Um sinal vindo de África

27 Janeiro 2011

Depois da Argélia, a revolta social da juventude da Tunísia alastra pela África do Norte (Egipto) e pela península arábica (Iémen). Um aviso sério para as autocracias vendidas e submetidas à globalização capitalista. FB


Direita unida

22 Janeiro 2011

Não se sabe bem se foi por terem notícia de sondagens favoráveis a Cavaco que os líderes do PS começaram já a falar da futura “cooperação institucional” entre governo e presidência (Sócrates em Castelo Branco, Santos Silva em Matosinhos, Alberto Martins em Vila Real); ou se são as sondagens que reflectem o facto evidente de a direcção do PS preferir a vitória de Cavaco. Seja como for, não escapa a ninguém que, se o candidato da direita unida ganhar à primeira volta, isso se ficará a dever à parte do eleitorado socialista que integra essa direita e que se exprime tanto pela voz de vários dos dirigentes cimeiros do PS como pelo silêncio de outros tantos.


A “família socialista”

21 Janeiro 2011

Manuel Alegre reagiu à facada nas costas que lhe deu Correia de Campos dizendo “já estar à espera”, pelo facto de ele (Alegre) defender o Serviço Nacional de Saúde e o ex-ministro não. Mas isso ilude a questão fundamental: Correia de Campos, que é um dirigente político cimeiro do PS, exprime não apenas uma posição pessoal mas a de uma corrente do próprio PS. Se Alegre nunca foi um exemplo de oposição consistente à política de Sócrates, o acordo que agora o amarra à direcção do PS obriga-o ainda mais a optar por um silêncio comprometido e a ver em posições como a de Correia de Campos simples particularidades pessoais dentro da “família socialista”.


Recado de Sócrates

20 Janeiro 2011

Depois de ter declarado ao jornal i que não apoiava Manuel Alegre e que apenas Cavaco Silva “garante a estabilidade de que o país precisa”, Correia de Campos (ex-ministro da Saúde, liquidador do Serviço Nacional de Saúde para benefício dos hospitais privados e membro da Comissão Política do PS) desmentiu que com tais afirmações estivesse a apoiar Cavaco Silva. É este o modelo seguido por boa parte da direcção do PS: apoiar Cavaco de forma mais ou menos aberta e procurar garantir, em troca, a permanência do governo. Como comentava um leitor do dito jornal, “acho que Sócrates usou o Correia de Campos para mandar recados ao Manuel Alegre”.


Porquê votar contra Cavaco

19 Janeiro 2011

O regime está plenamente representado nas diferentes candidaturas presidenciais, da direita à esquerda. Mas uma larga faixa de gente revoltada não acredita nas propostas de campanha e não vê saída para a situação do país. Será essa a base e a razão maior da abstenção.

Falta uma candidatura que ataque os problemas a partir de fora e não de dentro do sistema instalado; que apresente os interesses das classes trabalhadoras sem o complexo derrotista de ter de “defender o regime” e “salvar a economia nacional”.

Nada de fundamental mudará, portanto, com as próximas eleições. Mas há uma diferença entre uma vitória de Cavaco Silva e uma derrota de Cavaco Silva. Não porque qualquer dos outros candidatos possa operar uma mudança do quadro político, mas porque a derrota do principal candidato da direita seria um incentivo para a resistência de massas. A aposta tem, por isso, de ser feita no sentido de derrotar Cavaco Silva – votando contra Cavaco.

Leia o texto completo da posição do colectivo Mudar de Vida sobre as presidenciais.


Vida e Resistência na Palestina

13 Janeiro 2011

A convite da Biblioteca Orlando Ribeiro, o Comité de Solidariedade com a Palestina participa numa sessão sobre Vida e Resistência na Palestina. Será apresentado o documentário O Muro de Ferro a que se segue um debate. A sessão decorre no sábado 15 de Janeiro, às 15 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro (Antigo Solar da Nora, Estrada de Telheiras, 146).


Caso Battisti em debate

12 Janeiro 2011

Sábado, 15 de Janeiro, às 15h, no Teatro Comuna (Pr. Espanha, Lisboa), realiza-se uma sessão de solidariedade com Cesare Battisti, exigindo a libertação deste preso político italiano, detido no Brasil. Apesar de Lula da Silva ter decidido não extraditar Battisti e conceder-lhe asilo, o Supremo Tribunal Federal brasileiro mantém-no preso, naquilo que pode ser uma manobra dilatória para, posteriormente, o devolver a Itália, como não cessam de exigir Berlusconi e o poder judicial italiano. A sessão é promovida pela Comissão de Defesa de Cesare Battisti e conta com a participação, entre outros, de Diana Andringa, José Mário Branco, Leandro Vichi, José Nuno de Matos e João Bernardo. Comparece.


Prendas

Manuel Raposo — 10 Janeiro 2011

botadatropa.jpgPor estes dias, ficámos a saber que 4050 GNRs, 1200 polícias e mais uns quantos militares foram promovidos até final de 2010, alguns com efeitos a 2007; e que, por isso mesmo, os ministérios da Defesa e da Administração Interna aumentaram no ano findo as despesas com pessoal em mais de 200 milhões de euros, tendo tido as maiores percentagens de crescimento destas verbas de entre todos os ministérios.
Soubemos também que o poço sem fundo do BPN já sorveu 5 mil milhões de euros; e que paira a ameaça de mais 2 mil milhões nos serem extorquidos para o mesmo efeito.


Cavaco e os 140%

9 Janeiro 2011

Que Cavaco Silva tenha comprado (numa operação de favor) e vendido aos seus amigos da SLN/BPN um conjunto de acções, obtendo um lucro de 140%, parece uma coisa normal aos defensores do actual Presidente da República, pois eles já estão habituados a estas maravilhas do capitalismo. Aliás, a “honestidade” de Cavaco Silva não pode ser posta em causa, quando ele apenas se limitou a aproveitar as oportunidades que o sistema económico e político vigente lhe concedeu. Quem certamente diverge desta “honestidade” são aqueles que vivem com magros salários e que serão forçados a contribuir para tapar o buraco de milhões do BPN. É de esperar que já estejam vacinados contra o cavaquismo!


Boas festas III

6 Janeiro 2011

No dia em que apresentou as assinaturas para se candidatar à presidência, dia também do seu próprio aniversário, Fernando Nobre prometeu “reerguer Portugal, recomeçar Portugal”. Para tanto, entre votos de parabéns dos entusiasmados adeptos, avançou duas medidas: por um lado, “apoiar os pequenos, médios e grandes empresários”; e, por outro, “criar almofadas sociais para que a explosão social não venha a acontecer no nosso país”. A isto, chama o dr. Fernando Nobre “mudar de paradigma”. Mas não tem sido isso mesmo – apoiar o capital e amordaçar as vítimas – o que têm feito todos os governos? Onde tem andado Fernando Nobre?


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