Israel, zero pontos!

Quarta-feira, 9 Maio, 2018

“Zero pontos para Israel na competição musical da Eurovisão” é uma campanha anual, lançada por cidadãos israelitas que se opõem à ocupação da Palestina e ao apartheid.
A cantora israelita Netta Barzilai representa o Estado de Israel, colaborando nos esforços para limpar a sua imagem internacionalmente. A canção, chamada “Toy”, fala de emancipação feminina e justiça social, enquadrando-se numa contínua tentativa israelita de branquear a opressão do povo palestiniano.
É uma campanha de marketing de políticas “de igualdade” que ignora a emancipação das mulheres de Gaza que vivem numa prisão a céu aberto. Brazilai esteve na marinha Israelita em 2014. Cantou a música “My Sailor is My Angel” aos membros da marinha que participaram nesse mesmo ano no massacre “Protective Edge” em Gaza.
O povo palestiniano apela ao boicote dos artistas que desempenham um papel de “embaixadores culturais” a favor de Israel. Se vives nalgum país que participe na Eurovisão, convidamos-te a participar nas votações dando ao apartheid Israelita ZERO PONTOS. E pede aos teus amigos, amigas, e familiares que façam o mesmo.
(Comité de Solidariedade com a Palestina)






Um Comentário a “Israel, zero pontos!”

  1. leonel clérigo disse:

    A DECADÊNCIA GRITANTE dos FESTIVAIS “POP-CHULA”

    1 – A 2ª guerra mundial deixou-nos de “presente” outras guerras erradamente julgadas “menores”, entre as quais a mais importante foi a guerra-fria. De formato aparentemente doce foi – e é – dominada pela “política”, pela “ideologia”, pela “luta económica”… e até, mais concretamente, pela luta “cultural” e “artística”.
    Foi esta que fez sair à rua no 24 de Maio de 1956 o Primeiro Festival da Eurovisão da Canção, um verdadeiro festival popular da “classe média” europeia. Inicialmente, só nele participaram a França, a Alemanha “Ocidental”, a Itália, a Holanda, o Luxemburgo, a Bélgica e a Suíça, juntando-se só depois o Reino Unido, a Áustria a Dinamarca… Nesse alargamento progressivo europeu incluiu-se Israel, facto que acabou por alterar profundamente a Geografia “virtual” do Planeta.

    2 – O êxito inicial alcançado por esta “competição democrática” dos povos europeus que demonstrava ser, afinal, possível a “unidade na pluralidade” sem se andar “à batatada”, levou à sua expansão: a canção vencedora produzida anualmente passou a ser “trauteada” por toda a Europa.
    Mas a vida já nos ensinara que se o “produto tem boa venda” e dá “bom lucro”, isto conduz a aumentar a sua produção que tende agora a inundar o “mercado”. O “produtor” é então chamado a “produzir” a granel, até à exaustão ou seja, até à “crise”.
    Mas fazer Arte não é propriamente o mesmo que fazer “chouriços”. Ela tem regras próprias e às tantas a “imaginação”, só por si, não dá para tanto chouriço: esgota-se “rolando em seco” até “gripar”, instalando-se o “vazio”, a decadência.
    Quem sabe – mesmo pouco que seja – da relação íntima entre a “arte e a sociedade”, percebe que “isto anda tudo ligado”: a sociedade capitalista, em crise profunda, já não tem “estaleca” para alimentar hoje o mundo dos “conteúdos e das formas”. Instalou-se então a “inquietude” do Barroco que descamba progressivamente no “virtuosismo” maneirista. A decadência do Capitalismo – já tornado perceptível com o “pós-modernismo” – passou a “bloquear” a Arte. O “festival da canção” – mesmo com seu formato “popularucho” – é um exemplo gritante e a “canção vencedora” de Israel – tal como a portuguesa anterior… – clamam já: fechem essa porcaria decadente antes que o mau cheiro invada a atmosfera do Planeta!…

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