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Criminoso de guerra demite-se de director da CIA
13 Novembro 2012
O general David Petraeus, antigo comandante das forças de ocupação no Iraque e no Afeganistão, demitiu-se agora de director da CIA, por se ter descoberto que mantinha duas amantes. A demissão do chefe dos espiões não foi provocada pelas responsabilidades de Petraeus nas criminosas guerras imperialistas no Iraque e no Afeganistão. Deveu-se, para além dos pretextos de eventual perigo de chantagem, à pobre e hipócrita moral vigente, que normalmente vilipendia os responsáveis políticos quando estes mantenham relações “extra-conjugais” e considera heróis os criminosos de guerra.
Largo apoio à greve geral, 14 Novembro
A luta está boa, mas é preciso mais
Urbano de Campos — 12 Novembro 2012
Poucas greves gerais terão tido um sentido político tão marcado como irá ter a de 14 de Novembro. As razões parecem evidentes.
A crise económica redundou numa crise política e governativa. Não há soluções à vista no quadro de “recuperação” que as classes dominantes defendem e tudo se encaminha para um agravamento da mesma política de austeridade. O crescendo dos protestos de massas coloca nos pratos da balança uma força de rua com que o poder não contava ainda há dois meses e que rompe os limites da tradicional oposição parlamentar. Em muitos sectores populares as exigências ultrapassam a questão reivindicativa imediata e colocam em causa o regime político, a falta de democracia, etc. Tudo se encaminha, por estes factos, para uma confrontação cada vez maior entre os interesses do Capital expressos nas medidas de austeridade e os interesses da massa trabalhadora.
Merkel fora daqui
9 Novembro 2012
Dia 12 de Novembro, Angela Merkel estará em Portugal. A dirigente alemã vem inteirar-se pessoalmente de como se comportam os seus capatazes no extremo ocidental da Europa, confirmar se o saque imperialista prossegue em boa forma e reforçar as condições para que os capitalistas alemães façam aqui bons negócios, nomeadamente abocanhando boa parte do que ainda resta das privatizações. Mostremos-lhe que repudiamos esta política espoliadora e opressiva. De entre as várias iniciativas contra a presença de Merkel entre nós, no dia 12, destacamos duas concentrações em Lisboa:
– 15h, Praça Camões
– 16h, Largo do Calvário.
“Refundação” do memorando da troika ou a destruição do Estado Social
Pedro Goulart — 5 Novembro 2012
O projecto político de Passos Coelho e da sua gente assenta, desde o início, na existência de um Estado mínimo, destinado à defesa dos interesses da burguesia e mantendo apenas um aparelho de estado – polícias, justiça, defesa e uma parte burocrática – necessário ao domínio económico dos mercados e aos lucros do capital. A Saúde Pública, a Educação Pública e a Segurança Social acabariam, em grande parte, entregues à iniciativa privada, ficando os trabalhadores e os pobres relegados, muitas vezes, para um tratamento caridoso e de carácter assistencialista. Muito este governo já tem feito nesse sentido e só mais não fez até agora porque não o deixaram.
Editorial
O único rumo que pode dar frutos
2 Novembro 2012
Em ano e meio, o governo foi atirando medidas punitivas sobre os trabalhadores com o à-vontade de quem julgava que “a malta” suportaria tudo em nome da austeridade, resignada à ideia de “não haver alternativa”. Enganou-se: debaixo dum aparente conformismo a revolta foi crescendo e explodiu em Setembro nas duas grandes manifestações de 15 e 29. Os alvos políticos da fúria popular ficaram bem identificados: a austeridade, o governo e a troika. “Gatunos!” é a expressão que tudo resume.
O abalo abriu uma crise política no poder que está longe de sanada, provando que só através da luta de massas – e de uma luta de massas apontada contra o capital – se pode travar a política de austeridade.
Para as polícias há dinheiro
28 Outubro 2012
“Não vamos deixar de ser um País seguro”, afirmou o Ministro da Administração Interna, durante as jornadas parlamentares conjuntas PSD/CDS. Manter Portugal como País seguro “é uma aposta estratégica e uma prioridade política”, assegurou Miguel Macedo, que explicou aos deputados que em 2013 vai ser feito o reposicionamento de todos os agentes da PSP e da GNR no sistema remuneratório, aumentando o suplemento de segurança de 18% para 20% nessas duas forças e também o subsídio de fardamento de 200 para 300 euros. Assim, para protecção do governo e dos capitalistas seus mandantes há dinheiro, enquanto se afirma não haver para a Saúde, Educação e Segurança Social!
Os frutos da troika
26 Outubro 2012
Empresários gregos têm recebido “visitas” do partido neonazi Aurora Dourada (com 18 deputados no parlamento), propondo-lhes que despeçam os trabalhadores imigrantes e contratem trabalhadores gregos de uma lista de desempregados na posse do Aurora Dourada. Por outro lado, a própria polícia grega mostrou-se recentemente preocupada ao sentir-se substituída por militantes do Aurora Dourada que efectuaram uma operação relâmpago de controlo de identidade a vendedores de rua imigrantes. Também há dias, um ministro do actual governo grego foi acusado de ter fornecido listas de imigrantes e de crianças filhas de imigrantes que os nazis prometeram expulsar dos hospitais e das creches.
Contra o Orçamento do Estado! Contra o capital!
25 Outubro 2012
Todos à Assembleia da República, dia 31, pelas 17h, no dia da votação, na generalidade, do Orçamento do Estado.
O OE 2013 é mais um violento assalto do capital às classes trabalhadoras. Consequências: agravamento das condições de vida da generalidade dos portugueses, mais de um milhão de desempregados e três milhões de pobres.
Diversão jurídica
23 Outubro 2012
O governo da Grã-Bretanha continua a ameaçar invadir a embaixada do Equador em Londres para prender o líder do Wikileaks, Julian Assange, com o fito de o enviar para a Suécia numa diversão jurídica cujo objectivo final é entregá-lo aos EUA para ser julgado pelo “crime” de ter denunciado os crimes cometidos pelo imperialismo norte-americano. Esquecem estes países as suas embaixadas espalhadas pelo mundo? Fernando Barão
A preço de saldo
22 Outubro 2012
Quem são os responsáveis pelas dívidas das empresas públicas de 30 mil milhões de euros? São os administradores nomeados pelos governos PSD/PS/CDS cuja gestão incompetente e danosa visa as privatizações a preços de saldo. Fernando Barão
