Arquivo de Dezembro 2016

Justiça de classe

Christine Lagarde culpada mas sem punição

Pedro Goulart

Sarkozy-and-ChrisA Justiça francesa considerou agora a diretora-geral do FMI culpada por “negligência” num processo de pagamento estatal ao empresário Bernard Tapie, quando Christine Lagarde era ministra das Finanças do então presidente Nicolas Sarkozy. Os juízes responsáveis por este processo alegaram que o falhanço da ex-ministra das Finanças em contestar a indemnização de cerca de 404 milhões de euros atribuída ao empresário tinha sido negligente e levado à utilização indevida de fundos públicos. Mas, sem vergonha, o mesmo Tribunal de Justiça da República de França não aplicou qualquer punição a Christine Lagarde nem, tão-pouco, ficou registada qualquer condenação no seu cadastro criminal. Ler o resto do artigo »



Seis milhões de crianças morrem por ano de causas evitáveis

Relatório da Unicef não aponta as causas fundamentais

Pedro Goulart

UnicefSegundo dados da UNICEF, seis milhões de crianças continuam a morrer no mundo todos os anos devido a causas que são evitáveis. Apesar dos progressos alcançados nas últimas décadas — há 15 anos havia quase o dobro das crianças hoje nesta situação — a UNICEF recorda que as crianças dos agregados familiares mais pobres têm duas vezes mais probabilidades de morrer antes dos cinco anos do que as crianças dos meios mais ricos. E a verdade é que doenças infecciosas, diarreia, desidratação mortal e subnutrição crónica, causas de morte da maior parte destas crianças, seriam tratáveis a custos relativamente baixos. Ler o resto do artigo »



Tribuna parlamentar ou pântano parlamentar?

António Louçã

BEO folhetim de faca e alguidar sobre as declarações de rendimentos do administradores da Caixa concluiu-se da forma mais inglória e burlesca, com a demissão de António Domingues. É caso para dizer: não havia necessidade de toda esta ópera bufa, de semanas a fio, entrega-não-entrega, para acabar assim em tão triste pio.

Mais uma vez, não foi mérito do PS, que até ao último instante tentou amparar as pretensões secretistas dos administradores, e com isso ofereceu à direita um flanco vulnerável, de que ela anda bem precisada. Quando o PSD propôs uma votação parlamentar que reafirmasse a obrigação de entrega das declarações de rendimentos, logo a bancada do PS anunciou o voto contra, com o argumento sofístico de que essa obrigação já está na lei e, portanto, não vale a pena andar a repetir o que já lá está. Ler o resto do artigo »