Evolução

Quarta-feira, 23 Janeiro, 2008

Quando, em Dezembro passado, a Câmara de Lisboa concedeu um subsídio de 400 mil euros aos organizadores do rali Lisboa-Dacar e os isentou de taxas de ocupação do espaço público, o vereador do BE José Sá Fernandes votou contra, argumentando com o facto de o rali ser promovido por uma “entidade privada”. Um mês depois, quando a mesma questão se colocou para o festival Rock in Rio, o argumento já não serviu e até se inverteu. Sá Fernandes votou a favor da proposta do PS e secundou as justificações de António Costa para gastar dinheiros públicos em apoio duma iniciativa privada com fins lucrativos. (ver artigo sobre o assunto)






2 Comentários a “Evolução”

  1. Pedro disse:

    Essa informação não está correcta. Enquanto que no rali a CML não obtinha quaisquer contrapartidas, no caso do Rock in Rio a organização fica obrigada a contrapartidas e à reabilitação do Parque da Bela Vista.
    Um dos efeitos, será o da construção de uma ponte que ligará a zona das Olaias ao Parque, integrada na rede de percursos cicláveis e pedonais que o pelouro do Sá Fernandes está a projectar para Lisboa, de modo a aproximar aquela zona de bairros sociais do resto da cidade. Ou seja, combater a guetização e melhorar a mobilidade.

  2. redacção disse:

    Ficamos a saber que no caso do Rali não havia contrapartidas e no caso do Rock in Rio havia. E que para Sá Fernandes terá sido essa a diferença. Mas esta “correcção” só reforça o sentido da notícia.

    Primeiro: ainda admitíamos que tivesse havido, no respeitante ao Rali, uma posição, digamos, de princípio – não financiar actividades privadas lucrativas com dinheiros públicos. Mas, a acreditar no esclarecimento, não terá sido assim – mesmo no caso do Rali, Sá Fernandes só terá votado contra por não haver contrapartidas. É um esclarecimento que não ajuda muito o vereador do BE.

    Segundo: as contrapartidas do Rock in Rio são ínfimas comparadas com a despesa da Câmara, o que significa um gasto de dinheiros públicos para beneficiar uma iniciativa privada. Por isso mesmo, poupava-se mais usando as verbas da Câmara para fazer a ponte. Não é para isso que elas existem? O argumento dos “benefícios” cai por terra. As contrapartidas servem para calar a boca aos munícipes e para o pelouro de Sá Fernandes mostrar serviço.

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