Fraude maciça nas eleições no Afeganistão

Manuel Raposo — 16 Setembro 2009

afeganistaocartune_72.jpgO artigo que agora divulgamos (escrito em final de Agosto e publicado na última edição em papel do MV) está neste momento desactualizado. Apenas por uma razão: os factos que entretanto vieram a lume, dando conta da fraude que foram as eleições no Afeganistão, ultrapassaram em muito as suspeitas que há poucas semanas era possível fundamentar. Pode hoje dizer-se, sejam quais forem as fontes, que se confirma por completo a viciação dos resultados da votação. Mas, acima de tudo, o descalabro que ficou à vista resultou numa inequívoca vitória política da resistência afegã e, consequentemente, em mais um problema sem saída para as forças ocidentais que levaram a guerra ao Afeganistão. Como tirar os pés do lamaçal é, agora, a única questão que as potências ocupantes têm a resolver.


Portugal fora da Nato!

15 Setembro 2009

As autoridades portuguesas, correspondendo à pressão dos EUA, preparam o envio de mais tropas para o Afeganistão. Como no Iraque ou no Kosovo, os teatros de guerra abertos pelos norte-americanos vão sendo suportados por homens e meios de países que são comprometidos na agressão por governos subordinados aos EUA.

A campanha para convencer a população portuguesa da “obrigatoriedade” de enviar mais tropas está em marcha. Os ministros Luís Amado (Negócios Estrangeiros) e Severiano Teixeira (Defesa) são os ponta-de-lança da operação. Na frente jornalística, de novo em prontidão, o Público advogava, em editorial de 20 de Agosto, ser “importante que se tenha em Portugal consciência de que os nossos soldados vão correr riscos, que podem morrer porque vão combater, mas que não podem deixar de ir”.


Maravilhas do capitalismo

14 Setembro 2009

A France Telecom, empresa hoje privatizada mas em que o Estado francês ainda conserva 27% do capital, tem andado num processo de reestruturação, impondo aos trabalhadores mais e mais das já bem conhecidas medidas de flexibilidade e mobilidade tão caras ao patronato. As pressões têm sido de tal ordem que o desespero e o descontrolo dos trabalhadores, desde que a empresa decidiu fazer reestruturação, já levaram a 22 suicídios (e diversas tentativas) nos últimos 18 meses. Até o governo de Sarkozy já manifesta “preocupação”!


“Esquerdismo radical”

14 Setembro 2009

Se não fosse o “esquerdismo radical” de que fala pejorativamente o PM Sócrates, Portugal estava no caos e completamente de rastos.
Fernando Barão


Os 50 anos da ETA

14 Setembro 2009

Após 50 anos de luta, a ETA só acabará quando o Reino de Espanha e a República de França tiverem a coragem política de realizarem um referendo seriamente democrático sobre a autonomia e independência do País Basco e Navarra.
Fernando Barão


Rohde: mais destruição de emprego

Pedro Goulart — 14 Setembro 2009

rohde_72.jpgOs 984 operários da fábrica de calçado Rohde souberam em 7 de Setembro, após três semanas de férias, que a empresa vai entrar mais dois meses em lay-off (com incentivo do Ministério da Economia e com a justificação de evitar o encerramento imediato). Simultaneamente, a administração diz que vai avançar, ainda este mês, com um pedido de insolvência, como forma de procurar uma solução que assegure a viabilidade económica da empresa. A Rohde, com fábrica em Santa Maria da Feira, é a maior empregadora da indústria de calçado em Portugal e já empregou 3 mil trabalhadores.


Contra a pena de morte

13 Setembro 2009

Segundo a Amnistia Internacional, em 2008 foram executadas em todo o mundo cerca de 2400 pessoas e mais de 8800 foram condenadas à pena capital. No ano passado, cinco países totalizaram 93% das execuções: Paquistão, China, Irão, Arábia Saudita e Estados Unidos da América. Apesar de uma moratória nas execuções aprovada em 2007 na Assembleia-Geral da ONU, estas medidas criminosas de diversos estados prosseguem. É preciso combatê-las e eliminá-las.


“As tropas dos EUA retiram porque a resistência a isso as obriga”

Manuel Vaz — 12 Setembro 2009

gilles-munier-1.jpgA Associação de Amizade Franco-Iraquiana (AFI) foi fundada em 1985 por um grupo de personalidades defensoras da política árabe do governo francês. O seu secretário-geral desde 1986, Gilles Munier, é um profundo conhecedor desta região do mundo na qual efectuou mais de 150 viagens entre 1974 e 1983, tendo encontrado por várias vezes os principais dirigentes do partido Baas, então no poder. A agressão norte-americana de Abril de 2003 veio alterar profundamente as relações franco-iraquianas e, por tabela, o funcionamento da associação.
Antes de 2003, Gilles Munier participa activamente no programa “Petróleo por alimentos”, único meio concedido às autoridades iraquianas para atenuar os efeitos do embargo económico ao Iraque imposto pelos EUA e sancionado pela ONU. Em 2005, Munier é acusado, conjuntamente com outras personalidades, de ter furado o embargo. As autoridades judiciais decidem-se a instruir um processo (que continua sem data de julgamento marcado), retiram-lhe o passaporte e proíbem-lhe a saída do território nacional.


É preciso ter lata!

10 Setembro 2009

Manuela Ferreira Leite, em campanha eleitoral pela Madeira na companhia de Jardim, afirmou que esta região autónoma é exemplo de “um bom governo do PSD”. E a mesma senhora que tem andado pelo país a gritar que “há asfixia democrática” em Portugal, diz que tal problema não existe na Madeira! Como em campanha eleitoral vale tudo, é de esperar mais declarações deste tipo, como aquela outra descabelada afirmação do vice-presidente do PSD Aguiar Branco de que a saída de Moura Guedes do Jornal Nacional da TVI constituía “o maior atentado à democracia portuguesa depois do 25 de Abril de 1974”!


Dick Cheney, Bush e o Tribunal Penal Internacional

Pedro Goulart — 10 Setembro 2009

tpi_72dpi.jpgO Tribunal Penal Internacional (TPI) – que é um tribunal permanente com sede em Haia e que se diz vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU) – pretende “promover o Direito Internacional” e afirma procurar julgar indivíduos acusados de crimes de genocídio, de agressão, de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade. Isto, quando os Estados não possam, ou não queiram, julgar esses indivíduos.
O TPI, cuja criação foi incentivada pelos EUA, surgiu na sequência de alguns tribunais provisórios, que resultaram, por sua vez, de uma resolução da ONU, de 1973. Mas a ironia é que o TPI só pode investigar em Estados que tenham aderido ao Estatuto de Roma, de 1998. E os EUA são um dos países que não aderiram a este Estatuto.


< Mais recentes Página 141 de 247 Mais antigos >