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Conselhos “amigos”
Abaixamento de salários, um deles
Pedro Goulart — 16 Fevereiro 2011
Carlos Zorrinho, secretário de estado da Energia e Inovação, disse recentemente num almoço -debate com jornalistas organizado pela Comissão Europeia que Bruxelas recomenda a Lisboa um “ajustamento dos preços e dos salários”, bem como a “flexibilização do mercado de trabalho”. Apesar de afirmar que o governo português não está “cem por cento de acordo” com todos os conselhos de Bruxelas, o secretário de estado lá foi dizendo: “Nós achamos que sim (pode haver ajustamento de salários e preços) mas, para ganhar competitividade, este é um dos componentes e não o único nem sequer o principal”. No que respeita à flexibilização do mercado de trabalho, Carlos Zorrinho manifestou a sua concordância com este objectivo de Bruxelas, mas “através de outros mecanismos”.
Trabalhadores da CP em greve
15 Fevereiro 2011
Após uma mobilizadora semana de luta (iniciada a 7 de Fevereiro) no sector dos transportes, os trabalhadores destas empresas decidiram continuar os protestos contra os cortes salariais, caso a sua situação não se altere. Assim, hoje (dia 15) os trabalhadores da CP levaram a cabo mais uma greve a nível nacional, que se saldou numa paralisação dos comboios a quase 100%. Amanhã estes trabalhadores prosseguem esta forma de luta.
As “ajudas” do FMI e da UE
14 Fevereiro 2011
Uma missão da UE, do BCE e do FMI, que monitoriza o empréstimo feito à Grécia, esteve em Atenas entre 27 de Janeiro e 11 de Fevereiro para uma terceira revisão do programa económico. Seguidamente, em conferência de imprensa, a missão afirmou que o programa de “ajustamento” orçamental estava a ser implementado com sucesso, mas que o país precisava de realizar mais reformas estruturais e de aumentar o nível de privatizações para uns 50 mil milhões de euros. O governo grego, apesar da submissão às instituições imperialistas, não gostou destas declarações no que diz respeito às privatizações e acusou a missão de se estar a intrometer nos “assuntos internos” do país.
Balanço
13 Fevereiro 2011
O balanço sobre a economia capitalista em 2010 mostra que vivemos a maior crise e recessão capitalista dos últimos 80 anos. A contradição trabalho/capital existe e agudiza-se. A dicotomia esquerda/direita também. A luta de classes e a revolução não morreram. A História não acabou… O marxismo nunca esteve tão vivo, dinâmico, actual e alternativo ao capitalismo como hoje. FB
O mundo a mudar
12 Fevereiro 2011
Finalmente, caiu o ditador Hosni Mubarak, apoiado pelos EUA e Israel! A África do Norte, o Médio Oriente e o mundo estão a mudar… FB
Mubarak caiu!
11 Fevereiro 2011
O vice-presidente egípcio acaba de anunciar que Hosni Mubarak resignou do cargo de presidente, entregando o poder ao Conselho Superior das Forças Armadas. Escassas 12 horas depois de ter dito que ficava, Mubarak cedeu ante a pressão dos manifestantes. A greve geral desencadeada nos últimos dias pela massa trabalhadora em todo o país, o alastramento da revolta, o cerco ao palácio presidencial, ao parlamento e à TV estatal, o assalto a esquadras de polícia mostraram a decisão de combate por parte dos manifestantes e empurraram Mubarak para a única saída que tinha.
Os festejos explodiram de imediato em todo o país. O regime, porém, ainda não caiu. De momento, nem sequer foi levantado o estado de excepção que vigora há 30 anos. As forças armadas, pagas a peso de ouro pelos EUA (1 500 milhões de dólares por ano), foram quem sempre deteve o poder. E o agora vice-presidente, Omar Suleiman, chefe da polícia política, é apontado como “o homem da CIA no Cairo” e como torturador, e tem sido o agente de contacto entre o regime egípcio e os governos israelitas.
O derrube de Mubarak é um começo de vitória. Vamos a ver qual vai ser a reacção nas ruas.
Mudança de tom
11 Fevereiro 2011
No início da revolta no Egipto, Hillary Clinton recomendou a Mubarak que “não tivesse pressa em aplicar medidas duras” contra os protestos, o que foi uma forma de apoiar Mubarak. Os acontecimentos forçaram os EUA a mudar de tom: há duas semanas repetem a ideia de uma “transição ordeira”, o que ainda não é desapoiar o regime egípcio. Interpretando a mensagem a seu jeito, Mubarak diz que não sai por se achar a peça-chave da “transição ordeira”. Apesar de não coincidirem nos termos, ambos convergem nisto: tudo menos deixar o poder cair na rua. Lembra a portuguesa “evolução na continuidade” tentada por Marcelo Caetano. A acção das massas mostra o terreno estreito em que se move o poder burguês.
“Não pagamos a crise deles”
Trabalhadores da INCM paralisam e apelam a uma greve geral do sector público
Urbano de Campos — 11 Fevereiro 2011
Os 700 trabalhadores da Imprensa Nacional Casa da Moeda (cerca de 600 dos quais nas instalações de Lisboa) fazem greve hoje, dia 11, em reacção contra os cortes salariais, à semelhança de trabalhadores de outros sectores, nomeadamente os dos transportes.
Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores da INCM não apenas explica as razões da luta como lança um apelo para o endurecimento dos protestos, avançando a ideia de uma greve geral que una os trabalhadores do sector empresarial do Estado e da Administração Pública Central e Local.
Egipto: a luta continua
9 Fevereiro 2011
Após duas semanas do começo do levantamento popular contra o regime de Mubarak, centenas de milhares de pessoas voltaram a sair ontem (dia 8 de Fevereiro) à rua em diversas cidades egípcias. E, apesar das dificuldades que o exército tentou impor àqueles que procuravam chegar à praça Tahrir, verificou-se uma das maiores manifestações realizadas até agora nesta praça. Conseguiram mesmo impedir que o actual primeiro-ministro, Ahmad Shafik, chegasse ao gabinete. Poucos acreditam que das “negociações” propostas pelo regime resulte alguma coisa positiva e, assim, estão marcadas três manifestações semanais até que o actual regime caia.
Semana de luta nos transportes
Pedro Goulart — 7 Fevereiro 2011
Trabalhadores dos transportes públicos e das transportadoras privadas iniciaram greves no dia 7 de Fevereiro, em protesto contra os cortes e os congelamentos salariais no sector. Mas, também, face à generalizada ofensiva levada a cabo pelo estado e pelo capital contra os seus direitos económicos e sociais.
