A única barreira

Terça-feira, 16 Outubro, 2007

Que seja uma grande manifestação a do próximo dia 18 de Outubro no Parque das Nações. Para mostrar aos chefes da União Europeia que não queremos flexi-segurança, roubos, corrupção, desigualdade, repressão, injustiça. E também que não queremos para os outros o que não desejamos para nós – e por isso repudiamos ameaças e ataques militares contra povos que defendem os seus direitos nacionais e os seus recursos contra as ambições do imperialismo.

Não basta reclamar por mais justiça e melhores condições de vida. Menos ainda apelar ao bom senso de capitalistas e governantes. É preciso reunir forças e agir para os obrigar a recuar.

Não haverá nenhuma Europa social pela mão do capital que a domina. É preciso que os povos de toda a Europa levantem os seus interesses contra os do patronato e dos burocratas; que os imigrantes tenham plenos direitos, pondo fim à concorrência entre trabalhadores de que o capital tira proveito.

Não haverá uma Europa de justiça quando se reforçam os meios policiais e a cooperação judicial entre Estados. O fito é perseguir mais eficazmente os movimentos sociais que reajam às tremendas injustiças da ofensiva do capital – acusando-os a todos de “terroristas”.

Não haverá Europa democrática enquanto as instituições da União Europeia forem inteiramente alheias aos povos; enquanto se quiser impor uma constituição em que os povos não se reconhecem por nela não terem tido voz e por se tratar de uma carta de entendimento entre Estados e burguesias, nada mais.

Não haverá Europa pacífica enquanto for avante o reforço dos exércitos e a corrida às armas. Com isso, o capital europeu dota-se de meios para a concorrência com os EUA, de que o Médio Oriente e a África são os dois palcos principais do momento.

A Europa nunca será agente de progresso social nem para si própria nem para o resto do mundo enquanto as ambições do capital se sobrepuserem aos interesses dos trabalhadores e a corrida pelo domínio do planeta nortear o crescimento europeu.

As legítimas aspirações de progresso económico, de emprego seguro, de igualdade de oportunidades, de melhores condições de vida, de paz, de segurança – não terão possibilidade de realização sem um afrontamento com os interesses do capital.
Esta é a verdade. O crescimento do movimento de protesto dos trabalhadores portugueses e europeus depende da clareza com que esta realidade for encarada.

Um amplo movimento de trabalhadores, combativo, ciente do adversário e das dificuldades que tem de enfrentar, é a única barreira capaz de travar a ofensiva do capital. Um movimento assim pode consegui-lo.






Um Comentário a “A única barreira”

  1. Moriaem disse:

    Foi mais uma grande manifestação ignorada pelos media e seus donos.
    Solidariedade

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