Uma denúncia da conspiração francesa para derrubar Gaddafi

Cristina Paixão - Quarta-feira, 13 Abril, 2011

sarkozykadafi.jpgDe mentira em mentira, de discurso em discurso, tecem as reais potências e prepotências deste mundo a fábula e a teia que nos apanhará a todos, insignificantes insectos, actores de um teatrinho cujo guião desconhecemos, um drama do qual não somos autores. Reservam-nos o direito, apenas, a acreditar cegamente no teleponto que, magicamente, repete a mesma ladainha, em todos os lugares possíveis. Confortavelmente instalados nos seus magníficos gabinetes, decidem quem vive e quem morre; quantos desempregados ou privatizações serão necessárias para saciar a gula dos financeiros; contra que dissidentes farão a guerra; quantas mães, pais, crianças, morrerão na sua luta privada pelo domínio do mundo. Uma conspiração de estúpidos, onde os superlativos néscios papagueiam e consentem.

As economias europeias e norte-americana, gigantes bolas de sabão, estão prestes a estourar. Desmantela-se o estado social, privatizam-se empresas públicas – cujo défice os contribuintes pagam, para que os privados possam auferir de majestosos lucros – e o povo… o povo passa à categoria de um incómodo excedentário, que urge iludir com falsas estatísticas. Fazem-nos crer, mesmo assim, que este é ainda o melhor mundo possível. Lugar de liberdade e civilidade, que urge exportar, à bomba. O mundo vive uma guerra expansionista e de dominação pura e dura. Guerra económica, política e militar.

Gaddafi, o mal amado

A invasão da Líbia pela coligação da Nato não é mais do que outra face da mesma guerra. Importa à França dominar o petróleo Líbio, claro; importa dinamizar o negócio do armamento, também; importa eliminar qualquer modelo político e económico dissidente (aniquilando um regime que eventualmente poderia apoiar as rebeliões que na Europa, não tarda, voltarão à carga) e, sobretudo, importa expandir uma democracia representativa (sempre controlável) e um capitalismo neo-liberal, porque novos mercados são vitais para a sobrevivência – não dos povos – mas dos que, à custa deles, decidem quais são as regras do jogo, onde os primeiros são meros peões.

Gaddafi, com maior ou menor dose de cinismo por parte dos líderes europeus e norte-americanos, sempre foi mal amado. Estou profundamente convencida que nunca lhe foi perdoado o facto de ter apoiado as guerrilhas urbanas nos anos 70 [1], bem como ter nacionalizado o petróleo líbio (que recentemente abriu a concessões estrangeiras, naturalmente em virtude de fortes pressões nesse sentido, após um embargo de décadas), ou ainda, a sua independência e autonomia em relação ao modelo económico dominante, recusando-se a transformar o seu país em mais um maná para investidores e especuladores. A Líbia será dos poucos lugares do mundo onde a saúde, a educação (até universitária – todos os estudantes recebem bolsas de estudo), a habitação, a água e a energia são absolutamente gratuitas. Será dos poucos lugares no mundo onde o poder se expressa da base para o topo, num sistema piramidal invertido [2]. Com todas as insuficiências, defeitos e mecanismos de controlo das decisões votadas pelos comités, compará-lo com o sistema representativo, onde o poder popular se expressa, única e exclusivamente através do voto, no dia de eleições, sujeitando os eleitores a quatro anos de mandato durante os quais os seus representantes políticos (invariavelmente os mesmos) decidem, sem consulta popular, o que fazer das nossas vidas, traduzir-se-á numa contabilidade delicada. Tal como comparar o acesso à educação, saúde, habitação e energia, nas nossas democracias mercantilizadas, onde tudo se paga e cada vez menos têm condições para o fazer.

