Sair ou não sair da Síria

Quinta-feira, 24 Janeiro, 2019

Depois de ter anunciado a retirada das tropas dos EUA da Síria, o presidente Trump vai adiando a medida, em parte sob pressão dos meios militares. As hesitações sobre a Síria têm um nome: os EUA (e a UE) foram derrotados nos seus propósitos de tomar conta do país. A guerra que ambas as potências promoveram e financiaram procurava colocar no poder um fantoche que lhes fosse obediente, e isso falhou. Obama passou pelo dilema de Trump, mas ao contrário: entrar ou não entrar em força na guerra era a sua questão. O desenlace mostra, primeiro, que a oposição aos planos imperialistas reúne forças consideráveis (e não são apenas os russo e os chineses), e, segundo, que a hegemonia militar por si só não é tudo e pode até não valer de nada.
Não se espere contudo que os EUA (e a UE na sua esteira) desistam do seu papel no Médio Oriente: as bases no Iraque, o apoio cada vez maior a Israel, a aliança criminosa com a Arábia Saudita são as suas armas. Os recentes ataques militares israelitas no território sírio são uma amostra disso mesmo.






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