Boim, Lousada

Sessenta operárias impedem saída de equipamento de produção

A multinacional alemã Irskens fechou fábrica de confecções sem pré-aviso

Urbano de Campos - Quarta-feira, 19 Dezembro, 2007

Desde sábado passado, 60 operárias de uma fábrica têxtil de Boim, Lousada, bloqueiam a entrada das instalações para impedirem a retirada das máquinas. Na noite de sexta para sábado, depois da saída dos trabalhadores, a administração empacotou e selou as máquinas e demais equipamento de produção preparando-se para os carregar para fora da empresa.

Avisadas por uma funcionária, as operárias iniciaram a concentração logo na manhã de sábado e permaneceram no local até ao começo da semana, tendo pernoitado frente à fábrica num autocarro cedido pela Junta de Freguesia de Boim.

A fábrica, que emprega 90 trabalhadores, na maioria operárias, pertence à multinacional alemã Irskens e foi encerrada sem pré-aviso depois de 11 anos de actividade. Tudo indica que a empresa seja deslocalizada para a Tunísia, onde a Irskens inaugurou recentemente oito unidades de produção e onde beneficiará de mão-de-obra mais barata.

Representantes dos patrões disseram que pagariam os salários de Dezembro e o subsídio de Natal, mas que só garantiam indemnizações se a fábrica fosse vendida – numa evidente chantagem para que os trabalhadores não ofereçam resistência ao desmantelamento da empresa.






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