Tópico: Trabalho

Manifestações contra OE 2013 e contra o governo

26 Novembro 2012

Contra o ataque aos direitos dos trabalhadores, contra a precariedade e o desemprego, contra o brutal aumento de impostos previsto no OE 2013, realizam-se em Lisboa duas manifestações, nos dias 27 e 29.
Dia 27, 10h30, contra o Orçamento do Estado (votação final). Promovida pela CGTP, com concentrações prévias no Largo do Rato, no Jardim da Estrela e no Largo de Santos.
Dia 29, Manifestação Internacional dos Estivadores. Com a participação de centenas de estivadores de outros países. A AR debate a proposta governamental de um novo regime jurídico do trabalho portuário. Concentração na Praça do Município, pelas 13h, seguindo depois para a Assembleia da República.
Participa.


Largo apoio à greve geral, 14 Novembro

Urbano de Campos — 12 Novembro 2012

Poucas greves gerais terão tido um sentido político tão marcado como irá ter a de 14 de Novembro. As razões parecem evidentes.
A crise económica redundou numa crise política e governativa. Não há soluções à vista no quadro de “recuperação” que as classes dominantes defendem e tudo se encaminha para um agravamento da mesma política de austeridade. O crescendo dos protestos de massas coloca nos pratos da balança uma força de rua com que o poder não contava ainda há dois meses e que rompe os limites da tradicional oposição parlamentar. Em muitos sectores populares as exigências ultrapassam a questão reivindicativa imediata e colocam em causa o regime político, a falta de democracia, etc. Tudo se encaminha, por estes factos, para uma confrontação cada vez maior entre os interesses do Capital expressos nas medidas de austeridade e os interesses da massa trabalhadora.


Contra o Orçamento do Estado! Contra o capital!

25 Outubro 2012

Todos à Assembleia da República, dia 31, pelas 17h, no dia da votação, na generalidade, do Orçamento do Estado.

O OE 2013 é mais um violento assalto do capital às classes trabalhadoras. Consequências: agravamento das condições de vida da generalidade dos portugueses, mais de um milhão de desempregados e três milhões de pobres.


Greve dos estivadores

19 Outubro 2012

Os estivadores de quase todos os portos do país estão em greve desde há várias semanas. Neste momento, a paralisação tem lugar aos sábados, domingos e feriados e nos turnos da noite. Reclamam melhores condições de trabalho e a integração nos quadros das empresas de dezenas de trabalhadores e defendem as suas organizações sindicais ameaçadas pelas empresas portuárias. As empresas cervejeiras e a AutoEuropa queixam-se dos atrasos que a greve causa nas exportações e tentam criar o clima para a requisição civil dos estivadores. Mas se o problema são as exportações têm bom remédio: pressionem o governo para atender as reclamações dos estivadores.


Jornalistas em greve

18 Outubro 2012

Os jornalistas da agência noticiosa Lusa estão em greve até domingo próximo. Protestam contra um corte de 30% no financiamento do Estado à agência que põe em risco o funcionamento dos serviços. Dezenas de jornalistas concentraram-se na sede da agência e em frente da residência do primeiro-ministro defendendo o serviço público e acusando o governo de, com aquela medida, atentar contra o direito a uma informação democrática. Também os jornalista do Público fazem greve esta sexta-feira em protesto contra o despedimento de 40 colegas, a pretexto de “contenção de custos”, chamando a atenção para o facto de a Sonae de Belmiro de Azevedo, proprietária do jornal, ter lucros assinaláveis.


As razões da UGT

9 Outubro 2012

João Proença, líder da UGT, deu como razões para não aderir à greve geral anunciada pela CGTP o facto de os objectivos apontados serem “Fora a troika, abaixo o governo”. Ora, estas foram precisamente as razões que levaram à rua nos dias 15 e 29 de Setembro centenas de milhares de pessoas por todo o país. Em Janeiro, Proença e a UGT fizeram o frete ao governo de assinar um acordo de concertação social prevendo o aumento dos dias de trabalho, despedimentos mais baratos, horas extra de borla, menos subsídios de desemprego e por aí fora. Proença falou então em “vitória dos trabalhadores”. Agora que essas medidas são repudiadas publicamente por todo o lado, a UGT volta a amparar o governo.


