COP 26: travar a destruição do planeta sem acabar com o capitalismo?

António Louçã — 11 Novembro 2021

Mudar o sistema (capitalista) para mudar o clima

A 26ª conferência da ONU sobre as alterações climáticas foi a constatação de uma realidade e de uma impotência: já ninguém nega que o planeta esteja em vias de destruição acelerada, mas, naquele círculo de dirigentes políticos, ninguém apresenta solução alguma. Por isso tem razão Gretta Thunberg, ao sintetizar as políticas dos líderes mundiais: “Bla, bla, bla”.

Os tempos não estão de feição para o negacionismo tosco, à Donald Trump, porque as realidades se metem pelos olhos dentro: a realidade da pandemia que Trump negava e em parte lhe custou a reeleição; e a realidade das alterações climáticas, que ele negava ao ponto de prescindir das panaceias consignadas nos Acordos de Paris. Com o seu patrão norte-americano  momentaneamente afastado do poder, até um Rodrigo Duterte se alarma com a pandemia e reage brutalmente ao seu alastramento, como é próprio dos ditadores; e até um Bolsonaro aparece na conferência de Glasgow a prometer um abrandamento na desflorestação da Amazónia, ao mesmo tempo que os seus jagunços continuam a espancar as comunidades indígenas que impedem a expansão dos grandes fazendeiros e do agronegócio.

Mas o céu vai continuar a cair-lhes sobre a cabeça, a eles e a todos nós, na forma de fenómenos meteorológicos extremos, de vendavais e inundações que não podem ser ignorados como o são os fenómenos mais paulatinos da destruição do planeta. E vai continuar a cair-lhes sobre a cabeça, porque todos estes políticos, mesmo os mais cordatos, continuam a ser feitores dos ricos que possuem o planeta e já não sabem o que fazer dele. E todos querem portanto que uma conferência destas se conclua com mais do mesmo, e com um quanto baste de cortinas de fumo e adereços cosméticos, para confundir e desmobilizar a revolta ambientalista que grassa pelo mundo.

Neste contexto, viajarem, grande parte dos líderes mundiais, para a COP 26 em jactos de função é apenas um detalhe simbólico que todos serão capazes de corrigir sem grande custo, logo que comecem a enxergar-se um pouco e logo que algum assessor de comunicação mais avisado lhes sussurre ao ouvido que isto não fica bem na fotografia.

Inversamente, querer à viva força contrastar com estes maus exemplos individuais e fazer disso um ponto programático, é um erro próprio de quem se encontra precisamente num impasse programático. A própria Gretta Thunberg caiu há tempos nesse erro, ao fazer gala de se transportar para os EUA num veleiro. E alguns ambientalistas portugueses caíram num erro ainda mais grosseiro, ao organizarem uma manifestação em defesa da ciclovia da Av. Almirante Reis – esse emblema da gentrificação e turistificação da cidade, que é ainda por cima um factor adicional de engarrafamentos e poluição.

Com todos os seus diagnósticos certeiros sobre a hipocrisia dos protagonistas políticos, Gretta Thunberg confronta-se com o problema, ainda não resolvido pelo grandioso movimento das Sextas-feiras pelo Clima, de formular uma alternativa que não passe pela prédica dos bons exemplos comportamentais, e sim pela planificação da economia em função das necessidades sociais – o que nós chamaríamos socialismo.

Cria-se demasiado gado no planeta, com efeitos poluentes devastadores, porque uma parte da população foi educada numa dieta alimentar excessivamente carnívora, porque essa dieta cria um mercado altamente lucrativo? Talvez. Está a solução para esse excesso na prédica de uma dieta vegan aos milhares de milhões de pessoas que, na Índia e no Paquistão, só vêem um bife uma vez por ano, com sorte? Certamente que não.

O capitalismo, por natureza, limita o consumo das massas, priva-as de satisfazerem as mais elementares necessidades biológicas e sociais, e, ao mesmo tempo, induz um sobreconsumo fútil, com estratagemas como a obsolescência programada de produtos que poderiam durar décadas e são programados para acabarem no lixo ao fim de poucos meses. E estas irracionalidades só podem ser erradicadas com uma planificação socialista.

