Tópico: Breves

Greve geral na Grécia

18 Fevereiro 2008

Convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores e pela União dos Empregados Civis, a greve geral cumprida no dia 13 afectou significativamente os transportes ferroviários e urbanos, os portos e aeroportos, as escolas, os hospitais e os bancos, assim como diversos ministérios e empresas. O protesto dirigiu-se contra os planos do governo grego quanto à segurança social – à semelhança do governo português, pretende obrigar os trabalhadores a trabalhar até mais velhos e a receber pensões menores.


Paladinos da “ordem”

17 Fevereiro 2008

O Diário de Notícias de dia 9 titulava a toda a largura da primeira página: “PSP de Lisboa sem boquilhas para fazer testes ao álcool”. Na mesma edição, em página interior, a carga policial no Grémio Lisbonense era justificada como simples uso dos “meios adequados para repor a ordem”. O tema das boquilhas, em si ridículo, transporta uma mensagem: pobres polícias, sem meios para fazerem cumprir a lei. A insinuação é clara: tudo em reforço dos meios repressivos. E quando “os meios” são plenamente usados (e abusados), palmas que se repôs “a ordem”. Com campanhas deste tipo, a imprensa reaccionária preparou o terreno ao fascismo, há mais de 80 anos. Na altura, declarava-se abertamente antidemocrática; hoje afirma-se “democrática”; mas a “autoridade” imposta à bastonada é fito comum.


Brutalidade policial no Grémio Lisbonense

11 Fevereiro 2008

Uma violenta carga policial, em 8 de Fevereiro, atacou sócios e frequentadores do Grémio Lisbonense. Quatro pessoas foram hospitalizadas e uma foi presa. Pretexto: o despejo do Grémio, para que o senhorio possa levar a cabo um projecto imobiliário, em local muito apetecido pelos especuladores. Nos últimos meses, a defesa das instalações históricas do Grémio (mais de 150 anos) atraiu muitos jovens e personalidades, tornando-o um popular e activo centro cultural. Apesar da resistência, as instalações foram ocupadas pela polícia e estão fechadas. É mais uma associação no centro da cidade vítima da ganância imobiliária. Apenas a luta dos apoiantes do Grémio e da população de Lisboa, sem ilusões em grandes salvadores (Câmara, etc.), pode ainda impedir mais esta perda. (MV / CMA-J)


Ensino de nível

10 Fevereiro 2008

Dois sociólogos ouvidos na Assembleia da República acusaram escolas públicas de rejeitarem alunos com historial de insucesso escolar, nomeadamente de origem social baixa, para que os estabelecimentos apresentem maiores níveis de sucesso.


Dúvidas da ONU

Depois de muito discutir, a ONU não chegou a acordo sobre se existe ou não uma “crise humanitária” em Gaza. Um milhão e meio de pessoas estão cercadas pelas tropas israelitas, são sujeitas a incursões militares mortíferas, são privadas de electricidade e de bens de consumo diário, os hospitais não têm meios nem medicamentos, mas mesmo assim há dúvidas. Os mesmos que agora duvidam, nomeadamente os EUA, estão seguros que no Darfur, pelo contrário, a crise é evidente e que o governo sudanês tem de ser encostado à parede. Acontece que no Darfur há petróleo e capitais chineses em força. Em Gaza há só palestinos cercados por um país aliado.


Sinais do desastre

8 Fevereiro 2008

Um relatório divulgado em Washington no fim de Janeiro revelava os riscos de fracasso da operação militar dos EUA no Afeganistão. O desaire conheceu um novo episódio com a recusa do governo alemão em enviar mais tropas para o teatro de guerra. A Alemanha tem no terreno 3.500 homens que não participam em acções de combate. O pedido dos EUA, feito pelo secretário da Defesa Robert Gates aos parceiros da Nato era para o envio de mais 3.200 homens para as zonas de combate. Um jornal alemão revelou que a carta de Gates estava escrita em termos “invulgarmente rudes”. Também a França, a Bélgica, a Espanha, a Itália limitam a sua participação para evitar baixas. A reunião dos ministros da Defesa da Nato iniciada ontem, 7 de Fevereiro, na Lituânia, confirmou as divergências no seio da Aliança.


Lições da crise

7 Fevereiro 2008

Toda a retórica patronal e governamental, em todo o mundo, sobre a redução do papel do Estado cai por terra com os apelos lancinantes para que o Estado intervenha na crise financeira originada nos EUA e salve a economia da bancarrota. Com isto cai por terra igualmente o suposto papel regulador do mercado, que nas circunstâncias da crise se torna precisamente factor de agravamento das falências e do descalabro económico. Nada como momentos destes para se ver como o capitalismo faz dos ganhos questão privada e trata as perdas como assunto social.


Gandhi

Os 60 anos do assassinato de Gandhi, dirigente do movimento de libertação da Índia da colonização britânica, foram evocados, como de costume, com rasgada apologia dos métodos não violentos preconizados por Gandhi. Foi isso que o transformou, de resto, numa figura digna de todos os elogios por parte da velha Europa colonialista. O pacifismo de Gandhi não foi, no entanto, correspondido pelos que, no mundo ocidental, hoje apontam o seu exemplo: a libertação custou aos indianos milhares de mortos, chacinados pelas tropas britânicas que agradeciam a não violência dos seguidores do Mahatma (Grande Alma).


Base das Lajes: negócio em curso

6 Fevereiro 2008

O nome dos Açores está hoje lamentavelmente ligado à guerra do Iraque e aos voos da CIA com prisioneiros para Guantânamo. Mota Amaral, ex-presidente do Governo Regional dos Açores, interpelou o governo de Sócrates sobre as negociações que este mantém com os EUA desde 2007, visando instalar um campo de treino para aviões no território açoriano com mais 200 km2.
Mota Amaral não está preocupado com os crimes praticados ou a praticar pelos EUA a partir da base. O que sobretudo está em causa nesta interpelação são as contrapartidas norte-americanas no negócio e outras questões que comprometam o PS, de modo a que tal possa ser utilizado a nível partidário local pelo PSD.


EUA perdem 17 mil empregos

4 Fevereiro 2008

A crise económica agrava-se nos EUA que em Janeiro perderam 17 mil postos de trabalho, situação que só tem paralelo há quatro anos atrás. Este valor é o saldo entre empregos criados e desaparecidos. O sectores mais atingidos são os da construção e o da indústria manufactureira, mostrando que a crise do crédito alastra à chamada “economia real”, destruindo meios de produção. Pior que tudo, os especialistas esperavam a criação de 80 mil empregos – sinal de que a sua capacidade de previsão sobre a evolução dos acontecimentos é nula


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