Importante vitória da resistência palestina

CAPJPO-EuroPalestine / CSP — 18 Maio 2012

A direcção da luta dos presos palestinos em greve da fome desde 17 de Abril, alguns desde há mais de dois meses, chegou ontem a um acordo com o governo israelita, informa uma mensagem do Comité de Solidariedade com a Palestina. Esse acordo, que teve a mediação do Egipto, responde às reivindicações principais dos grevistas: o fim da detenção administrativa, a obrigação de os detidos serem julgados ou libertados e o fim das medidas de isolamento. O governo israelita foi obrigado a ceder diante da determinação dos presos e da onda internacional de solidariedade gerada em torno da luta que se saldou, assim, numa vitória importante para os grevistas e para o povo palestino.

Cerca de 1600 palestinos detidos nas cadeias de Israel, mais de um terço do total, entraram em greve de fome em 17 de Abril com o objectivo de exigir melhores condições prisionais. O governo palestino pôs em marcha um programa nacional de solidariedade para com os grevistas.
17 de Abril é do Dia dos Prisioneiros Palestinos e coincide com a libertação de Khader Adnane, que permaneceu 66 dias em greve de fome. Antes já do dia 17, dez prisioneiros, todos detidos administrativamente, estavam em greve de fome nas cadeias israelitas, segundo o Clube dos Prisioneiros Palestinos.

Familiares dos presos festejaram em todo o território palestino a vitória da luta. A maioria dos detidos esteve em greve de fome mais de 28 dias e sete deles mantiveram a recusa de se alimentarem durante 53 a 76 dias.

Por outro lado, para que se avalie o ambiente policial imposto pelas autoridades israelitas, umas 200 pessoas que pretendiam participar, em Abril, na Conferência Internacional por uma Resistência popular não-violenta na Palestina, foram agredidas, e algumas delas detidas, pela polícia israelita chamada pelos colonos de Hebron.

Também várias dezenas de passageiros que tinham comprado bilhete de avião para chegarem a Telavive em 15 de Abril foram avisados no dia 12 pela companhia aérea Lufthansa que a sua reserva estava anulada “por ordem de Israel”.
“Israel estabeleceu uma lista de nomes de pessoas às quais este país proíbe a entrada. O seu consta da lista, o que nos leva a anular o seu bilhete”, declararam os funcionários da Lufthansa aos passageiros.
Não podendo separar, nas listas de passageiros previamente transmitidas a Israel pelas companhias aéreas, os que tinham a intenção de participar na missão Boas Vindas à Palestina dos que nada tinham a ver com isso, o governo israelita, habituado aos “danos colaterais” decidiu pelos vistos colocá-los todos a granel na lista negra.


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