Claro que quem quiser defender o capitalismo inventará sempre alguma tontice para dizer contra o socialismo, como o estafado exemplo de Tchernobyl. Supondo ainda, só para facilitar a discussão, que Tchernobyl fosse prova da falta de soluções ambientais do socialismo: implicaria isso que o capitalismo tivesse a capacidade de travar a deriva de destruição planetária que ele próprio vem causando? 

Para já não falar de um outro detalhe: o regime burocrático que foi responsável por Tschernobyl tem tanta relação com o socialismo como o ortografês tem com o português correctamente falado e escrito. Qualquer semelhança é pura coincidência.

 


Comentários dos leitores

José Mário Costa 11/11/2021, 13:44

E em que gaveta politico-ideológica ) ficam todos os países ditos socialistas-partido único poluentes dos seus próprios países (e de todo o planeta – desde a China maoista e pós-maoista até ao Vietname? E acaso a industrialização acelerada da então URSS no esforço feito em plena II Guerra Mundial, com as consequência ambientais consabidas, era já, também, na lógica capitalista? E onde colcar países de sistema capitalista, como a Dinamarca, a Suécia ou o Reino Unido, que são os que mais têm decarbozidado a sua econoomia?

P.S.– E o que será, para vocês, o "português correctamente escrito"? O que segue a norma ortográfica de 1945, que pôs fim à maioria dos acentos desambiaguadores e manteve só algumas consoantes não articuladas, e tanto irritou os mais escolarizados da época? Ou será, antes, como escrevia Fernando Pessoa, que recusou sempre trocar o "ph" pelo "f" e o"y" pelo "i", como passou a vigorar com a primeira reforma ortográfica da língua portuguesa, a partir de 1911 (até aí, como não havia regras nenhumas, cada um escrevia como lhe desse na real gana...)?

Leonel Lopes Clérigo 11/11/2021, 17:55

Não posso acreditar?
Será que o José Mário Costa queria que o Hitler ganhasse a GUERRA?

Chico da Emilinha 12/11/2021, 12:25

OBRIGADO e ABRAÇO

Oavlag 12/11/2021, 13:05

Está dado o mote para passarmos todos (os países) a usar mini centrais nucleares para a produção de energia elétrica. Já estão à venda! Business as usual.

Faites vos jeaux.

antonio alvao 12/11/2021, 14:48

Alguns articulistas prenunciam muitas vezes as palavras - socialismo e esquerda. Se fossemos estudar a etimologia destas duas palavras, talvez seria preciso, para o efeito, um congresso de vários dias (eu não me importaria de participar em tal congresso). Na minha opinião, os articulistas poder-se-iam apresentar, se não ideologicamente, pelo menos, manifestarem qual o seu conceito de esquerda e socialismo; de que socialismo é que se trata? Em que fonte ideológica o foram beber? Explicando isto pedagogicamente - os comentadores situar-se-iam melhor nos seus comentários: ou menos apimentados ou mais, dependeria da perspetiva? Se os comentadores assumissem a mesma atitude «deontológica» - na minha opinião, combater-se-ia alguma tendência dogmática existente tanto nuns como noutros. Quando os debates de ideias e ideológicos não começam pelo princípio, os resultados nunca serão satisfatórios. E ficar-se-á com a ideia de que, de um lado estão os "pedagogos dogmáticos" e do outro os alunos.

Oavlag 12/11/2021, 16:10

Mini centrais nucleares produzindo eletricidade, espalhadas pelo mundo!

Já estão à venda.