Nem perderei muito tempo a recordar os tristes episódios de censura (jornalistas proscritos por serem inconvenientes, quem não conhece?), violação de direitos humanos, chacinas e genocídios, a par do fabrico e protecção de certos ditadores amigos do ocidente (como Pinochet, entre tantos), em que as democracias ocidentais têm recorrentemente incorrido. Génova, 2007, um morto e vários feridos pela acção policial; 2006, São Petersburgo, manifestação proibida aquando da reunião do G8; Bahrein, 2011, vários manifestantes pacíficos, desarmados, mortos a sangue frio pela polícia, sem que o ocidente democrata se tenha preocupado muito com isso, apesar das chocantes imagens que correram o mundo; presos políticos nos EUA, Abu-Jamal ou Bradley Manning, sujeitos a tortura, entre tantos outros; Guantânamo, centro de tortura norte-americano para presos políticos; ou a interminável lista de crimes de guerra do país da democracia exportável, com pena de morte instituída [3]. Parafraseando o aforismo, parece mais fácil ver o argueiro no olho do outro, que a tranca no nosso.

A sublevação na Líbia

acontecimentosEm Fevereiro de 2011 eclode, como é sabido, uma rebelião na Líbia, que imediatamente nos é apresentada como uma sublevação popular, na sequência das recentemente ocorridas no Egipto e na Tunísia, motivada pela exigência da queda do regime e de democratização do país. A denúncia, nunca provada, nunca documentada, de que Gaddafi estaria a cometer um massacre contra o seu povo revoltoso, para o silenciar, serviu de pressuposto para a intervenção da Nato, e permitiu que se ganhasse o apoio ou o silêncio conivente da opinião pública europeia, apesar de alguns vídeos que rapidamente começaram a circular pela internet e que demonstravam precisamente o contrário, isto é, que os rebeldes – armados – atacavam os manifestantes pró-Gaddafi, desarmados[4]. É absolutamente ignorado o facto de, ao contrário do ocorrido nesses dois países, esta rebelião se tratar de uma sublevação armada e militarizada; as explicações oficiais para os que, mais desconfiados, chamavam a atenção para o “pormenor”, consistiam na afirmação de que alguns militares do exército líbio se teriam aliado aos revoltosos, levando consigo armas roubadas ao arsenal militar líbio. Começam então as mentiras, mais uma vez, a tecer a sua teia.

As notícias chegadas ao Ocidente, nesta primeira fase, são praticamente as que a Al Jazira divulga; a Al Jazira é propriedade de Hamad bin Khalifa, Emir do Qatar, que, como se verá, está profundamente envolvido em toda esta trama [5]. Numa segunda fase, até hoje, temos apenas conhecimento das informações facultadas pelos rebeldes. Mais uma vez, tamanha unilateralidade na cobertura noticiosa não abona a favor da liberdade de imprensa e direito à informação numa sociedade que se pretende exemplo a seguir, compulsivamente.

Num interessante trabalho de investigação fotográfica, Nickolay Starikov, demonstra, a partir de fotografias dos rebeldes da agência Reuters, que as armas por eles usadas não poderiam ter sido retiradas dos arsenais do exército Líbio, pelo simples facto deste não as possuir. Na verdade, em virtude das sanções e embargos efectuados contra a Líbia há 40 anos, as armas do seu exército são russas e chinesas. As usadas pelos rebeldes, as FN-FL, são de fabrico belga, utilizadas pelos EUA e por diversos países europeus.[6]

De onde surgiram então as armas e estes revoltosos armados?

Ligações ao Ocidente

Após a revolução de 69, Gaddafi reestrutura o sistema político e instaura o estado laico. Verdade seja dita, esforça-se enormemente por promover a igualdade entre os sexos e garantir o respeito pelos direitos das mulheres. O regime vê-se confrontado com sistemáticas oposições internas de origem islamita, embora sem grande impacto ou expressão popular. A Frente Nacional para a Salvação da Líbia e o Exército Nacional Líbio são dois dos grupos mais importantes na oposição ao regime de Gaddafi, com ligações ao Ocidente, nomeadamente EUA e Grã-Bretanha, onde se encontram sediados. Em 1990 surgem diversos grupos islâmicos no país, sediados, precisamente, na zona oriental da Líbia. A sua actividade, no entanto, nunca gerou qualquer impacto. Será precisamente no seio destes opositores islamitas que nasce em 2007 o Grupo Islâmico de Combate Anti-Gaddafi que se viria a declarar oficialmente como subsidiário da Al-Qaeda [7].

