Acordo entre sindicatos da CGTP e da UGT

Greve na Função Pública marcada para 30 de Novembro

Manuel Monteiro - Sexta-feira, 9 Novembro, 2007

fp_plenario-frent-comum-7-nov-2reduz.jpgRealizou-se no dia 7 de Novembro, em frente ao ministério das Finanças, em Lisboa, um plenário nacional dos delegados da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública, a que Mudar de Vida assistiu. A essa mesma hora, as delegações das centrais sindicais realizavam uma das últimas rondas negociais com o governo em torno das propostas reivindicativas para 2008, contemplando os aumentos salariais e outras condições de trabalho.
A dirigente da FCSAP Ana Avoila veio da reunião comunicar aos delegados sindicais que, devido à intransigência do governo e à sua insistência em levar à prática uma política gravosa para os funcionários públicos, não restava outra alternativa aos trabalhadores senão a greve. Nessa altura não ficou definido o dia da paralização porque decorriam contactos com a UGT, no sentido de envolver todos os sindicatos e tornar a luta o mais ampla possível. O acordo foi conseguido na tarde do dia 8, tendo sido convocada por ambas as centrais sindicais uma greve para o dia 30 de Novembro.






Um Comentário a “Greve na Função Pública marcada para 30 de Novembro”

  1. Manuel Baptista disse:

    Parabéns pelo vosso jornal electrónico. Só agora tomei contacto com ele. Li também o vosso manifesto. Várias coisas me pareceram passíveis de discussão. Uma delas, que também me interessa particularmente, é a postura de revolucionários face às movimentações dos sindicatos «concertativos».
    Por um lado, identificam claramente os males que afectam a CGTP (visto se tratar da única central na qual militam, se bem entendi).
    Por outro lado, a vossa participação acrítica nos simulacros de luta, ajuda a perpetuar o fenómeno português da total impotência sindical, apesar de -em termos numéricos- haver uma «massa» sindicalizada maior que em muitos outros países da Europa.
    Gostava de vos assinalar as contradições da «prática» -que verifico muitas vezes- e portanto quanto à seriedade das declarações anti-capitalistas e anti-sistema. Não digo que seja o vosso caso, mas digo que tem sido o de muita gente neste país. Pois tais reivindicações só são credíveis na medida em que se aceite erguer desde a base, um movimento sindical alternativo, sem sectarismos, como já existe em vários países europeus.
    O facto é que os trabalhadores não nascem ensinados. A realização de um pseudo-plenário, onde se finge que se discute algo, ou nem isso, apenas se toma conhecimento de algo que foi congeminado pelos senhores burocratas, é um factor muito importante de auto-derrota.
    O que bloqueia o campo proletário é também a incapacidade de ir até ao fim das análises, de tirar as consequências lógicas do que se tem visto.

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