E, à semelhança do que aconteceu no final do século XIX, serão os países mais desenvolvidos tecnologicamente que vão deter esse negócio, como aconteceu com as máquinas a vapor, ou os carros elétricos nas grandes cidades.

afonsomanuelgoncalves 15/11/2021, 15:28

A liberdade absoluta náo existe em nenhum Estado nem em nenhuma sociedade, PARA OS LIBERTADORES ABSOLUTOS TRANSCREVO ISTO: O nosso Estado é uma ditadura democrática popular conduzida pela classe trabalhadora e baseada na aliança operária e camponesa. Para que é esta ditadura? A sua primeira função é interna, nomeadamente reprimir as classes e os elementos reaccionários e os exploradores que oferecem resistência à revolução socialista, reprimir os que tentam sabotar a construção socialista ou, por outras palavras, resolver as contradições entre nós e o inimigo interno. Por exemplo, prender, julgar e condenar certos contra-revolucionários e privar os latifundiários e os burocratas capitalistas do seu direito de voto e da sua liberdade de expressão por determinado período de tempo - tudo isto entra no ámbito da nossa ditadura. A segunda função desta ditadura é proteger o nosso país da subversão e da possível agressão de inimigos externos. Mao Tsé- Tung, 27 Fevereiro 1957.

antonio alvao 22/11/2021, 21:19

(...) "Mao precipitou o "Grande Salto em Frente", entre 1958 e 1962, que resultou na morte de 30 milhões de chineses e desacreditou seriamente a política megalómana de Mao Zedong (...) o maoismo é responsável pela segunda maior chacina das várias ditaduras que existiram no século XX. A raiz deste fenómeno reside no uso arbitrário do poder por parte de tiranos, que ocorre quando tal poder está centralizado e não é passível de ser mitigado por outros centros de poder.
Para além do custo em vidas humanas, o maoismo contribuiu para o isolamento internacional da RPC (...) Hoje, estamos perante um regime autoritário sem características nenhumas de socialismo (...).
(Fernando Rosas e Pedro Aires Oliveira - As ditaduras contemporâneas - Edições Clibri).
"De todos os animais, o homem é o único que é cruel. É o único que inflige dor pelo prazer de fazê-lo" (Mark Twain).

MANUEL BAPTISTA 24/11/2021, 14:43

Eu respeito a legitimidade de proferir as mais diversas opiniões, de as defender energicamente, mas o que não suporto é um raciocínio baseado em falácias: a falácia, no escrito acima, é a seguinte... «Se Donald Trump é um «fascista», um «demagogo», tudo o que ele defendeu em relação às propaladas alterações climáticas é falso e é para combater».
Lamento, mas isto não é raciocínio que se possa defender, é somente apelar ao instinto gregário, face ao «inimigo»: pode ser verdade que Trump (ou outros) seja um tipo execrável, mas não decorre daí que as posições que ele defendeu sejam sempre e necessariamente idiotas, indefensáveis, etc.
As pessoas devem cair na realidade e perceber que há muita fabricação de parte a parte. Há muita gritaria e isso nunca será um verdadeiro debate científico sobre o assunto. Porque o tal debate está a ser constantemente sabotado de um lado e de outro - com gritos histéricos de defensores e opositores de um certo ponto de vista. O que não é legítimo, pois uma ou outra posição extrema, é um a-priori, baseado em convicções ideológicas, não em boa ciência.
Com este artigo, infelizmente, apenas se adensa a confusão. Eu posso gostar e militar numa determinada causa e, no entanto, contestar a legitimidade de posições que extravasam e pretendem instituir uma «doutrina» sobre tal assunto.
A ciência não é utilizável como argumento político, pelo menos legitimamente: isso é lamentável, essa utilização política a torto e a direito. Tem feito muito mal, pois não ajuda a destrinçar o verdeiro do falso, as boas soluções das más...
O «aquecimento global» não é a catástrofe que alguns apontam. A ser real, não é mais do que uma pequena oscilação das que se tem registado, nos milhões e biliões de anos da história do planeta.
A climatologia é uma das ciências físico-naturais, eu aceito que não sou climatólogo, que apenas tenho capacidade para compreender o que verdadeiros climatólogos me explicam.
Repudio tomadas de posição radicais, elas encobrem uma outra agenda. A pretexto de alterações climáticas, pretendem fazer a «pseudo-revolução verde neo-liberal», ou a «pseudo-revolução verde pseudo-ecologista»!
Então, o que sei é que não existe consenso nenhum entre os climatólogos...
Mais vale ouvir atentamente pessoas com verdadeira competência, do que dirigentes políticos ou fantoches, atirados para a ribalta como a pobre Greta!

