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16 Abril 2026
Arquivo: Março 2026
“O Irão que eu conheci”
Fernanda M. Pinto / Entrevista — 20 Março 2026

A maioria da população portuguesa e Ocidental ignora o que é a sociedade iraniana de hoje. A propaganda mais primária e mistificadora tem feito carreira nos meios de comunicação, criando na opinião pública uma visão inteiramente distorcida acerca da vida dos iranianos comuns, da sua relação com o poder, das suas ambições e da forma como encaram o futuro do país. Foi neste caldo que a agressão ao Irão foi cozinhada, como se pode avaliar pela conivência inicial de toda a UE e pela cumplicidade do governo português com os agressores.
Militares veteranos dos EUA condenam o ataque ao Irão
Editor / Veterans For Peace — 15 Março 2026

A 1 de março, logo após o início do ataque ao Irão, uma organização norte-americana de soldados veteranos, Veterans For Peace, emitiu um apelo à população civil e aos soldados dos EUA para que se levantem em protesto contra a guerra e recusem combater. Activa desde 1985, a organização argumenta com a ilegalidade e inconstitucionalidade da guerra, denuncia as mentiras do governo para a desencadear, exige o fim das agressões ao Irão, à Palestina, à Venezuela e a Cuba e reclama o fim do apoio dos EUA a Israel.
EUA contra a guerra. Um apelo aos soldados
Editor / John Catalinotto —

As declarações arrogantes dos dirigentes dos EUA e de Israel tentam esconder o que se torna evidente com o passar dos dias: o Irão resiste aos ataques terroristas de que está a ser vítima, a população iraniana mostra-se unida na defesa da sua soberania, os aliados dos EUA no Golfo Pérsico e na Europa pagam os custos dos favores que fazem ao imperialismo. Começa a ser convicção comum que, seja qual for o grau de destruição que causem, EUA e Israel vão sair desta guerra mais isolados que nunca.
Banditismo sem pudor! Notas a quente sobre o ataque ao Irão
Manuel Raposo — 4 Março 2026

Tirando os EUA e Israel, parece haver consenso sobre o facto de a agressão ao Irão constituir uma violação do direito internacional tal como está definido na Carta das Nações Unidas. Um acto ilegal, portanto. Bastaria isto para considerar a resposta do Irão como uma reacção de legítima defesa e, consequentemente, legal. Bastaria isto, igualmente, para identificar sem margem para dúvida o criminoso e a vítima; e para, sem reticências, o mundo dito civilizado acorrer em defesa da vítima e condenar o criminoso.
Mas eis que, numa completa inversão de valores, a legítima defesa do Irão passa a ser o alvo da condenação do Ocidente por inteiro. O crime é avaliado pelo critério do criminoso.