerida uma indemnização, como forma de a ressarcir pelo tempo passado em prisão preventiva, viu agora essa sua pretensão recusada, por decisão do Supremo Tribunal de Justiça. Assim se protegem os interesses do aparelho de Estado (incluída a corporação de que fazem parte os juízes) e se postergam os direitos dos cidadãos. É esta a justiça que se pratica em Portugal.
Que segurança?
Pedro Goulart — 18 Setembro 2008
Televisões e jornais, polícias e magistrados, políticos do sistema, parasitando o alarme popular resultante de alguns assaltos violentos, têm-se atarefado a exigir uma legislação mais dura e medidas imediatas no sentido de prender e guardar presos milhares de cidadãos. Até algumas pessoas de esquerda alinharam no alarido, evidenciando o seu pendor autoritário. Trata-se, no conjunto, de gente que defende um estado repressivo e que prefere o velho método de prender para investigar. E, sob a capa da necessidade de segurança que eles invocam, está a protecção dos patrimónios e interesses das classes possidentes.
Tor encerrada
17 Setembro 2008
Mais uma empresa que encerra. A Tor, fábrica têxtil de Barcelos, sem qualquer aviso da administração, fechou as portas e deixou 255 trabalhadores no desemprego. Em protesto, os trabalhadores concentraram-se à porta da empresa, cumprindo os horários. E reúnem, para decidir o que agora podem fazer. As condições de trabalho na empresa eram más. Quase todos os trabalhadores auferiam apenas o salário mínimo e a repressão exercia-se de diversos modos: multas para quem não atingisse as metas e, mais recentemente, até o recurso a câmaras de vigilância. São mais 255 trabalhadores que se vão juntar aos cerca de 500 mil desempregados já existentes.