Num interessante relatório de West Point (2011), conclui-se que os revoltosos são precisamente, tal como denunciado por Gaddafi desde o início do conflito, membros da Al-Qaeda [8].

A conspiração francesa

Os serviços secretos norte-americanos conheciam, portanto, a verdadeira origem desta revolta. Mas sabiam também que, desde 2010, o governo francês preparava uma investida no país, no sentido de, utilizando os movimentos de resistência anti-Gaddafi, provocarem a queda do regime e ganharem vantagens na exploração petrolífera [9] (cf. documento anexo).

É, pois, a pretexto da protecção de um povo ameaçado pelo seu líder, com base num massacre nunca demonstrado (nem um documento, nem um vídeo sobre este massacre virtual é possível encontrar [10]), mas peremptoriamente confirmado por Sarkozy e por Cameron, que, em mais uma grandiosa missão humanitária, o grande Ocidente, deus zelador do bem estar da humanidade, ratifica a intervenção da Nato na Líbia, através da imposição de uma “No-Fly Zone”. A ideia seria estabelecer um perímetro de segurança onde ficariam impedidos os voos de aviões militares líbios e consequentemente, os ataques aéreos do exército líbio. Mas, na realidade, o que veio a suceder violou o princípio estabelecido: a Nato desencadeou uma série de bombardeamentos, com inúmeras vítimas civis. A violação legal do que se compreende por uma “No-Fly Zone” (naturalmente protegida pela subtileza prevista na resolução aprovada, com a declaração de que seriam tomadas “todas as medidas necessárias para proteger a população civil”), tornou evidente que o seu objectivo não era proteger o povo líbio. Era reforçar o poder e a força beligerante destes rebeldes. Mais grave de tudo, utilizando projécteis de urânio empobrecido nos seus ataques, que comportam contaminação radioactiva [11].

Orquestração

Se dúvidas existissem, elas seriam definitivamente esclarecidas quando é conhecido o Conselho de Transição Nacional Líbio, imediatamente reconhecido pelas forças da coligação como único interlocutor entre a Líbia e a UE/EUA. O seu líder, e simultaneamente o auto-proclamado primeiro-ministro no governo de sucessão a Gaddafi, é Mahmoud Jibril, professor durante muitos anos nos Estados Unidos e um convicto apologista do neoliberalismo. O chefe dos rebeldes, Khalifa Hifter, é um antigo agente da CIA [12]; e Ali Tarhouni, indigitado ministro das finanças do Conselho, é professor de economia na Universidade de Washington e regressou à Líbia há pouco mais de um mês, depois de trinta e cinco anos a viver no estrangeiro [13].

Não falamos de uma revolta popular. Falamos de uma orquestração concertada entre França, Grã-Bretanha e EUA, com a conivência da comunidade europeia, para a queda do regime de Gaddafi.

A ameaça ao petro-dólar, o facto de Gaddafi ter anunciado, no dia 25 de Janeiro de 2009, a intenção de voltar a nacionalizar o petróleo; a necessidade de controlar a emigração com um governo subsidiário das políticas de emigração europeias, o interesse francês em lançar a Total no petróleo líbio e finalmente, o interesse em aniquilar um governo dissidente, autónomo e, tanto quanto possível, independente dos modelos económicos dominantes e dominadores, são motivos mais do que suficientes para justificar uma ofensiva que tem em agenda a constituição do um governo satélite dos EUA e da UE. Em última análise, falamos da expansão – imposta pela hegemonia militar e sanções económicas de toda a ordem – de um modelo político (uma democracia representativa controlável) e económico – um capitalismo neoliberal, a salivar com a antecipação do usufruto das riquezas do país.

