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Ao menos isso
24 Dezembro 2010
Jorge Videla, o principal responsável pela ditadura argentina (1976-83), foi condenado a prisão perpétua. Tratou-se da segunda condenação, depois de o presidente Menem o ter amnistiado da primeira, em 1985, numa decisão considerada inconstitucional. Em sete anos, a ditadura militar fez desaparecer 30 mil pessoas, consideradas “marxistas” e “subversivas”. Muitas delas foram atiradas de aviões para o mar. Rapto e tráfico de crianças filhas de prisioneiros foram também prática corrente dos militares. Milhares de argentinos saudaram a condenação aos gritos de “assassino”. Tal como as ditaduras chilena (1973-89) e brasileira (1964-85), os tiranos argentinos tiveram o apoio e a colaboração dos EUA.
Voos da CIA
Da forte suspeita à evidência
Governo vai pondo as barbas de molho
Manuel Raposo — 18 Dezembro 2010
Desde que as últimas denúncias da WikiLeaks sobre os voos da CIA vieram a público, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o governo têm-se desdobrado em explicações com o fito de negar as evidências. Mas se observarmos em pormenor as declarações, percebe-se que o ministério e o governo estão sobretudo a acautelar prováveis desenvolvimentos do caso que venham desmentir, pura e simplesmente, a tese oficial de que “não houve nada”.
Apelo a Dulce Pontes
18 Dezembro 2010
Organizações e pessoas de vários países, incluindo Portugal e Israel, estão a enviar cartas à cantora Dulce Pontes, pedindo-lhe que cancele o concerto que tem marcado para dia 21 de Dezembro em Telavive, à semelhança do que fizeram dezenas de artistas famosos internacionais. A iniciativa, que o Comité de Solidariedade com a Palestina está a divulgar, pretende convencer a cantora a não associar o seu nome à ocupação da Palestina e aos crimes de guerra de Israel e a não colaborar com a política de branqueamento do apartheid israelita. O apelo insere-se na campanha internacional de Boicote-Desinvestimento-Sanções a Israel.
Duros confrontos na Grécia
17 Dezembro 2010
Confrontos violentos entre polícias e manifestantes verificaram-se nas ruas da Grécia, no dia 15, por ocasião da sétima greve geral realizada já este ano. Mais uma vez, contra as medidas de austeridade do governo grego, a mando da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Em Atenas, manifestantes encapuzados lançaram fogo a um piso do Ministério das Finanças e a um edifício na praça Sindagma. Noutro local, o ex-ministro dos Transportes, Costas Hatzidakis, foi atacado por manifestantes, quando caminhava numa avenida do centro da cidade. E, frente ao Parlamento grego, as forças policiais recorreram a gás lacrimogéneo para dispersar a multidão.
Comício da FPLP em Gaza
14 Dezembro 2010
Dezenas de milhares de palestinos participaram em Gaza, a 11 de Dezembro, num comício de celebração do 43.º aniversário da Frente Popular para a Libertação da Palestina. Jamil Majdalawi, da comissão política, insistiu na legitimidade de resistir à ocupação por todos os meios até que os direitos palestinos sejam concretizados, tanto os direitos nacionais, com a criação de um estado independente, como o direito de regresso dos refugiados. Numa crítica à Autoridade Palestiniana, denunciou a acumulação de riqueza, de poder e de influência à custa da luta do povo. Apelou ainda à reconciliação entre o Hamas e a Fatah. Todas as tendências palestinianas estiveram presentes na celebração.
Estamos envergonhados
14 Dezembro 2010
Disse Cavaco Silva: “Envergonha-nos a todos saber que há portugueses com fome”. De um homem que tem tido as responsabilidades de presidente da república, que foi primeiro-ministro durante dez anos, assim como líder do PSD, um dos partidos que com o PS e o CDS se têm revezado no governo de Portugal nas últimas décadas, e que se candidata novamente a PR, uma afirmação destas só pode corresponder a uma grande lata. E não houve nenhum dos “jornalistas” presentes que o tivesse confrontado com tal situação! Envergonhados devem estar muitos de nós, não por uma pobreza que não criaram, mas, sim, por não termos sido ainda capazes de correr com todos estes vendilhões do capital.
Palestina livre e independente
13 Dezembro 2010
“O governo argentino reconhece a Palestina como um Estado livre e independente, dentro das fronteiras existentes em 1967, e de acordo com o que as partes definam no decurso do processo de negociação.” Esta decisão foi agora oficialmente comunicada pela presidente Kirchner a Mahmoud Abbas. Recorde-se que as fronteiras de 1967 incluíam a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, hoje ocupados por Israel. Também o Brasil, em carta do presidente Lula, já fizera igual reconhecimento na semana passada. E o Uruguai anunciou que fará o mesmo em 2011. Dois estados não gostaram: Israel e os EUA lamentaram o reconhecimento.
As revelações da WikiLeaks e a luta anti–imperialista
Pedro Goulart — 8 Dezembro 2010
Parte substancial das informações divulgadas pela WikiLeaks nos últimos meses têm sido de grande utilidade na demonstração da mentira, da hipocrisia e dos crimes com que diariamente vivemos num mundo dominado pela ordem capitalista e os seus media. Assim como ajudam a mostrar a falsidade das suas democracias, ajudando-nos a melhor interpretar diversos acontecimentos e fundamentar acusações contra os políticos que representam a actual ordem burguesa. São numerosos os crimes cometidos por essa gente, como os perpetrados nas guerras do Iraque e do Afeganistão. E é um dos nossos papéis evitar o silenciamento de tais crimes.
Festa SOS Racismo
5 Dezembro 2010
Para comemorar o seu 20.º aniversário, o SOS Racismo organiza de 7 a 10 de Dezembro uma festa contra o racismo sob o tema “Um planeta muitas culturas”, com um vasto programa de música (Tito Paris, João Afonso, Couple Coffee, Maria Viana, entre muitos outros) e ainda cinema, teatro, fotografia, performances, poesia, literatura, exposições. As diferentes iniciativas decorrem na Cinemateca Portuguesa (dia 7) e no Clube Ferroviário, em Santa Apolónia (nos restantes dias).
Os patrões querem mais
FMI e Comissão Europeia pressionam
Pedro Goulart — 1 Dezembro 2010
Apesar dos elogios do Fundo Mundial Internacional (FMI) e da Comissão Europeia (CE) ao Orçamento de Passos Coelho e José Sócrates para 2011, estas organizações político-económicas imperialistas continuam a pressionar Portugal para que o governo prossiga e aprofunde as “reformas”, ou seja, o ataque aos direitos económicos e sociais dos trabalhadores, facilitando mais a vida aos capitalistas. E como exemplo dos seus remédios para a “crise”surgem os “ajustamentos” que, com a participação dos governos dos respectivos países, estão a ser aplicados a Gregos e Irlandeses – despedimentos, cortes nos salários e nos gastos sociais, redução nos valores das reformas, assim como subida dos impostos.