Novas provas ilibam Mumia Abu-Jamal

Há 25 anos no corredor da morte, vítima de uma condenação forjada, o antigo membro dos Panteras Negras reclama novo julgamento

CMAJ-Colectivo de Solidariedade Mumia Abu-Jamal - Domingo, 25 Novembro, 2007

mumia1.jpgA 17 de Maio deste ano, teve lugar no Tribunal de Recurso de Filadélfia (EUA) uma audiência do julgamento do jornalista norte-americano Mumia Abu-Jamal. Os juízes ouviram os argumentos dos dois lados e estão agora a decidir se o julgamento de 1982 foi justo ou não. Caso não seja anulado e reconhecido o direito a novo julgamento, Mumia pode ser imediatamente executado.
Mumia é um revolucionário negro, antigo membro do Partido dos Panteras Negras, que há mais de 25 anos está no Corredor da Morte, depois de ter sido acusado de forma fraudulenta da morte de um polícia. A sua condenação tem sido amplamente reconhecida como política e racista. Para a conseguirem, o Estado e a polícia falsificaram provas e depoimentos.
Um crescente movimento impediu a execução de Mumia em 1995. Em 2000, o caso já se tinha tornado numa questão internacional. O Parlamento Europeu, a Amnistia Internacional e outros apelaram a um novo julgamento. Em 2001, um juiz do tribunal do distrito federal confirmou o veredicto mas anulou a pena de morte devido às irregularidades cometidas. Com efeito, o procurador usou prerrogativas legais para eliminar a maioria dos jurados negros, ficando o júri final com 2 negros e 10 brancos, numa cidade com quase 50% de população negra. Além disso, enganou o júri com indicações contrárias ao princípio segundo o qual uma condenação apenas deve ser aplicada em caso de não haver qualquer dúvida razoável. Por fim, a polícia pressionou muitas testemunhas a mudarem os depoimentos para se adaptarem à acusação.
Segundo o advogado de Mumia, o tribunal pode marcar uma nova audiência de recolha de provas, levando a um novo julgamento, ou rejeitar o recurso e Mumia volta a enfrentar a execução. Essa audiência é crucial para a vida deste revolucionário norte-americano. Temos de manter a nossa solidariedade e estar alerta para novos desenvolvimentos, continuando a exigir a sua libertação (ver www.freemumia.com).






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