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Tópico: Breves
Crise gera onda de chauvinismo
6 Fevereiro 2009
A crise económica está a gerar, entre os trabalhadores dos diversos países, reacções nacionalistas e de rejeição dos imigrantes. Nos EUA os alvos são sobretudo os trabalhadores de origem latina, e também crescem os ataques racistas. No Reino Unido, centenas de trabalhadores têm-se manifestado contra italianos e portugueses que trabalham nas refinarias do norte do país, exigindo prioridade de emprego para os nacionais britânicos. Na Islândia, levada à bancarrota, igualmente os estrangeiros, portugueses nomeadamente, foram hostilizados. Factos que mostram a importância de travar um combate ao nacionalismo que divide as classes trabalhadoras e que as torna instrumentos do capital em crise.
Ramada luta por centro de saúde
Os moradores de Ramada, Odivelas, desde 2003 que lutam por um Centro de Saúde para a sua freguesia, a maior do concelho de Odivelas. Numa acção reivindicativa, em 31 de Janeiro, promovida pela Comissão Pró-Centro de Saúde e pela Junta de Freguesia de Ramada, participaram cerca de meia centena de moradores que, para além de outras medidas a adoptar, decidiram solicitar ser recebidos de urgência pela Ministra da Saúde. Será que estas questões não fazem parte das apregoadas medidas de protecção social do governo de José Sócrates?
Desemprego em Alcanena
5 Fevereiro 2009
Cerca de 100 trabalhadores da centenária fábrica de curtumes Constantino Mota, em Alcanena, vão pedir a suspensão dos seus contratos de trabalho, depois de a administração da empresa ter decidido pedir a insolvência. Além das elevadas dívidas à Banca, à Segurança Social e aos fornecedores (perto de 9 milhões de euros), a empresa ainda deve dois meses de salários aos trabalhadores que, neste momento, estão a passar por grandes dificuldades económicas.
Iraque: qual vitória?
A propósito das eleições locais iraquianas realizadas em 30 de Janeiro – que a imprensa fiel ao dono norte-americano elogiou como mais uma “vitória da democracia” – o jornal The Nation (EUA) publica um artigo em que John Tirman (director executivo do Centro de Estudos Internacionais do MIT) lembra, com base em números indesmentíveis, o resultado dos 6 anos de ocupação do Iraque: 4,5 milhões de desalojados, 1 a 2 milhões de viúvas, 5 milhões de órfãos, 1 milhão de mortos. De um modo ou de outro, lembra o autor, um em cada dois iraquianos foram atingidos. “Será difícil”, comenta John Tirman, “descrever isto como uma vitória seja de que tipo for”.
Em defesa do emprego na Euronadel
2 Fevereiro 2009
A Euronadel, fábrica de agulhas para a indústria têxtil, em Abóboda, Cascais, através do director-geral e da gerência, informou os trabalhadores e a comunicação social que ia iniciar um processo de despedimento colectivo dos 182 trabalhadores da empresa. A multinacional, que tem vindo a deslocalizar a produção para outras unidades, está a tentar aproveitar a crise para liquidar a produção nesta fábrica. Os trabalhadores, que estão dispostos à luta para defender os seus postos de trabalho, concentram-se, dia 3 de Fevereiro, junto ao Ministério da Economia, onde pretendem ser recebidos.
Porto debate Palestina
30 Janeiro 2009
Decorre este sábado, dia 31, no Porto, um debate sobre a Palestina no Sindicato dos Seguros, Rua do Breyner. Participam Randa Nabulsi, representante da Autoridade Palestiniana; Fernando Maurício do CPPC; o jornalista Rui Pereira; e Emílio Rubio, da Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência. A sessão unitária é promovida pelas seguintes organizações: Associação José Afonso/Norte, BE, Frente Anti-Racista, JCP, MDM, Movimento Humanista, PCP, Porto com Cuba, Casa Viva, STAL/Porto, Terra Viva, Tribunal-Iraque, União dos Sindicatos do Porto, UNICEPE e Universidade Popular do Porto. Defendendo uma Palestina Livre, a convocatória afirma que “Esta agressão acabou, mas a guerra não terminou”.
Greve geral em França
A greve geral em França, dia 29, promovida pelos principais sindicatos, foi um protesto contra o desemprego (já este ano foram despedidos mais de 100 mil trabalhadores, no país), contra o ataque aos serviços públicos e contra o dinheiro gasto para salvar os grandes empresários e banqueiros (lá como cá), em detrimento de quem vende a sua força de trabalho. Na greve participaram muitos milhares de trabalhadores dos transportes públicos, dos aeroportos, das escolas e universidades, dos hospitais e correios, da indústria automóvel, dos bancos, rádios e televisões. Numerosas manifestações realizaram-se por todo o país, envolvendo cerca de um milhão e meio de trabalhadores.
Vinho roubado
29 Janeiro 2009
O embaixador israelita na Grécia enviou em Dezembro a Theodoros Pangalos, deputado grego, três garrafas de vinho de boas-festas. Pangalos devolveu-as dizendo: “Reparei que o vinho que me enviou foi produzido nos Montes Golã. Desde criança ensinaram-me a não roubar e a não aceitar coisas roubadas. Não posso, pois, aceitar o presente e tenho de devolvê-lo. O seu país ocupa ilegalmente os Montes Golã que pertencem à Síria, de acordo com a lei internacional. Espero que Israel encontre segurança dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, mas também espero que o seu governo cesse de praticar a política de punição colectiva aplicada em escala maciça por Hitler e os seus exércitos”.
País Basco: detidos 8 independentistas
27 Janeiro 2009
O Estado espanhol, através do juiz Baltasar Garzon, colocou em “detenção preventiva” 8 militantes independentistas que procuravam formar uma lista concorrente às eleições locais de 1 de Março. Segundo Garzon, os factos apontados aos 8 militantes “poderiam constituir um delito de participação em organização terrorista”. Dada a ilegalização do Batasuna, as duas novas organizações independentistas que pretendem concorrer às eleições no País Basco são a Askatasuna (“Liberdade”) e D3M (Democracia 3 000 000). A engenharia jurídica do “democrático” Estado espanhol está a tentar retirar qualquer hipótese de luta legal aos independentistas bascos.
Rumo a uma sociedade nazi?
26 Janeiro 2009
É conhecido como nos “democráticos” EUA há regras tão rígidas para determinadas questões – já não falando na perseguição a comunistas e a “terroristas” – que tornam o dia a dia dos cidadãos verdadeiramente irrespirável. São numerosos os exemplos por todo o país, desde o aparelho de estado às empresas, mas há uma empresa que se esmera nas regras. A Clarian Pledge promete rescindir os contratos aos seus trabalhadores fumadores, hipertensos, obesos ou que tenham os níveis de glucose ou colesterol elevados. Não, seguramente, pela saúde de quem trabalha, mas pela saúde da empresa.