afonsomanuelgoncalves 24/11/2021, 18:16

António Alvão não explica porque razão Mao esta retratado na Praça Celestial em Pequim e porque razão tem centenas de estátuas em cidades e aldeias em toda a China. Pelo que me parece é porque A. Alvão é um "opion maker" e não um historiador nem um bom observador. Acontece com muita gente mas a liberdade de expressão é um direito inalienável e imperdível.

antonio alvao 25/11/2021, 20:14

A. G. - eu transcrevi um extrato do livro do historiador F. Rosas, que vocês devem conhecer a edição? No texto não existe nenhuma opinião, nem nenhuma palavra minha. E termino com uma frase que também não é minha. Está tudo assinalado, para melhor compreensão. O Rosas é que deve explicar "por que razão Mao está retratado na Praça Celestial, em Pequim, e em toda a China, e não eu. Ele e o P.A.O. é que escreveram o livro. E além disso, Rosas é um grande historiador, um homem de esquerda e maoista, ou ex. Ele até fala de muitos mais milhões de vitimas.
Numa coisa estamos de acordo: não sou historiador, nem bom observador. Nunca manifestei tal coisa. E penso não ser gabarola, que, também não tenho por onde.
Eu penso que, pelo facto das estátuas do Mao estarem espalhadas por toda a China, que irão estar sempre? Eu li em algures que as estátuas do "paizinho", que estavam espalhadas por toda a Rússia, caíram, menos na Geórgia, terra do ditador. E quando os turistas perguntavam à população - porque só existe a estatua de Estaline na Geórgia - eles respondiam: "gostamos muito dele, por ele ter matado muitos russos".
Segundo os "engenheiros" que estudaram e estudam a humanidade, a espécie e as sociedades, dizem nos seus escritos que: "um homem que querer governar outro homem, é irracional. Tanto para o oportunista, como para o imbecil que se deixa governar". Se é irracional o homem querer governar seu semelhante; mais irracional será impor-lhe uma ditadura, penso eu.
"As ditaduras fomentam a opressão, as ditaduras fomentam o servilismo, as ditaduras fomentam a crueldade; mas o mais abominável é que elas fomentam idiotice" (Jorge Luís Borges)
"A crueldade é um dos prazeres mais antigos da humanidade" (Friedrich Nietzsche).

Leonel Lopes Clérigo 27/11/2021, 19:12

Meu caro ANTÓNIO ALVAO:
1 - O que eu aprendi ao longo vida e tenho como certo, é que as Sociedades em que vivemos estão DIVIDIDAS em CLASSES SOCIAIS e cada uma com interesses PRÓPRIOS, lutando com "COM UNHAS E DENTES" e não com "PAZ e AMOR", por esses INTERESSES. Como se costuma dizer, NO DURO, apesar de tudo nos "aparecer" ENCOBERTO.
2 - Também aprendi que a vida não é uma "concertação social": "manda quem pode e obedece quem deve". Nos livros, há quem chame a isto DITADURA e eu estou de acordo. DITADURA de CLASSE é o que EXISTE NA NOSSA SOCIEDADE: MANDAM os BURGUESES e o MUNDO do TRABALHO "COME E CALA". Isto é para mim o B+A=BA.
3 - Hoje, que já não tenho idade para "Histórias da Carochinha", quando me falam em DITADURAS sem mais, sem "adjectivação", apetece-me logo dizer: "para cá, vêm de carrinho e para lá...vão de carroça".

afonsomanuelgoncalves 29/11/2021, 14:54

Leonel Clérigo com o seu humor corrosivo, não é nada complacente com aqueles que ignoram a dialética ou a desprezam em termos Absolutos. Eu por mim que conheço bem a mentalidade do espírito lusitano deixei de dar importância a discussoes estéries deste gênero como alvitra A. A.,diz que o F.R. que foi um maoísta arruaceiro no 25 de Abril a partir janelas de edifícios e a assaltar sedes de partidos políticos, se tornou um grande historiador e de que o culpado, afinal, não foi ele mas o Mao, em vez de fazer auto crítica pelos desvarios praticados, dá-nos um Mao que matou milhões de chineses.

