Derrotar na rua o governo da direita!

Quarta-feira, 4 Novembro, 2015

gatunogatuno_cropUm grupo de activistas da Margem Sul divulgou um comunicado, distribuido em várias empresas da zona, no qual toma posição sobre o momento político. Denunciando a tentativa de Cavaco Silva de calar a voz dos milhões de trabalhadores que votaram contra o governo da austeridade, o texto (assinado Por uma Plataforma Comunista – Núcleo da Margem Sul) afirma:
“Os trabalhadores não aceitam que o Presidente da República faça tábua rasa da sua existência e dos seus interesses de classe, e rejeitam ser meros espectadores de “tradições” pretensamente democráticas. Não aceitam que da própria Assembleia da República – maioritariamente contrária às políticas de austeridade pró-capitalistas – saia um governo de direita para impor aquilo que os trabalhadores rejeitaram inequivocamente ao longo de 4 anos de luta contra a troika e o governo PSD-CDS.”

O texto prossegue apelando à mobilização popular contra a direita:

“Cavaco, Passos e Portas são a expressão do mais profundo ódio burguês à luta do povo contra a exploração e a dominação imperialista. Querem manter-se no poder seja a que preço for, para continuarem a servir os chamados “mercados”, ou seja, os capitalistas e especuladores que tiranizam e exploram os trabalhadores. E têm a “democrática” UE a apoiá-los, como se viu pelos efusivos cumprimentos de Merkel e Rajoy ao seu “amigo Pedro”!
Não tenhamos ilusões: a direita não vai dar o poder à esquerda de mão beijada. Todos aqueles que na esquerda moderada falam do fim da direita como favas contadas desarmam o povo. É preciso não ficarmos reféns dos jogos parlamentares
Duas teses estão em confronto: a dos que têm ilusões nas soluções meramente parlamentares, e a daqueles que acreditam que só a luta popular pode impedir a direita de governar. Uma luta que deve apelar também à solidariedade internacional: lembremos a chantagem feroz e odiosa dos dirigentes da UE contra o povo grego, impondo-lhes mais um resgate e austeridade.
Joga-se em Portugal mas também em toda a Europa a derrota das políticas de austeridade. Fim à interferência da UE na vida dos povos!
Elevemos a luta a patamares avançados, promovamos ações de luta nas empresas, escolas e locais de trabalho. Só a mobilização popular pode impor um governo de esquerda que ponha fim à austeridade. Só o povo nas ruas pode fazer frente à direita revanchista e bani-la do poder! É na rua que as coisas se vão decidir!”






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