Sindicatos da Noruega propõem boicote a Israel

Urbano de Campos - Quarta-feira, 10 Junho, 2009

palestinelatuff72dpi.jpgA maior central sindical da Noruega, a LO, lançou em 16 de Maio a todo o país um apelo para liderar um boicote internacional a Israel se não for alcançado um acordo de paz com os palestinianos. A posição foi aprovada durante o congresso da LO realizado na véspera.

A Confederação Norueguesa de Sindicatos, que representa mais de um terço dos trabalhadores do país, disse, numa declaração pública, que tanto Israel como os palestinianos merecem viver em paz e segurança, e que o governo israelita deve ser considerado responsável se esse objectivo não for conseguido.

A organização exigiu a Israel que pusesse fim à ocupação ilegal dos territórios palestinianos, respeitasse as fronteiras de 1967, pusesse termo à expansão de colonatos e retirasse as barreiras de segurança que bloqueiam a livre movimentação dos palestinianos.

A declaração propõe que o governo norueguês pressione as Nações Unidas para que façam cumprir as resoluções acerca da Palestina e para que desempenhem um papel activo para atingir aqueles fins. Defende anda que, se estes esforços falharem, o governo norueguês deverá liderar uma campanha internacional contra a ocupação dos territórios palestinianos.

A declaração da LO refere ainda a guerra em Gaza, no começo deste ano, e exige que a ONU crie uma comissão para investigar as violações do direito internacional então cometidas.

O governo israelita tem rejeitado os apelos internacionais para que retome as conversações de paz com os palestinianos. O actual primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, que visitou os EUA no dia 17 de Maio, recebeu de Barack Obama a garantia de que o apoio dos EUA a Israel se manterá. Este apoio não foi alheio ao facto de Netanyahu ter voltado a recusar o direito dos palestinianos a terem um Estado independente. De resto, para reforçar a ideia, assessores próximos de Netanyahu afirmaram, na mesma altura, que ele não vai mostrar flexibilidade no assunto e continuará a rejeitar uma solução de dois Estados.






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