Despedimentos na Lusosider

Sábado, 26 Abril, 2008

Mais de 50 operários da Lusosider – empresa metalúrgica de Paio Pires, Seixal – são alvo de um processo de despedimento colectivo até ao fim do mês. A Lusosider vai assim despedir 20% dos seus trabalhadores, invocando como motivo o encerramento da unidade de laminados a frio. Em 2007 despedira já cerca de 100, apesar de anteriormente ter manifestado a vontade de investir no sector, o que não fez. Os trabalhadores, com idades entre 25 e 53 anos, manifestam grande preocupação quanto ao seu futuro.






2 Comentários a “Despedimentos na Lusosider”

  1. Anibal Ramos Alves disse:

    Lamentavelmente, vão-se cumprindo as atrocidades de uma Sociedade sem escrúpulos. De que serviu aos antigos trabalhadores da Siderurgia Nacional darem a sua força de tantos anos em prol do sector siderurgico? Também eu sofri na pele as mesmas amarguras e o drama do desemprego. Não posso estar mais ao lado destes ex-colegas siderúrgicos. Mas que politica é esta, quem fez mal a estes cães danados, ao venderem o pouco espólio industrial nacional? Será vingança por um Abril de cravos? Caros colegas, agora é hora de arregaçarem as mangas e partirem para outra nova vida. Não se deixem abater, vão em frente, pois as capacidades que vocês adquiriram na Empresa foi muito profissional, e deram o vosso melhor. Um abraço, caros colegas siderúrgicos.
    Anibal Alves TRT/LOG7SC SN.Serviços Seixal.

  2. Pedro Sardinha disse:

    Impacte Ambiental.
    Está cada vez mais a avançar sobre o rio Coina uma mancha marrom derramada pela Lusosider, empresa em Paio Pires. Esta empresa no Seixal está a derramar os resíduos industriais no rio, e a causar um impacte ao ambiente sem precedentes nesse ecosistema. Não há mais peixes e fauna e a flora na margem e fundo do rio está marrom em vez de verde. O peixe que há está contaminado com os resíduos da empresa, as víceras dos peixes estão na mesma cor. As autoridades estão caladas e a permitir que a empresa cause os seus danos ao ambiente sem tomar qualquer atitude. Pelo Google Earth, é visível a destruição.

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