Tópico: Cultura

Lutas dos moradores, lançamento de livro

23 Janeiro 2015

No dia 30 de Janeiro, pelas 18h30m, no Bar A Barraca, Jardim de Santos, é apresentado o livro Sem Mestres, nem Chefes, o Povo Tomou a Rua. Trata-se de um livro sobre as lutas dos moradores no pós-25 de Abril de 1974, da autoria de José Hipólito dos Santos, militante político-social de pendor libertário e bom conhecedor deste tipo de problemas. Edição da Letra Livre.


“A verdadeira morte de Amílcar Cabral”

António Louçã — 12 Agosto 2014

amilcar_cabral_2Primeiro publicado em Outubro de 2012, depois reeditado em Março de 2014, o livro de Tomás Medeiros leva-nos, através do exemplo concreto de Amílcar Cabral, a uma reflexão muito mais ampla. No centro deste trabalho está a contradição de uma política que se quer revolucionária sem assentar no proletariado.
Não se trata, desde logo, de um convite abstracto à reflexão. O autor foi, em Angola, um dos fundadores do MPLA, e, em São Tomé e Príncipe, dirigente do MLSTP. Antes disso, desempenhou em Lisboa papel destacado na primeira coordenação de estudantes africanos, que se traduziram na influência inédita de uma corrente anticolonial à frente da Casa de Estudantes do Império. Privou nessa fase com figuras como Agostinho Neto, Marcelino dos Santos e o mais notável dos dirigentes africanos lusófonos, Amílcar Cabral.


A Dominação e a Arte da Resistência

27 Janeiro 2014

Trata-se de um livro de James Scott, professor de Ciência Política e de Antropologia, homem de pensamento libertário, que é um contributo importante para a compreensão das relações entre opressores e oprimidos. Nele, o autor propõe uma tese em que se salientam diversas formas de resistência dos grupos dominados, através da existência de um discurso, prático e escondido, em contraposição com aquilo que é o seu discurso público. Esta prática de alguns grupos (vide as relações escravos/senhores, intocáveis/brâmanes) traduz-se, por vezes, numa resistência passiva e clandestina, que em determinados momentos e em circunstâncias propícias, pode levar a um discurso público (desoculto) e à revolta. Edição Livraria Letra Livre.


Porto resistente

Pedro Goulart — 29 Outubro 2013

elescomemtudoEm 19 Outubro, dezenas de milhares de trabalhadores atravessaram a Ponte do Infante a pé, desfilaram pelas ruas do Porto e concentraram-se na Avenida dos Aliados. Durante o protesto organizado pela CGTP os manifestantes condenaram veementemente o Orçamento para 2014 e as políticas do governo, exigindo demissão deste. Aqui, ao contrário de Lisboa, não foi colocado qualquer obstáculo à passagem dos manifestantes a pé em cima de uma ponte.

Apesar da deslocação de milhares de trabalhadores dos distritos de Braga, Bragança, Viana do Castelo, Vila Real e Aveiro, o forte dos manifestantes provinha do concelho do Porto, assim como dos concelhos vizinhos. Além dos manifestantes da CGTP, estavam presentes trabalhadores de sindicatos independentes e outros não sindicalizados. Assim como vários militantes políticos de esquerda.


Zeca Afonso, concerto no Porto 20 Outubro, 21h, Casa da Música, sala Suggia

21 Agosto 2013

No seu 26.º aniversário, a Associação José Afonso promove uma evocação da vida e da obra dessa figura-chave da música popular portuguesa que foi José Afonso. No concerto juntam-se alguns dos seus companheiros e uma nova geração que cresceu com o “poeta, andarilho e cantor”: António Capelo, Coro Vox Populi, Grupo AL-DUFFeiras, Francisco Fanhais, Grupo Vocal Canto Décimo, Grupo Vozes Ao Alto, João Afonso + Rogério Pires, João Lóio + Regina Castro, Manuel Freire, Orquestra Ligeira de S. Pedro da Cova, Rui Pato, Uxia (Galiza) + Sérgio Tannus, Guilhermino Monteiro (Direcção Musical). Entrada 10€, bilhetes à venda na Casa da Música.


