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Tópico: Trabalho
Morte de 11 pescadores
5 Março 2010
Só nos primeiros dois meses deste ano já morreram no mar 11 trabalhadores da pesca. Não há memória de Inverno tão trágico nos últimos 20 anos. São as enormes dificuldades económicas que estão a levar à saída dos pescadores para o mar em condições tão perigosas, ao aumento dos naufrágios de pequenas embarcações e à morte dos seus homens. Segundo o presidente da Mútua dos Pescadores: “ Todos precisam de perceber que a vida dos pescadores é dura e difícil, que ganham cada vez menos, que não conseguem fazer face às suas despesas e que não têm outra hipótese senão ir à procura do perigo”. É, no fundo, uma opção entre a fome e o risco de vida, a que esta sociedade os obriga.
Gregos não cedem
Pedro Goulart — 4 Março 2010
Em 24 de Fevereiro, muitos milhares de trabalhadores, reformados e estudantes manifestaram-se por toda a Grécia. Milhares de fábricas, empresas diversas, locais de construção, portos, aeroportos, hospitais e escolas encerradas ou trabalhando a conta-gotas. Só em Atenas foram algumas dezenas de milhares os manifestantes. Combatem principalmente as medidas de austeridade que o governo grego, pressionado pela Comissão Europeia, quer impor a quem trabalha em nome do défice e da dívida pública.
Ontem, dia 3 de Março, centenas de sindicalistas invadiram o ministério das Finanças e estenderam na fachada do edifício uma faixa onde diziam: “Revoltem-se para que as medidas não sejam aplicadas!”
Função Pública: greve geral a 4 de Março
2 Março 2010
O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado e a FESAP juntaram-se ao protesto da Frente Comum, levando a cabo uma greve geral no dia 4 de Março. Os sindicatos consideram inaceitável a atitude do governo de congelar os salários dos funcionários públicos e de lhes negar o direito à negociação, assim como o ataque às suas pensões. Saliente-se que os trabalhadores da função pública, apesar dos aumentos acima da inflação obtidos em 2009, têm vindo a perder poder de compra no decorrer da última década. Com este congelamento de salários para os funcionários públicos, o governo e os patrões pretendem também apontar um exemplo para os restantes trabalhadores.
Greve geral une trabalhadores turcos
Urbano de Campos — 24 Fevereiro 2010
Cerca de dois milhões de operários e outros trabalhadores turcos levaram a cabo, em 4 de Fevereiro, uma greve geral de um dia em apoio à luta dos trabalhadores da Tekel, a empresa pública que detém o negócio de tabacos e álcool. As doze fábricas que integram a Tekel foram vendidas pelo governo turco à multinacional norte-americana British American Tobacco e os seus 12 mil trabalhadores estão ameaçados de cortes salariais, despedimentos, de passarem à condição de precários e de ficarem impedidos de se organizarem.
Alisuper despede 400 trabalhadores
Sessenta e cinco dos 81 supermercados da cadeia Alisuper vão fechar em Lisboa e no Algarve (era a maior rede de supermercados do Algarve) até ao fim do mês. Esta cadeia de supermercados, que já declarara falência em Agosto e cujo plano de viabilização falhara, justifica com “graves dificuldades económicas” os encerramentos que acaba de anunciar. E prevê manter apenas 16 lojas no final de todo este processo, sendo, assim, atirados para o desemprego cerca de 400 trabalhadores. Isto é, quando os lucros não são convidativos, os capitalistas mudam de local ou de ramo de investimento.
Orçamento do Estado
A política é despedir e baixar nível de vida de todos os trabalhadores
Manuel Raposo — 21 Fevereiro 2010
Nos dez anos decorridos desde 2000, os funcionários públicos apenas tiveram um ano (2009) em que beneficiaram de aumento real de salário; em todos os outros perderam poder de compra, com aumentos abaixo da inflação. Com o anúncio feito pelo governo – prontamente apoiado por PSD e CDS e aplaudido pelo patronato – de que não vai haver aumentos reais até 2013, os trabalhadores do Estado terão pela frente mais 4 anos de perda de nível de vida. Mas não só eles.
Greve em Neves Corvo
20 Fevereiro 2010
A mina de Neves Corvo, em Castro Verde, emprega 900 trabalhadores e produz anualmente mais de dois milhões de toneladas de cobre em bruto. O descontentamento em relação à Somincor, concessionária da Neves Corvo, é grande. E maior entre os trabalhadores de fundo, que trabalham a 700 metros de profundidade e reivindicam mais 100 euros mensais por um trabalho muito penoso. Contudo, a administração recusa-se a aceitar esta justa reivindicação. Assim, os trabalhadores iniciaram em 16 de Fevereiro uma greve de duas horas, no início de cada turno, por tempo indeterminado. No primeiro dia, a adesão à greve rondou os 90%. Mas a luta prossegue, pois é grande a determinação dos trabalhadores.
Serragem João Branco despede mais 21 trabalhadores
12 Fevereiro 2010
Em Agosto do ano passado, a Serragem João Branco, em São Miguel, Açores, já havia despedido 22 trabalhadores. Agora, despediu mais 21. A maioria destes trabalhadores pertencia aos quadros da empresa há vários anos. E os últimos já estavam com três meses de salários em atraso. Os trabalhadores, enganados com sucessivos adiamentos, ameaçam recorrer a tribunal, caso o proprietário não efectue o pagamento.
Trabalhadores gregos em luta
11 Fevereiro 2010
Milhares de trabalhadores da função pública, em greve, manifestaram-se dia 10 no centro de Atenas e Salónica. Foram gravemente afectados os serviços de saúde, os hospitais, as escolas públicas, os caminhos-de-ferro e os aeroportos. Os trabalhadores lutam contra as medidas de austeridade que o governo grego, pressionado pela Comissão Europeia, quer impor a quem trabalha. Entre as gravosas medidas previstas salienta-se: redução do salário real, restrições à contratação e supressão de benefícios fiscais. Uma das palavras de ordem dos manifestantes, também conhecida entre nós: “Os ricos que paguem a crise”. No dia 24, são os trabalhadores do sector privado que estarão em luta.
Denúncia
“Tratam-nos como lixo!”
6 Fevereiro 2010
A propósito de um texto que publicámos em Outubro de 2008, denunciando o regime de trabalho a que estavam sujeitos os funcionários de um call center da TMN em Lisboa, recebemos ainda recentemente mais duas denúncias de trabalhadoras de call centers, um da PT em Coimbra e outro da Optimus. Ambas confirmam o mesmo regime brutal de trabalho, as mesmas arbitrariedades, a constante espionagem a que os operadores são sujeitos por chefes e chefetes, as ameaças de despedimento e a insegurança no trabalho.