A indústria em marcha

Manuel Raposo - Quarta-feira, 5 Setembro, 2012

O caso, divulgado pelo Comité de Solidariedade com a Palestina, já não é muito recente, mas vale a pena recordá-lo para se ver como a imaginação terrorista do sionismo parece não ter limites. Em meados de Junho, a BBC Brasil noticiou que, sob o rótulo de “oferta turística”, foi criado em Israel um campo onde os “turistas” podem treinar “tiro ao terrorista”. Os alvos são figuras de árabes em tamanho real.

O proprietário é um oficial na reserva do exército israelita e o campo, também usado pelas forças armadas e policiais israelitas, localiza-se no colonato de Gush Etzion a sul de Jerusalém, no território palestino da Cisjordânia ocupado e colonizado ilegalmente por Israel há 45 anos.

O “treino” pode ser feito tanto por adultos – com balas verdadeiras – como por crianças a partir dos 5 anos, que praticam, para começar, a versão soft, com armas de paintball.

Empolgado com o êxito do negócio, diz o empresário que já terão passado pelo campo 5 mil “turistas”. E acrescenta que “o curso” serve para quem tenha “interesse em aprender tácticas antiterroristas”.
Como refere a BBC Brasil, o projecto também inclui programas especiais para aniversários e encontros de amigos e oferece aos turistas, na opinião do empresário, “experiências emocionantes que não poderão ter em lugar algum, excepto no campo de batalha”.

Solidário, o presidente da Câmara do colonato considera a iniciativa “um incentivo” para o turismo na região.

O Holocausto é, uma vez mais, invocado para o caso. Ainda o dito empresário afirma que quer exaltar o “orgulho judaico” e mostrar que o Estado israelita sabe “ensinar defesa ao mais alto nível”. A “defesa” praticada por Israel tem sido, como se sabe, o ataque sistemático aos palestinos e aos árabes, a usurpação dos seus territórios e dos seus direitos à liberdade.

Como bem referiu Norman Finkelstein, um judeu anti-sionista, o Holocausto tornou-se para os sionistas uma indústria lucrativa que explora o sofrimento dos judeus às mãos dos nazis. É o que mostra mais este exemplo.






Deixe o seu Comentário