Tópico: Breves

Acordo Irão-China

10 Dezembro 2007

Irão assinou com a empresa petrolífera chinesa Sinopec um contrato no valor de 2 mil milhões de dólares (cerca de 1500 milhões de euros) para desenvolvimento do campo patrolífero de Yadaravan, com uma capacidade de 3,2 mil milhões de barris (44 vezes a actual produção diária mundial). O Irão aproveita assim a concorrência entre as potências mundiais para defender o melhor que pode os seus interesses e, sobretudo, aliviar a pressão exercida pelos EUA.


Tanta pobreza

8 Dezembro 2007

Segundo a Lusa e a Agência Ecclesia, uma delegação do Bloco de Esquerda avistou-se, a 4 de Dezembro, com o bispo do Porto, D. Manuel Clemente, para lhe transmitir a sua “apreensão face à pobreza no distrito”. A notícia está no facto de o dirigente nacional do BE João Teixeira Lopes ter dado especial destaque à declaração do bispo de que aquela preocupação é “uma frente comum”.


Democracia suíça

Uma parada militar em Lugano (Suíça) foi perturbada, há duas semanas, pelo grupo Exército de Palhaços que assim exprimia o seu antimilitarismo e o descontentamento pela série de exibições bélicas que vieram perturbar a vida da população. Quando se infiltraram no desfile da tropa, os palhaços vestidos de militares provocaram tanto riso na população como fúria nas forças repressivas. Onze deles foram presos. Também não escaparam os habitantes, incluindo velhos e crianças, que se manifestaram em frente da esquadra a favor dos “palhaços de guerra”: a polícia carregou sobre eles com matracas e gases urticantes, prendendo 5 e ferindo 10. Isto no preciso momento em que as Forças Armadas celebravam a sua eficiência como esteio da democracia suíça.


Armas de urânio na agenda da ONU

7 Dezembro 2007

A Assembleia Geral das Nações Unidas adoptou ontem (ver nosso artigo com apelo do Tribunal-Iraque) uma resolução que exprime preocupação com os “efeitos do uso de armas e munições com urânio empobrecido” e decide incluir o tema na sua agenda de 2008. A resolução foi aprovada por 136 votos, contra 5 (EUA, Israel, Reino Unido, Holanda e República Checa) e 36 abstenções, entre estas a de Portugal. A França, que antes votara contra, não participou na votação. O governo de Sócrates ignorou, assim, as posições dos portugueses que lhe exigiam a modificação do sentido de voto. (Ver www.banthepleteduranium.org Texto da resolução: http://www.un.org)


A naqba fez 60 anos

30 Novembro 2007

Em 29 de Novembro de 1947, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovava – por 33 votos contra 13 e 10 abstenções – a Resolução 181, plano de partilha da Palestina, então sob mandato britânico. O plano previa a criação de um Estado judaico, de um Estado Árabe e de um enclave internacional em torno da cidade de Jerusalém. Esse dia ficou conhecido, para os habitantes judeus da região, como yishuv (o alívio); para os árabes é a naqba (a catástrofe). (NouvelObs.com)


Vietname: Nike em greve

29 Novembro 2007

Os 10 mil trabalhadores da fábrica de sapatos Tae Kwang Vina, que produz exlusivamente para a Nike, perto da cidade de Ho Chi Min (antiga Saigão), estão desde terça-feira em greve pelo direito a férias pagas e por melhor alimentação na cantina. É o segundo grande protesto do ano contra a multinacional no continente asiático, depois de esta ter tentado despedir 14 mil trabalhadores na sua fábrica de Jacarta (Indonésia), em Julho, e de ter sido obrigada a recuar pela oposição dos trabalhadores. “Não sabemos quando voltamos ao trabalho”, afirmou um dos dirigentes sindicais da fábrica vietnamita. A indústria do calçado é a terceira mais importante do Vietname, a seguir ao petróleo e aos têxteis.


Tapem-lhes a boca

As declarações do inspector-geral da Administração Interna (ver em baixo “Quando são eles a dizer”) incomodaram os adeptos do Estado musculado. Clemente Lima confirmou o que já se sabe: a polícia faz muita “exibição da pistola”. Os protestos mais curiosos foram os do presidente do PSD, que criticou o governo por “não ter mão” nos funcionários. Os factos denunciados pelo magistrado não merecem a atenção de Menezes, nem sequer para os tentar desmentir. Menezes ataca o governo por não tapar a boca aos funcionários do Estado por si nomeados. Veja-se, por este exemplo, o significado dos pactos que, sob a capa do interesse do Estado, estão a ser negociados entre PS e PSD para a justiça, a lei eleitoral, as obras públicas e o mais que se verá.


Nem a morte escapa

28 Novembro 2007

O primeiro canal funerário do mundo, a estrear em 2008 na televisão alemã, emitirá obituários e homenagens dos familiares aos falecidos, por uma quantia que pode ir até aos dois mil euros. O seu criador justifica a iniciativa pela necessidade de “as televisões diversificarem os produtos” e lembra que o mercado funerário “está por explorar”.
Também “para combater o monopólio da necrologia nos jornais”, o canal português Porto Canal já lançou uma rubrica com anúncios de óbitos e mensagens aos falecidos.


Quando são eles a dizer

25 Novembro 2007

Clemente Lima, magistrado, inspector-geral da Administração Interna, afirma em entrevista ao Expresso que nem a GNR, nem a PSP têm formação suficiente em matérias de direitos fundamentais dos cidadãos. Diz ser “inadmissível a polícia ir a um sindicato pedir informações sobre uma manifestação”, como aconteceu na Covilhã. Ou, ainda, que “não podemos ter como resultado de uma infracção de trânsito a pena de morte”, em referência a uma perseguição policial ocorrida no Porto, em 2006, em que um condutor acabou morto a tiro. Quem faz o alerta não é um “perigoso esquerdista”, é um homem do aparelho de Estado – apenas falando com desassombro.


RTP à mercê da concorrência

O novo presidente da RTP, Guilherme Costa, foi presidente do ICEP, da Gescartão e da Portucel-Viana; foi membro dos conselhos de administração da Sonae-Indústria, da Portucel e da Soporcel; é administrador não executivo da Impresa (de Balsemão); é membro dos órgãos de fiscalização das empresas do grupo Sonae (de Belmiro). Balsemão disse à Lusa que tem “uma excelente opinião sobre a competência e a independência” de Guilherme Costa. Competência talvez; o grande capital sabe escolher os seus gestores. Mas “independência”? de quem? A RTP-RDP, o mais poderoso grupo de comunicação social português, suportado com dinheiros públicos, fica mais abertamente à mercê do capital privado e da concorrência. É a transparência de Sócrates, do seu ministro Santos Silva e do PS.


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