Concerto de tributo a José Afonso

18 Julho 2013

A Associação José Afonso (AJA) e a Reitoria da Universidade de Lisboa promovem, com o apoio do SPGL, no próximo dia 20 de Julho, um concerto assinalando os 50 anos da primeira edição de Os Vampiros. O concerto realiza-se na Aula Magna, em Lisboa, pelas 21h, e conta com a participação de Rogério Pires, Sérgio Caldeira, Pedro Syroh, José Fanha, o grupo Ensemble VOCT, Rui Pato, João Afonso, Manuel Freire, Luis Pastor, Lourdes Guerra, Pedro Fragoso e Francisco Fanhais.


O capitalismo num beco sem saída

Manuel Raposo — 10 Dezembro 2012

O Capitalismo num Beco Sem Saída (*) é o expressivo título de um livro, publicado este ano nos EUA, que analisa a presente crise do capitalismo mundial de um ponto de vista marxista. Centrado sobretudo na situação dos EUA, o livro mostra o significado da destruição de emprego e da sobreprodução numa era de alta tecnologia e grande produtividade do trabalho. Uma obra que, a partir da actualidade, aborda não apenas os aspectos económicos da crise mas também os movimentos sociais e políticos que ela está a gerar.
O autor, o norte-americano Fred Goldstein, colabora no jornal Workers World e publicou em 2008 uma outra obra, Capitalismo de Baixos Salários (**), em que aponta os efeitos do novo imperialismo globalizado e de alta tecnologia na luta de classes nos EUA.


Homenagem a Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira

24 Agosto 2012

Dia 2 de Setembro, no Porto, nos Jardins do Palácio de Cristal, às 18h, é prestada homenagem a Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, num espectáculo gratuito. A CulturePrint promove o Concerto e  apresenta o livro “Provas de Contacto”, com testemunhos sobre os dois Amigos Maiores que o Pensamento, compilando textos de Manuel Alegre, Alípio de Freitas, Francisco Duarte Mangas, João Pedro Mésseder, José Duarte, Regina Guimarães, Júlio Cardoso e Manuel Freire. No concerto participam: Coro dos Amigos Maiores, Frei Fado del Rei, Maestro António Victorino de Almeida, Miguel Leite e Os Contracorrente.


Para que não se percam os frutos da civilização

Manuel Raposo — 26 Julho 2012

A crise do mundo capitalista martiriza em primeiro lugar e acima de tudo o proletariado. Mas começou também a atingir os privilégios das chamadas classes médias, o principal sustentáculo do poder nos países mais desenvolvidos. Que significado tem esse facto para o declínio das sociedades capitalistas e que efeitos políticos traz para a luta de classes? A crise capitalista põe a nu o processo de exploração em que assenta toda a sociedade e revela a natureza de classe dos valores e das instituições burguesas – Estado, democracia, violência. Como pode, então, o comunismo marxista propor ao proletariado a saída do círculo de giz do capitalismo? São as questões colocadas nesta última parte da intervenção feita no congresso Marx em Maio.


Para que não se percam os frutos da civilização

Manuel Raposo — 12 Julho 2012

Se, como vimos nos capítulos anteriores, se verifica um bloqueio da acumulação capitalista e se a sociedade burguesa entrou numa fase senil, como se explica que não cresça, neste mundo em crise, o movimento revolucionário? As enormes mutações sociais no proletariado mundial; a dissolução ideológica do marxismo revolucionário no século XX, acompanhando o longo estertor da revolução soviética; e a ausência de um claro ataque político às bases do sistema capitalista – não sendo todas, serão seguramente algumas das razões desse impasse.