Tópico: Breves

Tyco Electronics pára

10 Dezembro 2008

A administração da multinacional Tyco Electronics, fábrica de componentes para a indústria automóvel, em Évora, decidiu parar duas semanas a partir de 19 de Dezembro. E procura obrigar os trabalhadores a gozarem agora as férias do próximo ano. A atitude da administração da fábrica, que emprega cerca de 1600 pessoas e que tem bastantes encomendas em carteira, surpreendeu os trabalhadores, pensando alguns deles que a administração está a fazer pressão para receber algum apoio dos 900 milhões de euros que o governo reservou agora para o sector automóvel. Isto, a juntar aos 23 milhões de euros de apoios que a empresa já recebeu.


Duas nações

3 Dezembro 2008

Pela segunda vez, o governo abre linhas de crédito às empresas. Desta vez são 1400 milhões de euros que se somam ao pacote de 1700 milhões destinado às pequenas e médias empresas. Os sacrifícios impostos à população trabalhadora durante os últimos três anos para controlar o défice foram um modo de salvaguardar o lucro das empresas, enquanto a crise não vinha. Uma vez desencadeada, é desses mesmos sacrifícios, agora agravados, que vêm os milhões dados às empresas a título de salvamento da economia “nacional”. Há assim uma nação que paga e uma nação que recebe.


Greve dos professores

2 Dezembro 2008

A Plataforma Sindical dos Professores, que não abdica da suspensão da actual avaliação, convocou uma greve nacional de professores e educadores para o próximo dia 3 de Dezembro. A ministra “anarquista” – como ela própria se qualifica em entrevista dada ao Público – parece cada vez mais isolada na sua política. De salientar que a elevada participação de docentes (cerca de 70 mil) verificada nas diversas concentrações realizadas de norte a sul do País, leva à previsão de uma ampla paralisação nas escolas, no próximo dia 3.


Nova greve nos CTT

30 Novembro 2008

Terça-feira, dia 2, os trabalhadores dos CTT começam uma greve de 4 dias contra a imposição do novo Acordo de Empresa, que lhes retira direitos adquiridos e os exclui do aumento salarial de 2,8% concedido a outros trabalhadores cujos sindicatos assinaram o referido Acordo. Esta paralisação vem na sequência de vários dias de greve e manifestações efectuadas já este ano. Segundo informação do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) “a greve abrange todos os trabalhadores dos CTT, mas será na distribuição da correspondência que ela se fará sentir mais”.


Sistema financeiro em pane

Num relatório de Novembro, o BPI receia que o sistema financeiro português não dê resposta às necessidades de financiamento dos privados e das empresas. Motivos: a) o crédito bancário representa 70% dos meios de financiamento da economia portuguesa, isto é, a maioria das empresas não tem meios próprios de financiamento; b) o disparar do crédito nos últimos anos não foi acompanhado pelos depósitos, o que levou a banca a endividar-se no estrangeiro; c) depois de a crise financeira ter afundado a economia, agora é a quebra da economia a retirar meios ao sector financeiro. Quem disse que o sistema financeiro português era “imune” desvalorizou os laços entre as economias do capitalismo mundial.


Uma ajuda aos saltimbancos

28 Novembro 2008

O ministro do Trabalho desmentiu o presidente da Segurança Social sobre o destino de 300 milhões de euros da Segurança Social depositados no falido BPN. José Gaspar, do IGFSS, afirmou que, no Verão, o governo levantou aquela quantia, de um total de 500 milhões, quando já sabia da situação crítica do banco. Mas Vieira da Silva garantiu não ter havido levantamento, apenas um “movimento de tesouraria”. Tesouraria ou não, o certo é que o governo tinha 500 milhões num banco especializado em trafulhices; e que ainda lá terão ficado 200 milhões. Isto, mais os mil milhões aplicados para salvar o BPN é para já a “nossa” contribuição, decidida pelo governo, para ajudar a trupe de Oliveira e Costa.


Não sabemos como agradecer

27 Novembro 2008

Apesar da intransigência em manter a proposta de aumentos salariais dos funcionários públicos nos 2,9%, o governo mostra-se um verdadeiro mãos-largas no que respeita ao subsídio de refeição: mais 4 cêntimos e não se fala mais nisso. A generosidade do engenheiro Sócrates não tem limites.


O Polvo

24 Novembro 2008

Dias Loureiro, conselheiro de Estado e ex-administrador da SLN/BPN, nada viu, nada sabe, nada desconfiou, em relação às falcatruas praticadas nestas empresas. Quem observou com atenção as suas respostas à RTP1, e o desmentido de António Marta (antigo vice-governador do Banco de Portugal), ficou elucidado sobre a “inocência” daquele ex-ministro de Cavaco Silva. Talvez o mesmo se passe com outras personagens que também têm transitado entre os negócios privados e o aparelho de Estado, como Rui Machete e Daniel Sanches. E, talvez, no fim, só fique Oliveira e Costa (que já acautelou o seu património) a passar uns tempos na cadeia, para “calar a boca do povo”. É importante estar alerta.


Em defesa do Sara Ocidental

21 Novembro 2008

De acordo com informação prestada pela Plataforma Internacional de Juristas por Timor-Leste (IPJET), até ao dia 4 de Dezembro encontra-se a circular pelo mundo inteiro uma petição pelo Sara Ocidental. O objectivo é que o território do Sara Ocidental não seja incluído no Estatuto Avançado que está a ser negociado entre Marrocos e a União Europeia. Se esse território for incluído nas negociações, a União Europeia estará claramente a legitimar a ocupação ilegal do Sara Ocidental levada a cabo por Marrocos, o que é inaceitável por constituir uma violação inequívoca do direito internacional.
Contactos IPJET: labarek@gmail.com ipjet2@gmail.com


Que lata!

20 Novembro 2008

Por ocasião do lançamento do Boletim de Outono do Banco de Portugal, fica-se a saber que o dr. Vítor Constâncio responsabiliza o “generoso regime do subsídio de desemprego” vigente pela existência do desemprego de longa duração. Não é a primeira vez que este senhor, que recebe anualmente centenas de milhar de euros como governador do Banco de Portugal e que é detentor de diversas propriedades imobiliárias e fundos de investimentos, ousa falar contra os “salários elevados” dos trabalhadores ou os “subsídios generosos” dos desempregados. É preciso não ter nenhuma vergonha na cara! É assim o capitalismo: paga muito bem à minoria que lhe dá boas razões para pagar muito mal à maioria.


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