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Tópico: Breves
Afastar a ideia perigosa
9 Setembro 2011
“Os ricos já perderam grande parte das suas fortunas na crise da Bolsa. (…) Dificilmente haverá consenso técnico e ainda menos coragem política [para as alterações fiscais incidirem em todas as outras fontes de riqueza, incluindo o património]. O que se espera, por isso, é apenas uma alteração do IRS que, se não der grandes contributos ao combate ao défice, ao menos servirá para afastar a ideia perigosa de que a crise está a ser paga pelos suspeitos do costume”. Editorial do Público de 26 de Agosto.
Tumultos
6 Setembro 2011
Passos Coelho alertou que não se deve confundir o direito à manifestação e à greve com “aqueles que pensam que podem incendiar as ruas” e trazer “o tumulto” para o país. O primeiro-ministro falava então em Campo Maior, durante a sessão de encerramento das Festas do Povo. Com este aviso, talvez Passos Coelho esteja a seguir os conselhos do seu mentor Ângelo Correia, ex-ministro da Administração Interna que, na altura, ficou conhecido pela sua famosa “Insurreição dos pregos”. Falando assim, o primeiro-ministro pretende intimidar os trabalhadores e os militantes políticos, ameaçando-os com as forças repressivas, praticando, de facto, terrorismo de estado contra os opositores do governo.
Cães de fila
2 Setembro 2011
“Os ricos já pagam a crise. Quando as taxas progressivas de impostos são aplicadas a quem ganha mais, eles estão a pagar muito mais. Toda a tributação que existe em Portugal já penaliza mais os ricos que os pobres”. Afirmações feitas em 31 de Agosto por Ângelo Correia, PSD, ex-ministro e empresário, contra a criação de um imposto especial sobre as grandes fortunas. Ângelo Correia é presidente dos Conselhos de Administração do Grupo Fomentinvest e da Lusitaniagás, vogal do Conselho de Administração da Fundação Ilídio Pinho, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa e cônsul honorário do Reino da Jordânia em Portugal.
Demasiado tolerantes
1 Setembro 2011
Cerca de mil pequenos agricultores do Douro manifestaram-se na Régua, a 31 de Agosto, diante do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto em protesto pela redução do volume de vinho que o instituto compra aos produtores, facto que ameaça arruiná-los. Apesar da presença da GNR, e dos apelos à calma de uma dirigente da associação dos vitivinicultores, os agricultores, homens e mulheres, atacaram as instalações, partiram vidros e despejaram uvas em frente ao edifício. Uma mulher, referindo-se à GNR, dizia: “Estes vagabundos de G3 deviam era ir trabalhar”. E um outro manifestante, contrariando uma jornalista que questionava os actos menos pacíficos, respondeu: “Nós temos sido é muito tolerantes”.
Ponte aérea
13 Julho 2011
Sete mil milhões de dólares desapareceram sem rasto entre os EUA e o Iraque. O dinheiro, em notas, transportado em aviões militares, pertencia ao fundo iraquiano resultante da venda de petróleo por alimentos no tempo de Saddam Hussein e fora apreendido pelos EUA nas vésperas da invasão do Iraque. Após três investigações, os norte-americanos admitiram pela primeira vez que o dinheiro pode ter sido roubado, sugerindo que terá ido parar às mãos dos seus aliados no poder em Bagdad. Acontece porém que esses mesmos aliados dizem tratar-se não de 7 mas de 18 mil milhões. O que deixa a suspeita de 11 mil milhões se terem sumido antes de chegarem ao Iraque. Quando não há moralidade, comem todos.
Kabul Bank
9 Julho 2011
Uma gigantesca fraude bancária ocorreu no Afeganistão. Sob a forma de empréstimos sem documentação, 850 milhões de dólares, de um total de mil milhões, do Kabul Bank, foram doados a accionistas que compraram 35 mansões no Dubai, acções em companhias de petróleo e centros comerciais. Beneficiários: os dirigentes do país, apoiados pelos EUA. A campanha eleitoral do presidente Karzai, um seu irmão e outras figuras gradas do poder foram os destinatários do dinheiro. Um dos responsáveis, Kalilulah Ferosi, aguarda calmamente o resultado das investigações num luxuoso hotel de Cabul. Outro, o governador do banco Abdul Fitrat, fugiu do país para lugar seguro: os EUA, onde obteve autorização de residência permanente.
Refugiados
A agência da ONU para os refugiados revelou que havia em 2010 quase 44 milhões de deslocados em todo o mundo, cerca de 16 milhões dos quais fora dos seus países. Significativo ainda é o facto de serem os países pobres a suportar o maior fardo no acolhimento desses deslocados. O maior número é de afegãos, iraquianos, somalis e congoleses. Mais de metade são crianças com menos de 18 anos.
A lebre
8 Julho 2011
O governo PS foi a lebre que fez o trabalho sujo neoliberal da direita. Entre a fotocópia (PS) e o original (PSD) a maioria dos eleitores votou no original. Mas a globalização selvagem capitalista responsável pela actual crise está a esquecer a revolta social globalizada. FB
Despejos
6 Julho 2011
O despejo sumário, na Amadora, de um casal de cidadãos pobres e vulneráveis, transmitido em directo pela TVI, prova o que a troika externa e interna ambiciona para o que resta da nossa soberania: rasgar a Constituição e acabar com o direito à habitação. Nem de propósito, o famigerado economista Camilo Lourenço defendeu no programa Sociedade Civil, na RTP2, que a liberalização dos despejos imposta pela troika é fundamental para facilitar a mobilidade dos trabalhadores (!). Porque é que também não o despejam sumariamente da comunicação social? O disparate e a provocação têm limites. FB
Solidariedade com a Palestina
1 Julho 2011
No dia 5 de Julho, às 21h30, na Casa do Alentejo, realiza-se um debate de solidariedade com a Palestina. Esta iniciativa insere-se na campanha contra o muro com que as autoridade israelitas cercaram a Cisjordânia e pretende criar forças para organizar, a partir de Portugal, a participação numa caravana contra o muro e o bloqueio a Gaza. Trata-se de um debate organizado pelo Grupo de Trabalho das Revoluções Árabes, constituído nas Assembleias Populares do Rossio, e nele participam: Shaad Wadi (Comité Palestina), Sérgio Vitorino (M12M), António Serzedelo (Opus Gay) e Renato Teixeira (Rubra).