antonio alvao 29/11/2021, 15:16

MORRER UM POUCO
"Trabalhar por obrigação será sempre morrer um pouco. Enriquecer os outros, obedecer a chefes repugnantes, correr para não chegar atrasado, fingir sorrisos, receber salários de fome; tudo mata. Perder momentos de amor e prazer, de ócio e criatividade, e esquecer a capacidade de imaginar manhãs totalmente distintas, e a condenação a que nos submetem aos amos de todos os tempos e de todas as cores. Ser um trabalhador exemplar e aguentar sem protestar, nunca será sinal de orgulho. Queremos reconquistar-nos, exigimos a vida, e se alguém terá que morrer, que seja o sistema de exploração que nos submete" (...).

O meu amigo L.C. transporta no seu texto considerações e insinuações sobre a minha pessoa, abusivas e infundadas, próprio de quem é pouco cordial, e de quem convive mal com a diferença do outro! Porque não conhece o meu passado, nem o meu presente. E não vou dizer mais nada sobre este não assunto, entendo que não devo dizer mais nada.

Leonel Lopes Clérigo 30/11/2021, 14:44

Caro ANTÓNIO ALVÃO.

1 - Julgava eu que nós - "habitantes" dum País adormecido (ou morto?) politicamente - pudéssemos alinhavar aqui umas "larachas" que nos ajudasse a sair do "marasmo". Mas não: AA puxou da "trunfo" da "ofensa pessoal" e bloqueou o jogo. Curiosamente, não foi só ele...

2 - De qualquer maneira, há que dizer: não se trata aqui de "Pessoas" mas de IDEIAS e a confusão entre as duas mostra bem o "fim da linha" para quem não quer ir "além". Só resta saber porquê? E há várias hipóteses...

antonio alvao 30/11/2021, 15:26

Eu pergunto a A. G. onde é que digo que F.R. -"foi um maoista arruaceiro no 25 de Abril, a partir janelas de prédios, assaltos a sedes de partidos" etc. ?
("Quando o debate está perdido, a calunia é a arma do perdedor, Sócrates).
"O homem realmente grande é humilde, simples, tolerante e modesto" (Paul Shmit).
Parece haver pessoas a querer mudar o Mundo, mas nunca a começar por elas; os outros é que têm de se adaptar a todo o tipo de autoritarismo, e por vezes à brutalidade dos ditadores. O ditador nunca erra, quem erra são sempre os outros! - segundo literatura psiquiátrica - o psicopata nunca assume a culpa; a culpa é sempre da vitima -
"Aquele que usa as armas para impor suas ideias, é muito pobre em ideias"
(Subcomandante Marcos).
"As ideias, por boas que sejam, nunca se impõe; se expõe, para que as aceitem quem as considerar ajustadas à verdade" (Librado Rivera).

Porque há pessoas que reagem tão mal a opiniões diferentes??? "A intolerância e a tolerância, nunca moraram na mesma casa" (...).
"O outro pensar diferente de mim, não me prejudica em nada, antes pelo contrário, me completa" (...).
"Querer conviver apenas com aqueles que aprovamos em tudo, é pura quimera, além de ser o próprio rosto do fanatismo" (Alain).
"Compreender que há outros pontos de vista é o inicio da sabedoria" (Thomas Campelo).
Por vezes o mal também pode estar em nós? Admiti-lo é que pode ser muito difícil.
(PS. errata - no meu terceiro comentário e no terceiro paragrafo, em vez de se ler russos - deve ler-se comunistas. Obrigado.

afonsomanuelgoncalves 3/12/2021, 15:58

Ao dizer que FR foi um maoista arruaceiro e que andou em desmandos no período revolucionário do 25 de Abril é claro que fui eu que assumi a autoria dessas afirmações, De facto acabei por me expyimir mal no comentário e isso deu azo a correcta interpretação de A.A. Na próxima vez estarei mais atento ao problema da pontuação. As minhas desculpas.


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