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28 Janeiro 2026
Isto não é sociedade que se apresente (VI)
8 Agosto 2008
Uma barcaça (que para a TSF é uma “lancha”) com 120 imigrantes clandestinos, entre os quais 25 mulheres e 6 crianças, anda há três dias à deriva no Mediterrâneo, a 60 milhas da costa da Líbia, sem água nem gasolina. Vários apelos por telemóvel de um dos náufragos foram captados na ilha de Lampedusa onde se encontra um dos maiores campos de concentração para imigrantes, dos muitos existentes na Europa. Aos sobreviventes será aplicado o retorno forçado, a “directiva da vergonha” recentemente aprovada na UE. Entretanto a SIC mostrava “pacotes de férias” em Vilamoura, a 12.400 euros por pessoa/semana, com direito, entre outras coisas, a passeios em carros topo-de-gama e iates de luxo.
32 trabalhadores despedidos
O Primeiro de Janeiro tem edição ilegal
Rui Pereira / Rui Ferreira — 8 Agosto 2008
Após dois meses de salários em atraso, o despedimento ilegal dos jornalistas e outros trabalhadores e um reinício clandestino da edição, às mãos de redactores de um outro órgão de comunicação do grupo, O Primeiro de Janeiro, título com 140 anos de vida na imprensa portuguesa e portuense, tornou-se um exemplo emblemático da selvática gestão capitalista da comunicação social.
Independentistas bascos
A vida como pena
Rui Pereira — 8 Agosto 2008
A saída do ex-membro da ETA Iñaki de Juana Chaos no princípio de Agosto, ao cabo de 21 anos de encarceramento, foi antecedida e sucedida por uma campanha político-mediática sem precedentes, nem nos tempos mais agudos do «tratamento de choque» imposto ao problema nacional basco pelo ex-primeiro ministro Aznar e pelo seu partido, o Partido Popular, de direita.
Então e as regras do mercado?
7 Agosto 2008
“Haverá bancos que, no limite do crédito malparado, vão acabar a ser salvos pelos governos”, afirmou Alan Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos. Então o famoso mercado que tudo regulava, já não se aplica aos banqueiros? Regras do mercado só para despedir livremente trabalhadores, para encerrar empresas e para subir os preços dos bens de consumo. É claro que quando os governos intervêm para salvar os bancos privados o fazem com o dinheiro dos impostos pagos pelos trabalhadores. Maravilhoso mundo capitalista!
Multivending: trabalhadores resistem
7 Agosto 2008
O patrão da Multivending (ver notícia ao lado) entrou ontem nas instalações da firma e tentou sair, protegido pela polícia, com dinheiro que estava no cofre da empresa, cerca de 20 mil euros, ao que se julga. Mas os trabalhadores que faziam piquete formaram cordão e disseram que ele podia sair mas o dinheiro ficava. Perante a determinação mostrada, o patrão teve que deixar o dinheiro no cofre, o que para já representa uma pequena vitória. Entretanto, a SIC Notícias passou imagens no noticiário das 20 horas, facto que animou os trabalhadores por verem que a luta está a ser conhecida.
Poupar nos subsídios de desemprego
7 Agosto 2008
O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) costuma usar várias artimanhas para atenuar os números oficiais do desemprego e reduzir o montante dos subsídios que paga aos desempregados. Em auditoria da Provedoria de Justiça (que a CGTP agora divulgou) denuncia-se a situação de vários desempregados que perderam os respectivos subsídios, por, tendo sido convocados por carta, não comparecerem nos centros de emprego, devido a não terem recebido as notificações. E como nem sempre é fácil provar que não se recebeu…Fosse por falha dos correios ou por outra qualquer, o certo é que o MTSS fica a poupar nos subsídios.
A juíza racista
7 Agosto 2008
A juíza Ana Gabriela Freitas, do Tribunal de Felgueiras, na sentença proferida em 29 de Julho em que condenou cinco ciganos por confrontos com a GNR, acusou por junto os ciganos de serem “marginais” e “traiçoeiros”, de terem “pouca higiene” e de serem “integralmente subsídio-dependentes” do Estado. Estas apreciações provocaram, com razão, um coro de protestos e denúncias. Na Itália, esta juíza já estaria, por certo, a pôr em prática a base de dados racista anticigana do governo Berlusconi. Sendo os Tribunais um dos três poderes do Estado burguês, é um simples caso de “fugiu-lhes a boca para o que pensam”.
Abóboda, Cascais
Trabalhadores da Multivending exigem pagamento de salários atrasados desde Novembro
Manuel Monteiro — 6 Agosto 2008
Novos dados: Patrão impedido de sair com dinheiro da empresa. Ver na coluna ao lado Multivending: trabalhadores resistem.
O Mudar de Vida esteve com os trabalhadores da Multivending que cercam as instalações da empresa, situadas na rua Alfredo da Silva, na Abóboda, perto de Cascais. O ramo de actividade da empresa é o chamado “vending”, isto é, coloca máquinas de café e de sandes nos locais de trabalho. Os cerca de 40 trabalhadores estão em luta porque, desde Novembro do ano passado, têm ordenados e subsídios em atraso. A divulgação e o apoio às suas exigências são muito importantes, pois, como salientou um dos trabalhadores que falaram para o MV, “se ficarmos reduzidos à nossa pouca força e ao silêncio, poucas hipóteses teremos”.
Para os israelitas vale tudo
6 Agosto 2008
Os habitantes de Gaza vivem em condições inimagináveis de cerco militar, de cortes à energia e aos produtos essenciais, de desemprego e carências de toda a espécie. Os doentes graves que precisam de cuidados de saúde especializados e urgentes têm de ter autorização de Israel para se irem tratar fora. Mas o Shin Bet, serviço secreto militar israelita, encontrou o método para lidar com esta situação: “Ou te ligas a nós, como informador regular do que se passa em Gaza, ou não te deixamos passar para o hospital”. A secção israelita dos Médicos Pelos Direitos Humanos fez a denúncia em recente relatório com base em entrevistas a 32 palestinianos vítimas da chantagem. (Ha’aretz / AP)
Propaganda enganosa (II)
6 Agosto 2008
A “Cinemateca do Porto” − anúncio do ministro da Cultura largamente noticiado e muito aplaudido porque corresponde ao desejo dos portuenses expresso numa petição que andou a circular − é pura ficção. Há apenas umas salas na Casa das Artes a precisarem de restauro total. E uma cinemateca é muito mais do que isso: instalações técnicas de manutenção e recuperação de filmes, equipamentos caríssimos de laboratório e projecção, programadores e projeccionistas, centro de documentação, etc. Num ministério onde não há dinheiro sequer para pagar aos vigilantes dos museus, com que dinheiro (e com que competências) vai o ministro cumprir a promessa?