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É o fim da crise, diz Sócrates
Mas há mais de 700 mil desempregados com outra opinião
Manuel Raposo — 8 Setembro 2009
Todos perceberam que o fim da crise alardeado por Sócrates soa a propaganda. Para fazer crer que foram as medidas do governo que salvaram a “economia” e o “país”. E, obviamente, para lhe agradecermos o favor. Mas soam igualmente a falso as vozes da oposição que atacam a euforia do primeiro-ministro apenas para daí tirarem dividendos eleitorais. Como a sua política é de curto alcance, atribuem ao governo mesmo aquilo que ele não domina, como é o caso da crise capitalista, para poderem apresentar-se como mais aptos e mais competentes.
Oliva declarada insolvente
6 Setembro 2009
A metalúrgica Oliva foi agora declarada insolvente, dois meses antes de acabar o lay-off aplicado a 178 dos seus 198 trabalhadores. A administração da empresa, que apresentara um pedido de insolvência, diz com isto pretender viabilizá-la economicamente. Constituída nos anos trinta do século passado, a empresa, de São João da Madeira, já estava com pagamentos em atraso aos trabalhadores, nomeadamente os subsídios de Natal de 2008. Entretanto, os trabalhadores pretendem reunir esta semana com a administração, para avaliar das verdadeiras intenções desta.
Sindicatos dos EUA contra G20
6 Setembro 2009
A cimeira do G20 juntará, nos EUA, os 20 países mais ricos do mundo, em 24 e 25 de Setembro, na cidade de Pittsburgh. A crise mundial do capitalismo vai ser o centro das conversações. Ao mesmo tempo, no dia 20, terá lugar uma Marcha pelo Emprego. Esta mobilização de protesto, organizada por forças anticapitalistas norte-americanas, teve um grande impulso na semana passada com a adesão de dois dos maiores sindicatos dos EUA que têm sede nacional em Pittsburgh: a United Steel Workers Union (metalúrgicos) e a United Electrical Workers (electricidade) – que decidiram apoiar a iniciativa e mobilizar os seus membros para o protesto.
9 a 10% da população activa
Imigrantes rendem milhares de milhões de euros à economia francesa
Três perguntas a Albano Cordeiro
Manuel Vaz — 2 Setembro 2009
Albano Cordeiro é engenheiro reformado do CNRS (Centre Nationale de Recherches Scientifiques), doutor em economia e ex-docente da Universidade Paris VIII, especializado em questões identitárias e migratórias, mormente no seio da comunidade portuguesa em França, tema de pesquisa que sempre captou a sua atenção.
Como autor, os seus trabalhos, tanto pessoais como colectivos, incidiram igualmente sobre as transformações sociais e económicas observadas no seio das jovens gerações oriundas de uma primo-imigração.
Em 1981, o Office Municipal des Migrants de Créteil, publicou-lhe uma obra importante, Pourquoi l’immigration en France? Critique des idées-reçues en matière d’immigration, que, uma vez ampliada e enriquecida, seria reeditada pelas edições La Découverte em 1983, 1984 e 1987.
Sobre a actualidade política da emigração e o seu papel específico no modo de funcionamento da extracção de mais-valia capitalista, pusemos-lhe 3 perguntas.
Colômbia cede bases militares aos EUA
30 Agosto 2009
Obama realizou um acordo com Álvaro Uribe para a criação de 7 bases militares na Colômbia. Isto, a acrescentar às mais de 800 bases militares que os EUA detêm no estrangeiro. Aqui, a pretexto do narcotráfico e do terrorismo, os EUA visam impedir o desenvolvimento do processo bolivariano na Venezuela e em outros países da América central e do sul, de modo a controlarem as riquezas naturais destes países. Se a isto juntarmos a intensificação da guerra no Afeganistão, dispomos de elementos suficientes para concluir que Obama mais não faz que prosseguir, ainda que com métodos diferentes do seu antecessor, a velha e criminosa política imperialista dos EUA.
O fim anunciado do dólar
Urbano de Campos — 30 Agosto 2009
Se fosse algum economista suspeito de ser marxista a falar do fim do dólar como moeda internacional não faltaria quem o apelidasse de lunático. Mas agora é um prémio Nobel da Economia, o norte-americano Joseph Stiglitz, a dizer que “é preciso criar uma nova divisa mundial que substitua o dólar”.
Falando numa conferência na Tailândia, Stiglitz não deixou dúvidas: a moeda norte-americana tem hoje um valor “questionável” e investir em dólares é por isso um “grande risco”. Disse mais: “o actual sistema de reservas está em desgaste” e o dólar já “não é um bom refúgio de valor”.
Boicote a Israel
28 Agosto 2009
A Amnistia Internacional anunciou na semana passada que vai retirar o apoio ao fundo criado pelo cantor Leonard Cohen com receitas do concerto dado em Israel. Esta decisão decorre da pressão de activistas BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções) em todo o mundo, incluindo Portugal, que acusam o fundo de Cohen de se destinar a lavar os crimes do apartheid israelita. Também o banco de investimentos britânico BlackRock anunciou que retirou o financiamento aos projectos de construção em colonatos israelitas. Esta decisão resulta da pressão de três bancos noruegueses que participam nos fundos do BlackRock. O banco era o segundo maior accionista da empresa de construção israelita África-Israel. (Comité Palestina)
O dilema afegão
28 Agosto 2009
Sondagens vindas não se sabe de onde, previam que o presidente afegão Karzai obteria 44% dos votos nas eleições de 20 de Agosto e o seu principal rival, Abdulah Abdulah, 26%. Ora isto obrigaria a uma segunda volta. O dilema discutido nos meios políticos e militares é este: se Karzai vence à primeira volta, dá ar de que o resultado foi fabricado; se há segunda volta, um provável aumento da abstenção (não esqueçamos que o país está em guerra!) evidenciaria a falta de legitimidade das eleições e de quem fosse eleito. Como os resultados definitivos só serão divulgados em meados de Setembro, há tempo para decidir pela melhor das vias.
Não esquecer Gaza
27 Agosto 2009
As Nações Unidas publicaram esta semana um relatório sobre o impacto humanitário do bloqueio israelita a Gaza que em Julho passado entrou no seu terceiro ano. Dados a destacar: desemprego acima dos 40%, mais de 75% das famílias dependentes de assistência alimentar, impossibilidade de reconstrução das mais de 6 mil estruturas destruídas ou danificadas durante a última ofensiva israelita, mais de 20 mil pessoas a viver em habitações precárias, 2-8 horas de cortes de electricidade diários, cerca de 10 mil pessoas sem acesso a água corrente, impossibilidade de tratamento médico fora de Gaza, salas de aulas superlotadas. (Comité Palestina)
Ler, escrever, contar
27 Agosto 2009
O governo veio ufanar-se de ter “reduzido para metade o insucesso e o abandono em todos os níveis de ensino”, procurando atribuir os resultados à bondade da política governamental. Mas é fácil ver que parte significativa deste “êxito” se deve a diminuição do grau de exigência na avaliação dos alunos. Não defendemos como critério o autoritarismo dos professores e a dificuldade das provas, como faz a direita. Dizemos é que aquela simplificação revela que o nível de formação dos alunos se vem degradando, por razões pedagógicas, materiais, organizativas. Pioradas estas, disfarça-se o mal afrouxando a avaliação. O regime precisa de pouca gente instruída e de muita gente instruída pelo mínimo.