Bónus ao partido com mais votos?

Truques eleitorais na democracia burguesa

Pedro Goulart - Sexta-feira, 21 Abril, 2017

MontenegroO líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, numa intervenção como convidado de um almoço do International Club of Portugal, em Lisboa, advogou que, apesar de nas legislativas em Portugal se votar para eleger deputados, “escolher em eleições legislativas significa escolher um caminho”, privilegiar a escolha que o povo fez num líder ou numa liderança, e afirmou não estar “a olhar para trás”, para as eleições de 2015, mas a apresentar ideias para futuros actos eleitorais.
Por isso, desafiou os partidos de esquerda a ponderarem um sistema eleitoral como o da Grécia, sistema preparado pela burguesia deste país, em que o partido vencedor obtém um ‘bónus’ de 50 deputados, permitindo mais facilmente obter maiorias absolutas.

Apesar de Montenegro referir que se tratava de uma proposta pessoal, eram muitas as presenças de conhecidas figuras políticas do PSD presentes no almoço, entre eles: Miguel Relvas, Marco António Costa, Hugo Soares, Carlos Abreu Amorim, Berta Cabral, Guilherme Silva, Mira Amaral, Luis Filipe Pereira, Nunes Liberato e Fernando Lima.

Assim, segundo a proposta do líder parlamentar do PSD, e como facilmente se depreende, os maiores partidos (PSD e PS) teriam um melhor acesso a maiorias absolutas e governariam mais conforme à vontade dos patrões.

Não bastam os média ao serviço dos partidos do capital, os analistas de serviço pagos pelo patronato, os múltiplos meios de engano e chantagem sobre os trabalhadores e o povo. Os dirigentes burgueses pretendem ir mais longe para garantirem vitórias eleitorais, recorrendo a diversos truques, com argumentos hipócritas e mentirosos de assim melhor servirem o povo.






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