Administração da Transtejo persegue trabalhadores que aderiram à greve geral

Quinta-feira, 6 Setembro, 2007

Tal como no Metropolitano de Lisboa, a Transtejo accionou notas de culpa a 58 trabalhadores que, segundo a administração, não cumpriram os serviços mínimos definidos pela empresa, na greve geral de 30 de Maio. Além disso, a empresa retirou a esses trabalhadores o prémio de assiduidade de 182 euros por mês.
Num barco atracado em Cacilhas, o plenário de trabalhadores, realizado a 17 de Agosto, decidiu prosseguir com a greve às horas extraordinárias até que parem as represálias aos grevistas e mandataram os sindicatos para decidir sobre formas de luta mais radicais. A unidade destes trabalhadores é completa, com os sindicatos da UGT a apoiarem também a luta. Num total de 400 trabalhadores, só 5 não respeitam a decisão do plenário.
As notas de culpa foram accionadas a trabalhadores do sector de marinharia, mas a greve em curso tem tido a total adesão dos trabalhadores da manutenção e uma forte participação nos restantes sectores da empresa. Por este motivo, os navios da Transtejo estão quase todos avariados por falta de manutenção, o que também tem deixado clara a falta de trabalhadores no quadro efectivo da manutenção.






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