Sejamos honestos. Com que adjectivo poderemos classificar os que, nos seus gabinetes majestosos, decidem unilateralmente, autoritariamente, arrogantemente, por interesse particular, os destinos de um país, sem que o seu povo seja convidado a pronunciar-se, violando o seu direito de soberania nacional?

Como seria expectável, as diversas manifestações de apoio a Gaddafi, tanto na Líbia, como no exterior, têm sido absolutamente ignoradas.

É o império, numa fuga desesperada para a salvação de uma economia que ameaça estourar a qualquer momento. E nesse percurso, censura, manipula informação, aniquila opositores, condena-os à morte por vezes lenta e dolorosa. É a nova face da ditadura; ela mora aqui. Habita as nossas casas e até consegue apanhar-nos nas suas teias.

Notas
[1] O mundo emergia então de uma brutal revolução cultural, estética e política, marcada pelo Maio de 68 estudantil e as lutas nacionalistas explodiam por todo o globo; na verdade, elas assumiram uma importante forma de contestação contra o domínio colonialista sob a alçada de ditaduras como a de Espanha ou de Portugal. Nascido ele próprio desse movimento nacionalista (a Líbia não era mais que um miserável protectorado britânico na época do rei Idris), Gaddafi assume o apoio a movimentos como o IRA, o Fatah ou às guerrilhas urbanas europeias como claro manifesto de oposição política aos grandes colonizadores do mundo. A morte de civis é obviamente condenável. Seja qual for o seu precursor. Mas será preciso não esquecer que é num cenário de guerra (colonial), opressão, subjugação de direitos civis e aniquilação do direito de afirmação de soberania que elas se desenvolvem.
[2] Basicamente, os moradores de cada região elegem um comité que os representa. Os moradores de cada município elegem os seus representantes para o Congresso Básico do Povo. Os membros do Congresso Básico elegem, em seguida, o presidente e cinco comités populares. Deste modo, o Congresso Geral do Povo é composto por um presidente, pelos comités populares e pelos representantes de sindicatos, associações profissionais e associações de estudantes. O Congresso Geral do Povo tem o poder formal de declarar Guerra, ratificar tratados com outros países, votar questões relacionadas com a política interna e externa, bem como estabelecer a sua implementação.
[3] 1945 Japão (nuclear); 1945-1946 China; 1950-1953 Coreia, China; 1954 Guatemala…; 1958 Indonésia; 1959-61 Cuba; 1960 Guatemala; 1964 Congo; 1965 Peru; 1964-1973 Laos; 1961-1973 Vietname; 1969-1970 Cambodja; 1967-1969 Guatemala; 1983 Granada; 1983-1984 Líbano; 1980’s El Salvador, Nicarágua; 1986 Líbia; 1987 Irão; 1989 Panamá; 1991 Iraque; 1993 Somália; 1998 Sudão; 1998 Afeganistão; 1995 Bósnia (Sérvios na Bósnia); 1999 Sérvia; 2001 Afeganistão; 2003 Iraque; 2011 Líbia.
[4] http://www.youtube.com/watch?v=V48JgikHZLs. É interessante considerar o facto de a Índia se ter abstido na votação para a intervenção da Nato na Líbia no Conselho de Segurança da ONU, alegando não existirem provas nem documentação suficientes para confirmar as referidas denúncias de massacres.
[5] O Qatar facultou apoio logístico aos revoltosos: http://www.youtube.com/watch?v=wUE2bhy4pCU
[6] http://www.youtube.com/watch?v=YJrteELDLkU&feature=player_embedded#at=136
[7] http://www.globalsecurity.org/military/world/libya/opposition.htm
[8] http://www.americanpendulum.com/2011/03/2007-west-point-study-shows-libyan-rebels-come-from-main-al-qaeda-suicide-bomber-recruitment/
[9] http://thestaronline.info/?p=542
[10] A Human Rigths Watch denunciou alguns casos de civis feridos, salvaguardando, no entanto, que “não podia confirmar os números dados pelos médicos ou determinar em que medida as forças do governo ou os rebeldes eram responsáveis pelas baixas civis”. Em contrapartida, as imagens de atrocidades cometidas pelos rebeldes, não param de nos chegar.
http://www.youtube.com/watch?v=FtmL60oHXtU&feature=player_embedded
[11] Desde 1991 que a UE utiliza este tipo de projécteis em todas as guerras em que participa. O uso de mísseis Tomahawk no Kosovo (1999) é um exemplo documentado.
[12] http://www.wsws.org/articles/2011/mar2011/pers-m28.shtml
[13] http://www.mcclatchydc.com/2011/03/26/111109/new-rebel-leader-spent-much-of.html






