Afonso Gonçalves

Editor — 2 Novembro 2022

Na passada sexta-feira, 28 de outubro, morreu Afonso Gonçalves, companheiro de há largo tempo. Tinha 77 anos. Foi professor de profissão. Militou na esquerda antifascista antes de 1974. Mais tarde, acompanhou de perto as actividades do colectivo que publicou, durante mais de vinte anos, a revista Política Operária, dirigida por Francisco Martins Rodrigues. Era leitor assíduo do Mudar de Vida, para cujas páginas frequentemente enviava os seus comentários críticos. O último é de 15 de setembro deste ano, a respeito das exéquias de Isabel II. Aí fustigou “a vassalagem deprimente” dos repórteres portugueses, os “comentadores serventuários” e “o folclore medíocre” que o Reino Unido então apresentou ao mundo.


Comentários dos leitores

leonel lopes clérigo 2/11/2022, 16:15

Infelizmente é verdade: morreu o meu Amigo e Camarada AFONSO GONÇALVES.
Na sua palavra, o Capitalismo tinha sempre "as orelhas a arder".
Como homem de consciência clara, sempre o ouvi afirmar que a idade já não lhe permitia assistir ao fim do Regime Capitalista, apesar disso lhe poder dar imenso gozo. Mas era sua convicção de que esse fim já não estaria muito longe. Mesmo olhando céptico o "estado actual do mundo", para ele, o Regime de Exploração do Trabalho Alheio - que tem sua principal âncora no Regime de Salário - já não pode durar muito mais tempo.
A última vez que nos encontramos, apareceu-me ele com um "calhamaço" do Grover Furr debaixo do braço, vasculhando aí a "Traição e mentiras de Krushchev", um seu tema preferido.
Vou ter saudades das "conversas" animadas quando nos encontrávamos para tomar o pequeno-almoço.


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