Editorial

Que resposta?

Terça-feira, 21 Abril, 2009

Existe resposta revolucionária para a crise actual? A pergunta tem de ser posta quando se toma consciência da profundidade da crise que o capitalismo mundial atravessa e quando, ao mesmo tempo, se verifica que o poder do capital não está a ser abalado na sua base política. Sem uma resposta dirigida para enfraquecer o poder, o capital fica com toda a margem para reedificar, com mais uma dose de violência, o mecanismo de exploração, cobrando pesados juros à massa trabalhadora.

Neste início de crise declarada assiste-se, com efeito, ao prolongamento da contradição central das últimas décadas: bloqueio da acção revolucionária num ambiente de crise geral do capitalismo. Mas não tem de ser assim. A debilidade que atinge todo o organismo capitalista abre campo à intervenção de grandes massas na política e à actividade revolucionária.

Partindo da evidência de que são tremendas as fraquezas políticas e organizativas da esquerda revolucionária, importa lançar a discussão sobre os caminhos políticos e práticos a seguir para ferir o sistema capitalista e não apenas para atenuar os efeitos nefastos da crise económica.

O quadro não ilude. Retrocesso nas condições de vida do proletariado, dos assalariados e das camadas pequeno-burguesas inferiores; agitação dos pequenos patrões atingidos pela crise; bloco dos partidos do capital para aplicação de medidas comuns de defesa do regime; reforço da intervenção policial – eis alguns dados da situação presente.

Como responder? Como renovar a combatividade das acções de massas? Como apoiar os trabalhadores (todos eles) na luta contra o desemprego e a pobreza? Como incentivar o protesto dos trabalhadores ou dos grupos da população sem sindicatos nem organização? Como demarcar as diferenças de interesses entre os assalariados e os pequenos patrões? Como denunciar o aumento da acção repressiva do poder?






Um Comentário a “Que resposta?”

  1. A. Januário disse:

    Porque razão é que o MV não convoca todos os interessados para a discussão desse assunto, quem sabe se já não haverá algumas ideias interessantes, sobre essa resposta a dar?
    Para já proponho um encontro convívio para o 1 de Maio,a marcar com urgência, pelo MV, tanto no “SÍTIO” como boca a boca e nesse convívio preparava-se então uma coisa mais séria a realizar:Tão simples como isto.
    Mãos a obra!

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