Tópico: Mundo

Terror de Estado: uma ferramenta ‘normal’

Manuel Raposo — 28 Novembro 2020

Mandantes e beneficiários de mais um crime.

Em Janeiro passado, o general iraniano Qassim Suleimani foi assassinado às ordens de Trump, com o aplauso e a cooperação de Israel. Ontem, um cientista iraniano, Mohsen Fakhrizadeh, especialista em energia nuclear, foi morto numa emboscada na região de Teerão. A longa experiência da CIA e da secreta israelita em assassinatos selectivos, a estreita cooperação entre Trump e Netanyahu, a cumplicidade entre os EUA, Israel e a Arábia Saudita, as ameaças e provocações constantes de todos eles ao Irão, a natureza da actividade de Fakhrizadeh — não deixam dúvidas sobre quem são os mandantes e os beneficiários do crime.


Entender o declínio do imperialismo EUA

Editor / Richard D. Wolff — 19 Novembro 2020

À medida que o centro político implode, os capitalistas dos EUA favorecem a direita

A vitória de Joe Biden nas presidenciais norte-americanas, desejada e festejada por quase toda a União Europeia, corre o risco de esconder um facto nada desprezável: Donald Trump conquistou em 2020 mais 10,5 milhões de votos do que 2016. Dos cerca de 24 milhões de votantes a mais que foram às urnas em 2020 (na que foi considerada a maior votação de sempre das presidenciais norte-americanas), pouco menos de metade optou por Trump. Isto mostra que a ascensão de Trump (e sobretudo do trumpismo) não foi fruto do acaso, e comprova — para lá da personagem e do seu desconcerto — que a política por ele preconizada e praticada nos últimos quatro anos tem uma larguíssima base de apoio entre a população norte-americana.


EUA: Apoiar, consolidar a luta de classes

Editor / John Catalinotto, Workers World — 31 Outubro 2020

Construir a unidade dos trabalhadores para os tempos que aí vêm

As próximas eleições nos EUA colocam as classes trabalhadoras diante de um dilema: ou alhear-se do voto e deixar que Trump ganhe um segundo mandato, ou empenhar-se na derrota de Trump e entregar o poder a um outro representante das mesmas classes dominantes. Mas se este é o resultado inevitável em termos gerais, o caminho que leva a um ou outro dos desenlaces possíveis não é indiferente para a massa trabalhadora, nos EUA e no mundo.


Não será a campanha de Biden a derrotar Trump

António Louçã — 22 Outubro 2020

Tudo depende da mobilização popular

Perante Hillary Clinton, Trump ganhou o poder com três milhões de votos a menos. Perante Joe Biden, poderá conservar o poder com uma diferença ainda maior, se lhe deixarem as mãos livres para organizar o seu golpe de Estado. O desfecho da contenda não depende de mais um ou outro voto que entre nas urnas, depende sim da mobilização que haja nas ruas.


Opressão das mulheres na agenda neofascista

Urbano de Campos — 8 Outubro 2020

Bandeira democrática do capitalismo tem sido uma mentira

O despertar dos novos fascismos vem acompanhado, em todos os continentes, de um recrudescimento de campanhas ideológicas, de propostas políticas, ou mesmo de medidas efectivas de opressão das mulheres. E quando as forças políticas que a tal se propõem são aceites placidamente como fazendo parte do corpo dos regimes democráticos, quando não parceiros de governos, então são as próprias democracias que expõem a sua precariedade, a sua decadência e a sua incapacidade para fazerem barreira ao reaccionarismo mais extremo.


Um silêncio criminoso cerca Julian Assange

Urbano de Campos / John Pilger — 22 Setembro 2020

Assange, antes de ser raptado da embaixada do Equador em Londres

Decorre em Londres uma monstruosa farsa judicial. Julian Assange, o jornalista criador do WikiLeaks em 2006, está à beira de ser extraditado para os EUA, acusado de traição por ter revelado verdades inconvenientes: os crimes de guerra, as conspirações, as falsidades produzidas pelo imperialismo norte-americano e as cumplicidades dos seus aliados. A comunidade jornalística pelo mundo fora, portuguesa incluída, mantém sobre o assunto um silêncio cobarde e criminoso.


A dialéctica do fascismo libertário

António Louçã — 14 Setembro 2020

Itália, manifestação no final da Segunda Guerra

A campanha de supostos objectores de consciência contra a obrigatoriedade das aulas de cidadania é reveladora de um fenómeno mais vasto: o fascismo começa sempre por reclamar para si próprio as liberdades que, no fim do dia, quer suprimir para toda a gente. Enquanto acumula forças, queixa-se de ser amordaçado; mas, quando chega ao poder, é o que se sabe.


Trump, Biden: como travar o declínio do poder imperial

Manuel Raposo — 1 Setembro 2020

Marcha sobre Washington 2020: O sistema tem de mudar

O confronto entre Trump e Biden, com vista às próximas eleições presidenciais norte-americanas, tem sido apresentado nos media nacionais e na Europa como uma disputa decisiva entre a tirania e a democracia, entre a barbárie e a civilização, entre as ameaças de guerra e a paz, entre o caos e a ordem no mundo. Todas estas e outras tantas dicotomias avulsas resultam mais de interesses propagandísticos do que de verdadeiras análises políticas sobre o que está em jogo. Iludem por isso a realidade, nomeadamente ao induzirem a ideia de que existe uma diferença crucial entre as facções dirigentes dos EUA que alinham por republicanos ou por democratas.


Gaza de novo brutalizada por Israel

Comité Nacional Palestino BDS — 29 Agosto 2020

O muro da vergonha. Boicote às empresas que apoiam Israel

Durante mais de onze noites consecutivas, as forças militares israelitas bombardearam Gaza, desde 11 de Agosto, aterrorizando os seus habitantes. Dois milhões de palestinos vivem na maior prisão a céu aberto do mundo, devido ao cerco montado por Israel desde há 13 anos. Desta vez, o pretexto de Israel foram os balões incendiários lançados desde Gaza, causando fogos em terras agrícolas nos colonatos israelitas perto das cercas militares que circundam Gaza.


A Bielorrússia, o ferreiro e o espeto de pau

António Louçã — 18 Agosto 2020

Protestos contra os resultados eleitorais

Parece fácil cantar de galo sobre um regime que, embora sem ter chegado ainda ao refinamento monárquico da Coreia do Norte, permite a Alexander Lukashenko uma presidência quase vitalícia. Mas não é qualquer um que pode cantar de galo. Os media ocidentais têm muitas vezes clamado contra coisas que acontecem na Bielorrússia e que eles próprios, entretanto, deixaram passar como normais na sua própria casa de ferreiro. A televisão nacionalista e reaccionária russa RT tem-se banqueteado com essas incoerências.


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