CP em greve: trabalhadores exigem pagamento de dívida de 10 milhões de euros

Paralisações até dia 6. Carris e Metro de Lisboa param dia 10

Quinta-feira, 2 Abril, 2015

CPDesde as zero horas de hoje está em curso uma greve dos revisores e trabalhadores de bilheteira da CP. Com uma adesão perto dos 100 por cento, a paralisação, que não está sujeita a serviços mínimos, impediu a circulação da grande maioria dos comboios previstos. O protesto, que culmina nove meses de negociações entre os sindicatos e a empresa, visa obrigar a administração da CP a cumprir uma decisão dos tribunais relativa ao pagamento dos complementos nos subsídios de férias e Natal, em dívida desde 1996. Nova paralisação pelos mesmos motivos está marcada para dia 6.

Com efeito, a CP foi condenada a restituir aos trabalhadores os complementos que não foram pagos nos subsídios de férias desde 1996 e nos subsídios de Natal entre 1996 e 2003. O montante desta dívida aos revisores e trabalhadores das bilheteiras é de cerca de dez milhões de euros. Mesmo depois da decisão judicial que deu razão aos trabalhadores e condenou a CP, a empresa tem usado todos os subterfúgios para adiar o pagamento da dívida. A forte adesão à greve mostra a indignação dos trabalhadores por mais esta burla da empresa.

Em aviso aos passageiros, a CP reconhece que os dois dias de greve dos revisores (convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante), conjugada com a greve ao trabalho extraordinário marcada, para os dias 3 e 5, pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) trarão “fortes perturbações” à circulação.

Carris e Metro de Lisboa em greve conjunta

Também os trabalhadores da Carris decidiram, com uma paralisação de 24 horas, juntar-se à greve convocada para 10 de Abril pelo Metro de Lisboa. Trata-se de um protesto contra a concessão da gestão destas duas empresas públicas a interesses privados.

No final do ano passado, foi lançado um concurso para a Metro do Porto e o STCP, ficando a gestão destas empresas nortenhas nas mãos do consórcio espanhol TMB-Moventis, embora ainda não se tendo verificado essa transferência. Em Lisboa, depois de o processo ter sido aprovado em Conselho de Ministros, o governo prevê a conclusão da operação de concessão em Julho deste ano.






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