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Tópico: Trabalho
Carfer encerra, mais 150 no desemprego
10 Fevereiro 2009
A administração da fábrica de malhas Carfer, em Esposende, anunciou no dia 6, pouco antes da saída dos trabalhadores, que no dia 9 entregava no tribunal o processo de insolvência da empresa e que esta ficava desde logo encerrada. Não tendo sido formalmente despedidos, os trabalhadores reuniram seguidamente em plenário e decidiram concentrar-se no dia 9 à porta da fábrica. São mais 150 trabalhadores no desemprego, na maioria mulheres. Entre eles estão vários casais e alguns trabalhadores que laboravam na empresa desde a sua inauguração, há 40 anos.
FrutiNatura encerra de surpresa
9 Fevereiro 2009
A fábrica da FrutiNatura, em Vila do Rei, Castelo Branco, faz parte do grupo espanhol Rocafort. Tem produzido fruta descascada e higienizada para a TAP e para diversas multinacionais. No dia 2 de Fevereiro, os cerca de 30 trabalhadores chegaram à empresa e encontraram as portas fechadas a cadeado. Apesar de saberem da situação difícil da empresa, os trabalhadores foram apanhados de surpresa. E, face à insólita situação, decidiram permanecer à porta da unidade fabril, à espera de explicações da administração.
Corticeira Amorim despede 200
8 Fevereiro 2009
Duas empresas da Corticeira Amorim, em Santa Maria da Feira, que fabricam rolhas e aglomerados compósitos, vão iniciar um processo de despedimento colectivo envolvendo quase 200 trabalhadores. O Grupo Amorim, que é líder mundial do sector corticeiro, justifica os despedimentos com a crise económico-financeira mundial e a queda nas exportações, mas os trabalhadores acham que a empresa está a aproveitar-se da situação para reduzir mão-de-obra e aumentar os lucros. Os trabalhadores marcaram uma vigília para o dia 7, em defesa dos seus postos de trabalho.
Edscha: 180 empregos em risco
6 Fevereiro 2009
A unidade fabril da Edscha, em Vendas Novas, com 180 trabalhadores, corre o risco de encerrar. A multinacional alemã Edscha, fabricante de componentes para a indústria automóvel, apresentou um pedido de insolvência para as 15 unidades de produção que laboram na Europa, incluindo Portugal. O parque industrial de Vendas Novas é dominado pelo sectores automóvel e corticeiro, dois sectores em dificuldades, o que faz prever o surgimento de graves questões sociais na região.
Crise gera onda de chauvinismo
A crise económica está a gerar, entre os trabalhadores dos diversos países, reacções nacionalistas e de rejeição dos imigrantes. Nos EUA os alvos são sobretudo os trabalhadores de origem latina, e também crescem os ataques racistas. No Reino Unido, centenas de trabalhadores têm-se manifestado contra italianos e portugueses que trabalham nas refinarias do norte do país, exigindo prioridade de emprego para os nacionais britânicos. Na Islândia, levada à bancarrota, igualmente os estrangeiros, portugueses nomeadamente, foram hostilizados. Factos que mostram a importância de travar um combate ao nacionalismo que divide as classes trabalhadoras e que as torna instrumentos do capital em crise.
Desemprego em Alcanena
5 Fevereiro 2009
Cerca de 100 trabalhadores da centenária fábrica de curtumes Constantino Mota, em Alcanena, vão pedir a suspensão dos seus contratos de trabalho, depois de a administração da empresa ter decidido pedir a insolvência. Além das elevadas dívidas à Banca, à Segurança Social e aos fornecedores (perto de 9 milhões de euros), a empresa ainda deve dois meses de salários aos trabalhadores que, neste momento, estão a passar por grandes dificuldades económicas.
Em defesa do emprego na Euronadel
2 Fevereiro 2009
A Euronadel, fábrica de agulhas para a indústria têxtil, em Abóboda, Cascais, através do director-geral e da gerência, informou os trabalhadores e a comunicação social que ia iniciar um processo de despedimento colectivo dos 182 trabalhadores da empresa. A multinacional, que tem vindo a deslocalizar a produção para outras unidades, está a tentar aproveitar a crise para liquidar a produção nesta fábrica. Os trabalhadores, que estão dispostos à luta para defender os seus postos de trabalho, concentram-se, dia 3 de Fevereiro, junto ao Ministério da Economia, onde pretendem ser recebidos.
Greve geral em França
30 Janeiro 2009
A greve geral em França, dia 29, promovida pelos principais sindicatos, foi um protesto contra o desemprego (já este ano foram despedidos mais de 100 mil trabalhadores, no país), contra o ataque aos serviços públicos e contra o dinheiro gasto para salvar os grandes empresários e banqueiros (lá como cá), em detrimento de quem vende a sua força de trabalho. Na greve participaram muitos milhares de trabalhadores dos transportes públicos, dos aeroportos, das escolas e universidades, dos hospitais e correios, da indústria automóvel, dos bancos, rádios e televisões. Numerosas manifestações realizaram-se por todo o país, envolvendo cerca de um milhão e meio de trabalhadores.
A crise – e os pretextos que a crise dá…
Pedro Goulart — 29 Janeiro 2009
A parte mais significativa dos trabalhadores que estão a ficar sem emprego não são “classe média”, mas sim operários. Nem são apenas trabalhadores de fraca qualificação, como alguns pretendem, mas também em grande parte trabalhadores qualificados. Na dezena e meia de casos que abaixo apontamos, todos recentes, entre 4 500 e 5 000 trabalhadores, na maioria operários fabris, foram ou estão em risco de desemprego.
Qimonda: 1 800 empregos em perigo
24 Janeiro 2009
A Qimonda, em Vila do Conde, é uma fábrica de “chips” para computadores que, em Portugal, emprega 1 800 trabalhadores, e, em todo o mundo, cerca de 13 500. Bancos portugueses e autoridades alemãs prometeram uma solução para os problemas financeiros da empresa, mas chegaram a um impasse. Então, a empresa alemã, que já teve diversos apoios do Estado português, solicitou, em Munique, a abertura de um processo de falência. Assim, apesar de continuar a operar em Portugal a curto prazo, se não houver uma solução, mais dois milhares de operários portugueses irão para o desemprego. Operários, note-se bem, não “classe média”; e de uma empresa de elevada tecnologia, não de baixa produtividade.