3 Comentários a “Uma denúncia da conspiração francesa para derrubar Gaddafi”

  1. afonsomanuelgonçalves disse:

    Não sei se a política de Gadaffi merece uma apologia tão ampla que o artigo propicia. No entanto, há que reconhecer que toda a informação que nos é dada pela imprensa ocidental é de uma deturpação grosseira e vil do que se está a passar na Líbia. Por isso, neste caso é absolutamente recomendável a leitura deste artigo, onde podemos aplicar o aforismo de Mao de que «devemos atacar tudo o que o inimigo defende e defender tudo o que o inimigo ataca»

  2. António Poeiras disse:

    Não creio que haja aqui uma apologia do Gaddafi (ou Kaddafi, se quiserem), mas uma tentativa de mostrar as razões pelas quais a Líbia é um alvo. Nesse sentido, há razões de vária ordem: há aspectos relacionados com o facto de a Líbia não ser dócil aos interesses políticos e de negócios ocidentais e, mesmo, árabes (vejam a atitude da Liga Árabe), há aspectos relacionados com as condições de vida na Líbia, que são diferentes das que se vivem nos outros países da região e há aspectos ligados ao facto de a organização política ser diferente de qualquer outra existente.
    Acrescem questões como o facto omitido pela imprensa de não ter sido possível envolver a Líbia na questão do avião de Lockerbie e de Gaddafi (ou Kaddafi, tanto faz) ter pedido indemnizações pelos anos de sanções económicas e ter anunciado a intenção de renacionalização da indústria petrolífera. Paralelamente, a Líbia mantém poços de petróleo em repouso, o que não agrada nada às empresas e aos políticos ocidentais.
    Se juntarmos a isto a influência crescente da China em África, temos uma mistura de razões mais que suficiente para compreendermos esta guerra, mais uma vez orquestrada e assente em mentiras.
    Enumerar factos que permitam construir um quadro objectivo da situação não prefiguram uma apologia de quem quer que seja.
    Gostaria de propor ao Afonso que matutasse nas implicações da frase com que termina o seu comentário, é que pode dar consigo a defender aquilo que diz deplorar.

  3. afonsomanuelgonçalves disse:

    Julgo que matuto suficientemente aquilo que digo e julgo que o mesmo se passa com Ant. Poeiras e com os outros comentadores. Por isso não dou conselhos dessa ordem a ninguém porque em princípio considero que o que «dizem é precisamente aquilo que querem dizer». Se por acaso defender alguma coisa que julgo deplorar o que pode obviamente acontecer a qualquer pessoa, é porque estou a falar de alhos em vez de bugalhos. Mas o que demove Ant. Poeiras a chamar-me a atenção é o facto de eu ter citado um aforismo de Mao Tsé-tung. Da minha parte devo dizer a Ant. Poeiras que pode citar toda a gente que entender e se por acaso a julgar incorrecta limito-me, pode crer, a discordar e fundamentar na medida do possivel as razões dessa discordância.

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