“No estamos indignados, estamos hasta los cojones!”

Santiago Cuervo Porras — 20 Julho 2012

Às 2h30 da madrugada dava entrada na Puerta del Sol a “marcha negra”, 19 dias e mais de 400 quilómetros de caminhada sob o sol da Meseta para exigir ao ministério da Indústria que não seja cortada a subvenção ao carvão e se cumpra o que está aprovado nos Orçamentos Gerais do Estado para 2012.
Se a despedida aos mineiros asturianos foi feita por uma multidão em Pola de Lena, antes de subir a Puerto de Pajares, fronteira natural com a meseta leonesa e castelhana, a recepção em Madrid não o foi menos: ao grito de “Esta é a nossa selecção”, milhares de madrilenos desfilaram com a colunas mineiras chegadas de Leão, Astúrias, Aragão, Castela-A Mancha e Andaluzia. Uma vez mais, o povo de Madrid fazia gala da sua afamada solidariedade demonstrada nos momentos mais duros e difíceis da nossa história. As filas de mineiros flanqueadas e protegidas pelos bombeiros da capital recebiam emocionados as demonstrações de afecto dos que ali se tinham congregado.


Sabedoria e estupidez

12 Julho 2012

A propósito da greve dos médicos de 11 e 12 de Julho, um utente do SNS, da aldeia de Bessa, serra do Barroso (António Linhares, 82 anos) declarava: “Concordo em absoluto com esta greve, pois os médicos estão também a defender os utentes. O ministro tratou esta greve com os pés … pois eles têm razão, não se pode mandar tratar dos doentes um qualquer que faça mais barato”. Entretanto, um jovem videirinho da Comissão Política Nacional do PSD, Rodrigo Moita de Deus, escrevia num conhecido blogue de direita: “Vi na televisão centenas de médicos a celebrarem o feito de terem deixado milhares de portugueses sem cuidados de saúde”. Mais palavras, para quê?


“Se os nossos filhos passarem fome…”

Urbano de Campos — 6 Julho 2012

Mais de 200 mineiros de vários pontos do norte de Espanha caminham desde dia 22 de Junho em direcção a Madrid, onde contam chegar no dia 11, numa Marcha Negra em que reclamam a reposição dos apoios estatais à exploração de carvão. Os cerca de 8 mil mineiros espanhóis (das Astúrias e Leão, mas também de Castela e de Aragão) entraram em greve por tempo indeterminado em final de Maio, quando o governo de Rajoy anunciou um corte drástico nos subsídios que ameaça pura e simplesmente fazer encerrar as minas de carvão. A determinação dos mineiros asturianos ficou bem patente nos confrontos com a polícia. E o seu sentido de classe ficou também bem expresso nas sucessivas manifestações já realizadas. Numa delas, uma faixa dizia: “Se os nossos filhos passarem fome, os vossos verterão sangue”.


Dia 30, manifestações pelo Direito ao Trabalho

26 Junho 2012

O agudizar da crise do capitalismo, na sua fase senil, faz alastrar uma calamidade entre as classes proletárias, com milhões de desempregados, precários e pobres. Em Portugal, os governos do patronato projectam em vão uma saída, procurando que sejam os trabalhadores a pagar a crise. Mas é papel dos explorados e oprimidos lutar pelos seus direitos, ao mesmo tempo que dificultam a vida aos capitalistas. No dia 30 de Junho, pelas 15h, promovidas pelo Movimento Sem Emprego (MSE), realizam-se diversas manifestações pelo Direito ao Trabalho: Lisboa, Largo Camões; Porto, Praça da Batalha; Braga, Avenida da Liberdade; Coimbra, Praça da República.


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