EDITORIAL

Ontem e hoje

Quinta-feira, 24 Abril, 2008

O número 7 da edição em papel do Mudar de Vida sai um ano após o primeiro exemplar, experimental, do jornal. Iniciada a publicação regular em Outubro, temos mantido uma informação de ritmo diário na versão electrónica; e trouxemos para a rua sete edições mensais em papel.
Pelas reacções dos leitores, a aposta tem sido bem sucedida. Mas seria ingénuo pensar que o MV está consolidado. Precisamos de bastantes mais assinantes para assegurar base financeira à saída do jornal em papel. Falta-nos uma rede de distribuição militante muito maior e dirigida para os locais de trabalho. Precisamos de mais correspondentes permanentes que contem o que se passa nas diversas localidades e empresas.

O Mudar de Vida quer ser uma tribuna por onde passe a vida, a luta, os anseios dos trabalhadores – dos que têm a dizer aquilo que a grande imprensa não diz, dos que vêem a vida piorar, dos que não acreditam que este regime alguma vez lhes venha a dar o que lhes tira dia a dia.

Neste número 7, damos especial relevo às lutas sociais iniciadas com a queda da ditadura em 25 de Abril de 1974. Os acontecimentos que se sucederam em cascata – o grande 1.º de Maio desse mesmo ano, o movimento grevista por melhores condições de vida e contra os patrões fascistas, a força de massas que travou os golpes spinolistas de 28 de Setembro de 74 e de 11 de Março de 75, as ocupações de terras e de fábricas – foram as marcas de uma intensa luta de classes que pôs em respeito fascistas, patrões e governos.

Foi a grande disposição de luta, a união e em grande parte a auto-organização dos trabalhadores que convenceu todas as classes populares de que era possível mudar o rumo do país. A lição vale para hoje. É isso que o dossiê sobre o 25 de Abril – já publicado na edição em papel, e que começamos agora a divulgar via internet – procuram mostrar.






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